“VIAGEM” ATRAVÉS DAS EXPRESSÕES…
PRIMEIRO ESTRANHA-SE, DEPOIS ENTRANHA-SE!
Em entrevista à Lusa, a arquitecta Maria João Teles Grilo criticou duramente o atual modelo de urbanização da capital angolana, alertando para a falta de condições básicas e o desrespeito ao clima e à identidade local.
Principais críticas:
Falta de infraestrutura básica
Cerca de 70% da população luandense não tem acesso a água, luz, esgoto ou saneamento.
“Não podemos chamar cidade a um aglomerado urbano onde falta o absolutamente elementar.”
Prédios altos na Baía de Luanda: “erro técnico e climático”
- Construídos com vidro em clima quente (30°C) e húmido (80%).
- Bloqueiam a ventilação natural, fazendo a cidade “não respirar”.
- São “arquitecturas do dinheiro” importadas, sem identidade angolana.
O que faz uma cidade, segundo a arquiteta:
“São os equipamentos públicos — escolas, centros de saúde, jardins, cinemas —, não as habitações privadas.”
População em “abandono assustador”
Grilo denuncia que muitos luandenses vivem em condições desumanas e que “as pessoas estão a morrer dedoença, de fome, de falta de condições”.
Falta de planeamento urbano
“As coisas são feitas como cogumelos, completamente à toa, sem se pensar no bem-estar de toda a gente.”
Solução proposta:
Investimento urgente em infraestruturas públicas e uma arquitectura adaptada ao clima e à cultura angolana, com escalonamento de alturas para permitir ventilação e vista para a baía..


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