Foi lançada a pedra que marca o início da construção de uma fábrica de atum no município do Mussulo, em Luanda, cuja cerimónia contou com a presença do administrador municipal do Mussulo, Baudílio Vaz.
Segundo um comunicado do município do Mussulo a que o VerAngola teve acesso, a construção da referida unidade está no quadro do Programa de Combate à Fome e à Pobreza, que prevê igualmente a construção de um aviário.
“No âmbito das acções do Programa de Combate à Fome e à Pobreza, o administrador municipal do Mussulo, Baudílio Vaz, procedeu nesta Terça-feira, 24 de Junho, ao lançamento da primeira pedra para a construção de uma fábrica de atum e de um aviário, no bairro Tapu”, lê-se na nota.
Com capacidade para processar 5000 atuns por dia, a unidade fabril de atum enlatado deverá demorar menos de um ano a ficar pronta. Segundo o administrador municipal, citado pela Angop, a fábrica deverá ser construída num período de nove meses, estando prevista a criação de aproximadamente 70 postos de trabalho e 250 indirectos.
De acordo com o comunicado do município do Mussulo, esta iniciativa é promovida pela administração Municipal do Mussulo e visa “impulsionar a produção local, reforçar a segurança alimentar, criar oportunidades de empregos para os munícipes e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico do município”.
“O projecto representa um importante passo no reforço das políticas públicas voltadas para a redução da pobreza, o aumento da produção nacional e a melhoria das condições de vida das populações”, lê-se na nota.
Essas ideias foram reforçadas pelo administrador municipal que referiu que a pretensão passa por ter “uma fonte de sustentabilidade de rendimentos” que assegure o combate à pobreza.
“Nós pretendemos ter uma fonte de sustentabilidade de rendimentos que garanta um verdadeiro combate à pobreza”, referiu, citado pela Angop.
Entre outros aspectos, disse ainda que “a conclusão das duas infra-estruturas económicas trará um grande impacto na vida da comunidade local”.
De acordo com o administrador, citado pela Angop, a fábrica de atum deverá custar 119 milhões de kwanzas e o aviário está avaliado em 26 milhões de kwanzas.
Já citado num vídeo divulgado pelo município do Mussulo e a que o VerAngola teve acesso, Baudílio Vaz referiu que após a formação, as máquinas serão operadas pela comunidade local. “Depois da formação dos três meses serão então os nossos jovens (…) que vão operar essas máquinas”.
No vídeo, é também expressa a satisfação dos munícipes com o avanço deste projecto. De acordo com a nota do município, o acto também “contou com a presença de membros da administração municipal, autoridades tradicionais e religiosas, representantes dos órgãos de Defesa de Segurança, bem como de populares do Bairro Tapu, que testemunharam este marco significativo para o desenvolvimento local”.



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