África

Golpe contra: UMARO SISSOCO EMBALÓ O RETRATO DE UM TIRANO ANUNCIADO

Escrito por figurasnegocios

Em 2018, ainda antes de muitos acreditarem na devastação que viria, eu disse — num vídeo que o destino tratou de espalhar pelas redes sociais — uma verdade simples, mas incomoda:

“Os criminosos do regime nazi de Hitler foram apanhados nos seus esconderijos, na Argentina e noutros países, para serem julgados pelos crimes contra vidas humanas. Quando a história fala, já é tarde para os que nada fizeram quando tinham tempo e oportunidade de mudar o curso.”

Hoje, passados estes anos de silêncio cúmplice, medo disseminado e instituições capturadas, o eco dessa advertência revela-se profético.

O mundo começa, enfim, a reagir ao monstruoso desvio de valores que Umaro Sussôco Embaló personificou na Guiné-Bissau.

O DESMORONAR DA MÁSCARA: A REVOGAÇÃO DAS HONRAS INTERNACIONAIS

Moçambique: Pedido de retirada da chave da Cidade de Maputo

Cabo Verde: Pedido da revogação da Medalha de Amílcar Cabral

Portugal: Pedido da revogação da Grande Ordem do Infante Dom Henrique

Nunca na história recente um Chefe de Estado da África Ocidental acumulou, em tão pouco tempo, tantos pedidos para a revogações diplomáticas e simbólicas.

O que eram outrora tentativas de legitimação internacional transformaram-se rapidamente em sinais claros: o mundo desperta para a verdadeira natureza do projecto político de Sussôco.

O pedido da retirada de honras de três países com profundas ligações históricas, culturais e políticas à Guiné-Bissau não é mero gesto protocolar — é uma condenação moral.

É a afirmação categórica de que a tirania nunca permanece disfarçada para sempre.

O LUXO OBSCENO E A MISÉRIA ABSOLUTA

Nenhum país do mundo saiu ileso de um presidente que governou 6 anos viajando como se fosse dono de um império imaginário, enquanto deixava atrás de si um povo entregue à miséria e ao abandono.

Sussôco viajou durante 6 anos em jatos privados, salões de honra, hotéis de luxo, palácios e cimeiras internacionais — mas deixou um país sem autocarros públicos, sem aulas presenciais, sem medicamentos e sem futuro.

De Belém a Champs-Élysées,

Do Kremlin à Casa Branca,

Dos palácios ao fausto,

— mas na Guiné-Bissau, nem 200 km podia percorrer sem pedir helicópteros da força aérea senegalesa.

Um país com:

* apenas 4 voos semanais para o mundo,

* nenhuma rede pública de transporte,

* escolas sem professores,

* hospitais onde grávidas morrem por falta de luz, oxigénio e materiais básicos,

* crianças que morrem porque os pais não têm dinheiro para comprar um comprimido,

* uma economia paralisada,

* uma justiça capturada,

* e um povo forçado a viver aquilo que parecem 60 anos de sofrimento em apenas 6 anos.

Como é possível um só homem provocar tanto retrocesso?

A pergunta é antiga.

Também a Europa um dia acordou tarde demais e perguntou:

“Como surgiu Adolf Hitler?”

A tirania não nasce num dia.

Ela cresce — silenciosa, calculada, oportunista — enquanto os justos hesitam.

UM RETRATO HISTÓRICO DO TIRANO

Umaro Sissoco Embaló construiu o seu poder com todos os ingredientes clássicos dos regimes autoritários:

  1. Captura das instituições
  2. Cooptação das forças armadas e de segurança
  3. Manipulação eleitoral permanente
  4. Uso do medo e da violência como instrumentos políticos
  5. Criação de narrativas falsas de “salvação nacional”
  6. Perseguição a opositores
  7. Destruição da economia para sustentar o poder político
  8. Diplomacia baseada no espectáculo, não na substância

A sua governação será estudada no futuro como um dos períodos mais obscuros da Guiné-Bissau pós-independência.

Não apenas pelo que fez, mas sobretudo pelo que destruiu:

* a confiança entre cidadãos,

* o sentido de Estado,

* o tecido moral da sociedade,

* e a possibilidade de um país erguer-se com dignidade.

FILOSOFIA DA TIRANIA:

O AVISO QUE A HISTÓRIA NÃO CANSA DE REPETIR

A Filosofia ensina:

A tirania nunca nasce do excesso de força, mas da ausência de resistência.

A História confirma:

Os tiranos só prosperam quando as sociedades escolhem ignorar os seus primeiros sinais.

O que estamos a testemunhar hoje é o início do desmoronar da narrativa falsa que Sussôco construiu:

A imagem de estadista que tentou vender ao mundo caiu, e cai com estrondo.

Como sempre acontece, os que o bajulavam calam-se, os que o protegiam afastam-se, os que o serviam tentam agora reinventar-se.

A GRANDE PERGUNTA:

JÁ É TARDE?

A catástrofe causada nos últimos anos ainda não está totalmente visível.

Tal como nos regimes mais violentos da história, os danos morais e institucionais levam décadas para serem reparados.

Mas uma coisa é certa:

Ainda não é tarde para os que querem reconstruir o país.

Mas já é demasiado tarde para os que contribuíram para a destruição.

A História agarra todos — os que lutaram, os que se calaram, e os que traíram o povo.

CONCLUSÃO:

O FIM É SEMPRE INEVITÁVEL
PARA OS TIRANOS

O tempo acaba por alcançar todos. E a História nunca absolve os que governam contra o povo.

A Guiné-Bissau assistiu, impotente, ao desastre de Umaro Sussôco Embaló.

Mas o mundo agora testemunha.

E quando o mundo começa a falar, a queda não tarda.

Tal como disse em 2018:

“Quando a história fala, é tarde demais para quem nada fez quando tinha tempo.”

Hoje, a História começa finalmente a pronunciar o nome do tirano.

E amanhã — como sempre — pronunciará a sentença.

© A. Queba Banjai

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