Saif al-Islam Kadhafi, de 53 anos, o filho mais velho de Muammar Kadhafi, foi assassinado em sua casa em Zintan, cidade no noroeste da Líbia. A família confirmou a morte em sua residência. Candidato nas eleições presidenciais de 2021, que acabaram sendo canceladas, ele era considerado o provável sucessor do ex-ditador líbio, que morreu em 2011 em um confronto com rebeldes.
Desde a sua libertação da prisão em 2016, Saif al-Islam vivia recluso em Zintan, com apenas dois funcionários, em uma vila isolada no alto das montanhas com vista para o deserto de Hamada. Por razões de segurança, ele levava uma vida discreta e se comunicava apenas com um círculo muito restrito de pessoas, o que não impediu a acção dos criminosos.
“Ele foi morto em Zintan, em sua casa, por um grupo de quatro homens”, disse à AFP o seu advogado francês, Marcel Ceccaldi. “Por enquanto, não sabemos quem são esses homens armados”, continuou o advogado, que afirmou ter falado com o seu cliente há cerca de três semanas. Ele acrescentou que soube, há cerca de dez dias, por meio de um dos funcionários da residência, que havia preocupações com a segurança. “Tanto que o chefe da tribo Kadhafi ligou para Saif e lhe disse: ‘Vou enviar pessoas para garantir sua segurança’. E Saif recusou”, continuou.
Procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade, Saif al-Islam Kadhafi foi preso em 2011 no sul da Líbia. Detido por um longo período em Zintan, foi condenado à morte em 2015 após um julgamento sumário, antes de receber amnistia.
Até o anúncio de sua morte, seu paradeiro era desconhecido. “Ele estava frequentemente em movimento”, confirmou seu advogado. Em 2021, ele apresentou sua candidatura à eleição presidencial, contando com o apoio daqueles que sentiam nostalgia do antigo regime. A eleição acabou não acontecendo.
F&N Online


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