Vítor Norinha
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O crescimento do Produto interno Bruto chinês deverá crescer 6,3% em 2026, um pouco abaixo da previsão de 2025 que é de 7%, avança o segurador espanhol Crédito y Caución. Ainda assim, revela a mesma fonte, a Índia será o país de maior crescimento no corrente ano, sobretudo impulsionado pela procura interna e por políticas macroeconómicas favoráveis.
O país tem vindo a trabalhar em programas de diversificação comercial e fez, recentemente, um acordo com a União Europeia que vai permitir uma redução substancial de tarifas nas exportações e abrir-se a novas áreas de investimento. Os EUA haviam aplicado uma duplicação de tarifas de 25% para 50% em agosto último, tendo depois reduzido o nível médio de tarifas para 25%. Entretanto, o estudo da Crédito y Caución não teve em conta um acordo de há pouco dias, em que a Índia deixa de comprar petróleo russo e passa a ter um tarifário médio de 18% nas transações com os EUA. Este dado irá impactar no crescimento da economia que poderá, desta forma, suplantar o conseguido em 2025. Com os EUA, a Índia, que é o país mais populoso do mundo com 1,4 ml milhões de habitantes, deverá acelerar a cooperação em semicondutores, cibersegurança, minerais críticos e material de defesa. Indicam ainda as mesmas fontes que o país tem apostado no mercado interno e flexibilizado as condições de financiamento para apoiar o investimento privado. Regista-se ainda um alívio nas pressões inflacionistas, a par de uma recuperação dos salários, o que favorece a procura interna.



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