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Palancas fracassam no CAN do Marrocos: TÉCNICO FRANCÊS PATRICE BOUMELLE SONHA FICAR ATÉ AO CAN DE 2027

Escrito por figurasnegocios

* Presidente da FAF pede para não se crucificar o seleccionador.

O técnico francês ao serviço dos Palancas Negras, Patrice Boumelle, que foi incapaz de, no mínimo, conduzir o onze nacional aos quartos-de-final da Taça de África das Nações, no Marrocos, está agora a enfatizar o desejo de começar já a sondar jogadores para os jogos das eliminatórias de acesso à próxima edição da prova, prevista para 2027, no que será uma organização conjunta da Tanzânia, Uganda e Quénia.

Por: António Félix / Foto: Arquivo F&N

Esta vontade foi manifestada no dia em que, ao lado da direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), sentou-se diante dos jornalistas para justificar o fracasso da equipa nacional no CAN do Marrocos, de onde os Palancas Negras terminaram na terceira posição do grupo B.

Até àquela edição do CAN, o treinador poderá já não contar com oito jogadores que figuram no actual grupo que levou ao Marrocos. Na baliza três dos quatro guarda-redes estarão acima na casa dos 30 anos: Hugo Marques (39), Nebu (32) e António Dominique (31).

Na defesa Clinton Mata (33), Jonathan Buatu (32) e Tô Carneiro (30) e no meio-campo, Fredy Ribeiro, 35 anos, que, individualmente, foi o primeiro a oficializar a retirada, ainda antes do arranque do CAN de Marrocos. No ataque, Mabululu terá 33 anos e Ary Papel, 31, não podendo, assim, chega à 360 edição do CAN.

No Marrocos, com este grupo de jogadores, a meta era melhorar ou manter a classificação conseguida na edição passada, acolhida pela Côte d`Ivoire onde os Palancas Negras chegaram aos quartos-de-final, após terminarem na primeira posição do grupo, só depois a equipa orientada tecnicamente por Pedro Gonçalves, perder para a Nigéria, por 1-0.

Desta vez, no Marrocos os Palnacas amealharam apenas dois pontos, fruto de dois empates e uma derrota, ou seja empate a um golo com o Zimbabwe, zero a zero com o Egipto e a derrota foi diante da África do Sul, por 2-1.

A direcção da FAF, na pessoa do seu presidente de direcção, Alves Simões, não teve como evitar o reconhecimento do fracasso. “Não atingimos aqueles que eram os nossos objectivos. Falhámos e vamos agora, se calhar não justificar, mas apresentar as causas que impediram o nosso sucesso”, disse Alves Simões, em conferência de imprensa.

O dirigente, como suporte deste pouco brilho dos Palancas Negras, alegou o escasso tempo de preparação e a chegada tardia de jogadores que militam em clubes estrangeiros.

“Assumimos que a nossa participação no CAN foi um fracasso. Uma das causas, no nosso entender, é o facto de termos alterado a nossa programação previamente estabelecida, um estágio de 10 dias e fizemos em três. Isto dificultou sobremaneira a nossa preparação”, acrescentou.

Alves Simões pediu para que os apoiantes da selecção e, no geral os aficionados do futebol nacional, não crucificarem o técnico Patrice Beaumelle, pois, para si não se mostrou incompetência quando foi contratado para render no comando dos Palancas o treinador português Pedro Gonçalves. “Sempre que fizemos mudanças é no sentido de melhorarmos. Foi o que fizemos, para não continuarmos no erro conforme vínhamos caminhando”, justificou, sem detalhar.

Duramente criticado pela forma como escalonava e mandava jogar os palancas Negras, o técnico Patrice Boumelle considera que vinha para fazer parte do CAN, com o intuito de realizar uma boa competição” e, por outro lado, com o sonho de “preparar um projecto sólido olhando para o futuro”.

“Se sentir que o meu problema e a minha filosofia não estão adaptadas ao país, irei ter com o presidente e o vice-presidente, apertarmos as mãos e assim seguirei o meu caminho. Não estou aqui por um bom contrato ou dinheiro”, esclareceu treinador de 47 anos, além de admitir o fracasso da Selecção, aproveitando clarificar comando só os Palancas Negras por dinheiro.

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