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Professora Denise Schacht: EM ÁFRICA FUNDAMENTALMENTE A EDUCAÇÃO DEVE SER PRIORITÁRIA

Escrito por figurasnegocios

Tendo beneficiado dos estudos clássicos da Universidade de Coimbra e da Escola Superior de Educação de Coimbra, Drª. Denise Schacht foi Business Developer Executive Director de Projectos de Propaganda Política em países como; Costa do Marfim, Serra Leoa, Gana, Senegal, Mali, Burkina Faso, África do Sul, Moçambique, Angola, Nigéria, República Centro Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Namíbia, Cazaquistão, Curdistão.

Apesar de ter estado muito ligada ao ramo corporativo, foi o seu interesse pela teoria de transformação do homem que a levou a um processo contínuo de pesquisas nas mais diversas áreas da existência humana com um único objectivo: Gerar programas para o desenvolvimento do capital humano com especial ênfase para Viabilidade Económica do Homem Africano, “Síndrome da Mentalidade de Escravo”, o Paradoxo das Tecnologias, Reprogramação Mental, Paradigma das Relações Internacionais.

A componente académica dela tem como base a filosofia bicentenária: O Pan-africanismo.

Drª Denise Schacht é membro da Liga Pan-africana fundada em 1947, Chief Project Officer da Pan African University (www.pau-au.africa) organismo sob tutela da Comissão de Educação, Ciências, Tecnologia & Inovação da União Africana (UA) com sede na Etiópia, é também, pesquisadora do Pan-African Center for Policy Studies (www.pacps.org).

E é com ela que a revista F&N conversou.

Por: Victor Aleixo (Jornalista) / Fotos: Cedidas pela entrevistada

Figuras & Negócios (F&N)- Fundada em 2008 por uma das incontornáveis figuras da União Africana, o Professor Doutor Jean Pierre Ezin, a Pan-African University emerge como uma espécie de tentáculo da Comissão de Educação, Inovação & Tecnologia da UA.  Pode explicar-nos em que se baseiam as acções deste organismo adjacente à referida comissão?

Denise Schach: O 1º ponto que gostaria de esclarecer é o seguinte; Apesar de auto intitular-se Pan-African University (universidade Pan-Africana) não se trata de uma só universidade mas sim, de um conselho que congrega 5 das melhores universidades do continente (Quénia, Argélia, Nigéria, África do Sul e Camarões) sendo que cada uma delas representa uma região e responde por um pelouro específico. Por exemplo, à África do Sul delega-se o pelouro das ciências espaciais enquanto à Argélia, cabe-lhe tudo o que diga respeito as energias renováveis/ ciências do ambiente. O Kenia responde pelas ciências de inovação tecnológica, sendo que o Nigéria ficou com a pasta das ciências sociais e os Camarões actua sobre as áreas de investigação científica para a liderança e boa governação.

Estas 5 universidades destacam-se pela sua capacidade de produção científica isto é, são muito activas a nível de investigação para produção de dados, pelas suas características de gestão eficiente de recursos financeiros ou seja, são economicamente viáveis e é claro, pelas suas habilidades de levarem a cabo acções de cooperação e extensão com universidades que constam da lista do “Top” mundial e regional.

Esclarecido este ponto acerca daquilo que é a Pan-African University, aproveito então este parágrafo para levantar o véu daquela que é a principal função deste “Council” que seria nada mais do que actuar como vector através do qual a União Africana (com um budget devidamente aprovado pelo Banco Africano Desenvolvimento e pelo Banco Africano de Exportações e Importações) poderá canalizar financiamento destinado ao desenvolvimento das universidades africanas.

Simplificando, eu diria que nós (Pan-African University) somos o canal através do qual este capital financeiro em particular chega às universidades públicas do nosso continente. Sabendo que independentemente da tipologia de cada projecto caberá as autoridades máximas deste “Council” que neste caso, seriam o Presidente Prof. Kenneth Matengu e a Vice Presidente Profª Amany El-Sharif, com o suporte do Reitor Jean Kouliaty e da Vice Reitora Bolanle Akeredo Lu-Ale, indicar o gabinete de gestão de projectos que deverá avançar com a avaliação técnica e orçamental. A saber que, caberá à comissão de educação, inovação e tecnologia da União Africana actualmente liderada pelo PhD Gaspard Banyankimbona, validar a liberação das verbas. Embora sejamos 5 membros permanentes, o “Council” da PAU está incumbido de acolher anualmente centenas de solicitações de investimento oriundas das mais diversas partes do nosso continente cabendo, portanto, às equipas alocadas nos países e universidades supracitados, responder à demanda estruturando o dossiê a ser primeiramente apresentado a reitoria da PAU e posteriormente, à Comissão da UA. Não obstante, há um pormenor que vale a pena aqui realçar por ser uma peça importante neste puzzle de funcionamento; Cada uma destas universidades membros do “Council” possuem departamentos destinados à avaliação de projectos locais, regionais e internacionais porém, somente poderão actuar em processos de “Scope of Requirement” e “Procurement” caso tenham dado provas de conhecimento abalizado. Este procedimento tem gerado melhores resultados a nível de controlo “budgetano” e de sustentabilidade porque os projectos não são avaliados de forma aleatória. A cada universidade membro do “Council” ser-lhe-á atribuída uma especialidade, desta feita, se o projecto está relacionado com energias renováveis à partida a PAU Argélia é a mais indicada para efeitos de avaliação prévia à adjudicação mas se o projecto é um centro de investigação Biomolecular, a PAU Kenia será a mais indicada para efeitos de avaliação.

F&N- Compreendendo a dinâmica de funcionamento deste organismo, poderia revelar-nos mais concretamente o que seriam as funções do Chief Project Officer?

Denise Schach: O descritivo das minhas funções está assente sobre 3 pilares toda a minha dinâmica de trabalho;

1º pilar seria a avaliação dos conteúdos programáticos dos projectos universitários sob a tutela da PAU. Ou seja, se vamos financiar um laboratório de engenharia mecânica na Zâmbia, é imperativo passar-se ao escrutínio das matérias que serão veiculadas no exercício deste trabalho de ensino pois, a PAU acredita que os conteúdos programáticos das universidades africanas não devem ser uma espécie de “Copy Paste” daquilo que se ensina nos estabelecimentos de ensino superior dos países ocidentais ou, se preferirem, os Ex-colonizadores. Se queremos produzir “Experts” africanos temos que ser capazes de preparar os futuros licenciados com base na sua realidade local/regional sem deixar de lado, é claro, a visão global/internacional. Se não actuarmos nesta ordem, continuaremos, pois a ter licenciados cujas disciplinas aprendidas ao longo do percurso universitário pouco ou nada servem no âmbito dos seus respectivos mercados de trabalho dos países africanos a que pertencem. Outro ponto a ter em consideração nos processos de avaliação da PAU é a questão do pensamento analítico e raciocínio identitário porque acreditamos piamente que sem estes 2 condimentos não será possível transformar mentalidades.

2° pilar que, de uma certa forma torna-se a espinha dorsal de todos os projectos com os quais acabo por estar envolvida, é o “Fund Attribution Analysis”.

Resumidamente, é a parte na qual enquanto Chief Project Officer acabo por ter a responsabilidade de elaborar termos de referência (Scope of Requirements) destinado às universidades públicas que ambicionam obter financiamento da PAU.

Estou igualmente amplamente envolvida com o processo de “Procurement” e “Due Diligence” uma vez que estas solicitações que chegam ao meu “mail box” sob orientação do “Council”, embora à vista desarmada possam parecer excelentes, o certo é que sem o rigor necessário fundos poderão ser concedidos a projectos universitários que a médio-longo termo provarão ser insustentáveis. E não é isso que o nosso continente precisa, pelo contrário, precisamos de acçōes que não se extingam no tempo e no espaço tão logo o principal patrocinador (neste caso específico a PAU) tenha que sair de cena porque o “Time Frame” da nossa participação no período de execução, naturalmente chegou ao fim. É preciso estarmos conscientes de que cada fundo disponibilizado pela UA (União Africana) que acaba por ser desperdiçado em projectos fadados a falir, é, por si só, mais um prego no destino desta nossa juventude africana pujante pela sua alegria contagiante contudo, carente de recursos locais que lhes permitam cruzar as fronteiras do imaginário.

O 3º e último pilar que acaba por colmatar o exercício das minhas funções, é a implementação de centros de Empregabilidade e Start Ups. Este 3º pilar, a meu ver acaba por ser o Checkmate tendo em conta as elevadas taxas de desemprego que se regista a nível mundial (África do Sul 62%, Angola 48%, EUA 10%, Índia 15%) o que nos leva a concluir que estamos nós as universidades a preparar os jovens para o desemprego. Com a agravante de que os últimos dados publicados pela FMC apontam que em 2050 serão cerca de 450 milhões de jovens para apenas 150 milhões vagas de emprego. Estes são indicadores claros de que o papel das universidades já não se deve resumir a outorga de diplomas. As nossas universidades devem, pois, começar a actuar enquanto agentes do progresso facultando aos seus futuros formandos ferramentas que lhes permitam tornarem-se economicamente viáveis ao invés de simplesmente indivíduos com muito conhecimento intelectual e técnico. Dentro deste paradigma da Empregabilidade, uma das minhas tarefas acaba por ser permitir o acesso aos alunos pré-finalistas e finalistas a programas que lhes concedam as “soft skills”necessárias. Basicamente aprenderem a rentabilizar o acervo de conhecimento adquirido por vias das disciplinas que constituem os currículos dos ditos cursos de  formação superior.

Vale aqui enfatizar que não estou neste desafio a solo, sendo que somos 5 Chief project Officers distribuídos pelas 5 regiões (Norte, Sul, Centro,Este, Oeste) do continente africano sendo que eu sou actualmente responsável pela região da SADC e por esta razão, integro o núcleo de trabalho da Pan-African University para Tecnologia & Inovação localizada no Kénia, em Nairóbi.

F&N- Apesar dos esforços acometidos pela Comissão de Educação, Inovação & Tecnologia, apenas 7 universidades conseguiram integrar a lista dos TOP 500 melhores estabelecimentos de ensino superior a nível mundial. De citar; Universidade de Stellenbosh-África do Sul, Universidade de Makerere-Uganda, Universidade do Cairo – Egipto, Universidade de Nairóbi- Kénia, Universidade de Joanesburgo – África do Sul e Universidade de Cape Town – África do Sul e a Universidade de Witwatersrand- África do Sul. Existe alguma explicação que justifique esta tímida presença de África no ranking mundial?

Denise Schach: Sim, entendo a sua pergunta porque de facto poderá causar alguma confusão e até um certo desalento quando sabemos que fazem parte do continente 54 países e apenas 7 universidades conseguiram chegar ao ranking mundial.

Não obstante, e para melhor responder esta pergunta será necessário desconstruir certos conceitos de avaliação a começar por entender que o órgão Times Higher Education (THE) é uma entidade ocidental que se predispõe a classificar as universidades com base em pressupostos económicos e sociais que influenciam as realizações académicas da região do planeta a qual pertence.

Portanto, os critérios de selecção aplicados pela THE poderão não ser os mais indicados para as regiões como África e América Latina, essencialmente conotadas por serem países em vias de desenvolvimento ou, em alguns casos, sub-desenvolvidos.

Levando em consideração o barómetro ocidental aplicado pela THE, seria possível concluirmos que já era expectável que o nosso continente não atingisse um posicionamento mais notável uma vez que a priori já estaríamos em desvantagem.

Por outro lado, se os critérios utilizados pela THE fossem menos ocidentalizados, certamente poderiam constar do Ranking mundial mais universidades africanas até porque, é bom lembrar que, no século 9 já existia a Universidade de Al-Azhar, no Egipto, e antes disso, a Biblioteca de Timbuktu de porte universitário com cerca de 2000 anos de existência. Portanto, universidades africanas não são um fenómeno colonial mas sim ancestral.

Aproveito também aqui esta oportunidade para salientar que de acordo com a Associação da Universidades Africanas, o continente africano conta actualmente com cerca de 2.389 universidades um avanço significativo tendo em conta os números apresentados na época de ocupação colonial na qual contabilizávamos cerca de 13 universidades e/ou estabelecimentos do ensino superior para todo o continente.

Estes dados comparativos mostram-nos claramente que houve um crescimento a nível de investimento no ensino superior, o que quer dizer que nós os africanos não ficamos parados.

Primo em reiterar estes factos históricos e numerológicos, porque quando são publicados estes rankings internacionais muitas vezes o Afro-pessimismo tem tendência a aflorar fazendo com que invalidemos as nossas conquistas.

Contudo e para não desmerecer o papel de “Quality & Performance Regulator” de órgãos tais como a Times Higher Education (THE), gostaria aqui de chamar a atenção para um detalhe curioso digno de análise que é o facto da Universidade de Makerere do Uganda constar do ranking mundial enquanto outras universidades com maior dimensão territorial e poderio financeiro como é o caso da Pan-Atlantic University da Nigéria ou da Eduardo Mondlane, de Moçambique não terem conseguido atingir este patamar.

O que nos leva a questionar acerca do porquê de uma universidade pequena naquilo que tange os aspectos materiais ter se elevado academicamente ao contrário de outras muito maiores a nível de estruturas materiais. E a resposta a esta questão está atrelada a 2 condimentos fundamentais: Capacidade de Produção Científica & Capacidade de Gerar Recursos Financeiros

Em suma, as nossas universidades devem concentrar-se mais na produção científica e na capitalização de recursos por vias de cooperação e extensão ao invés de continuarem a investir desalmadamente em infra-estruturas materiais cujos custos de manutenção muitas vezes provocam decadência dos serviços académicos e inviabilidade económica dos sistemas operacionais.

F&N- Sendo esta uma revista de expressão portuguesa, a título de curiosidade, poderia dizer-nos o que a Pan-African University tem como programa financeiro para as universidades dos PALOP?

Denise Schach: Neste preciso momento estamos em fase final do processo de avaliação das universidades candidatas oriundas de Angola, Cabo-Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé no qual está em carteira a implementação de um programa de estágios regionais nos quais teremos alunos dos PALOP a trabalharem em empresas da alta performance no Kénia, no Zimbábue e no Botswana.

Este projecto está sob tutela do “Preserving African talents Initiative” uma acção da PAU que pretende, por vias concretas promover o intercâmbio profissional entre os jovens licenciados das várias regiões do continente africano, proporcionando-lhes a possibilidade de conhecerem o ambiente de trabalho das economias emergentes de África.

E porque é que isto é importante? Este projecto funciona como uma espécie de alavanca que poderá suscitar o interesse dos jovens qualificados a emigrarem dentro do seu próprio continente, permitindo-nos a nós PAU preservar os talentos africanos que os estados membros da UA tanto precisam.

Não menos importante é também o facto deste projecto funcionar como forma de combater a balcanização linguística que nada mais é do que uma forma de separação ideológica que faz com que os jovens universitários que estão, por exemplo em Angola tenham dificuldades em identificar-se com os Jovens universitários da África do Sul por causa da barreira da comunicação sendo que uns falam português e outros inglês.

Digamos que o “Pan-African Internership Program” é claramente o pan-africanismo em acção pois que o principal objectivo é: Aproximar esta juventude africana na faixa dos 18-25 anos em frequência universitária e provenientes das várias realidades que compõem este continente unidos por um interesse comum: o desenvolvimento integrado preconizado pela Africa Continental Free Area (AfCFTA) e pelos vários corredores agora em vias de construção.

Não há concretização destes planos de infra-estruturas comerciais sem termos cidadãos dotados de raciocínio progressivo e como sabemos bem, o futuro prepara-se no presente, daí está nossa aposta para o ano lectivo 2025-2026.

F&N- A agenda da UA 2030 coloca o desenvolvimento humano como uma das suas prioridades. Reforçando ainda esta ideia, a “Agenda 2063 For Transformation” volta a enfatizar a educação como elemento chave. Contudo, o orçamento da UA destinado à Comissão de Educação, Inovação & Tecnologia, digamos que não seja o mais generoso. Pode elucidarmos relativamente ao facto do vosso orçamento ainda não ter atingido os números esperados?

Denise Schach: Desde a sua fundação, em 1963, a União Africana tem passado por altos e baixos, dentre as situações mais difíceis constava a questão da sustentabilidade financeira ou seja, como resultado das instabilidades que marcaram a década de 70, 80 e 90, muitos estados membros não cumpriam com as suas respectivas cotas e logo, a UA via-se a depender dos “ External Donors” (doações provenientes de países não membros da UA) para poder manter os custos de funcionamento e operacionais. Apesar de todas estas dificuldades, a União Africana conseguiu criar importantes sub-Organismos como BAD, o Afreximbank, o Nepad e a PAU.

Foi no início deste século que a balança contabilística começou a equilibrar-se com cada vez mais estados a cumprirem, de forma rigorosa, com os seus engajamentos e com o fortalecimento das nossas instituições financeiras que proporcionaram medidas de alívio financeiro.

E porque é que explico isto? Para que os leitores possam conhecer o histórico a fim de entenderem os entraves reais à realização deste muito mais que todos nós todos achamos que a UA deve ser. É preciso que conheçamos as profundezas das quais a UA conseguiu emergir apesar dos pesares.

Apesar de todos os custos de funcionamento e operacionais da UA serem cobertos por estados membros, o que é uma grande conquista, o certo é que das 6 comissões que integram esta organização, a Comissão de Paz e Segurança continua a ser uma grande prioridade, pois como diria Mo Ibrahim “ Sem paz e segurança não se faz nada”.

A distribuição mais equitativa dos fundos só poderá acontecer quando as urgências de socorrer a população em situação de guerra não for tão alarmante.

Hipoteticamente falando, gostaria que tivéssemos em consideração o seguinte cenário; mobilizar capital para enviar contingente da UA à região de Kidal a fim de proteger mulheres e crianças sob fogo cerrado ou, disponibilizar fundos imediatos para mais projectos educacionais? Seguindo a lógica humana penso que a prioridade aqui seria salvar vidas sendo, por isso, a UA muitas vezes obrigada a colocar em “Stand By” a resolução das problemáticas do ensino nos territórios dos estados membros.

Outrossim, a comissão de educação, inovação e tecnologia da UA, apesar dos constrangimentos orçamentais porque claro está, não consegue dar resposta a todas as solicitações que recebe, esta comissão tem sido muito activa no âmbito da promoção dos mecanismos adequados a serem implementados pelos estados membros (cujos países conquistaram a paz e a reconciliação) de modo a atingirem um índice de desenvolvimento do capital humano mais elevado. O certo é que são muitos os países que, de facto, e apesar de terem reunidas todas as condições de território pacificado, continuam, mesmo assim a não cumprir com as nossas recomendações como forma estratégia de manter a população na ignorância e, assim, preservarem os seus respectivos poderes políticos e partidários.

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