
Por: António Félix
felito344@yahoo.com.br
O nosso “país desportivo” teve que aguardar até à idade de Cristo, 33 longos anos, para que finalmente a 4 de Outubro deste ano visse tornar realidade um Centro Polidesportivo Olympafrica.
Desde 1992, ano em que Solidariedade Olímpica pensouvernasceremAngola o que então se designou Centro Polidesportivo Olympafrica, já poucos pensavam que a luta para a sua construção fosse realidade em pouco tempo.
Este sonho não foi logrado imediatamente durar longos 33 anos, facto não logrado a “tempo e hora”, porque pelo meio muitos factores negativos influenciaram, muito particularmente por quem tinha a empreitada às suas mãos.
Dizem que governa só, que o partido o segue como sombra. Talvez seja porque, durante muito tempo, ninguém ousou liderar com autonomia. João Lourenço não se cercou de bajuladores — muitos transformaram-se nisso por hábito, não por ordem. O MPLA, como qualquer partido no poder há tanto tempo, precisa de renovação interna. Mas essa renovação começa com um líder que ousa dar o primeiro passo.
Pelo meio houve intimações judiciais, gestoresdo projecto puseram,como sediz,a “mão na massa” e, por esta razão o projecto desesperadamente para boa malta do desporto estava a ser dado o projecto como “nado morto”.
Em boa hora surgiu a salvação do Estado, ao desembolsar 70 milhões de dólares suficientes para o lugar, agora, ter sido com pompa e circunstância, inaugurado no dia 4 de Outubro deste ano.
Fez todo o sentido João Lourenço chamar atenção para e a quem venha a gerir o complexo, que faça-o da maneira maiseficiente e lucrativa, no sentido da conservação infra-estrutural e rentabilidades financeira e desportiva. Não pode ter a sorte que teve os estádios do CAN de 2010.
Como se sabe, no decurso do seu primeiro mandato, o Presidente da República lamentou a forma como , em mãos públicas, está(va)m a ser geridos os estádios de futebol construídos para o que levou o Estado a passar depois cuidados.
Entendeu que a melhor opção é de a gestão estatalpassarpara entesprivados,torná-los, os estádios, mais bem rentáveis e auto-suficientes, em vez de continuamente dependentesdo Orçamento Geraldo Estado.
Melhor dito, os quinhentos milhões de dólares que serviram para quatro estádios tinham de conhecer retorno pela via de competente exploração e, assim, não continuar a provocar apenas despesas publicas com a sua manutenção.
É este apelo à boa gestão que João Lourenço quer também para o Complexo Desportivo Paralímpico, que resultou de um investimento de 70 milhões de dólares deixados de aplicar a outros projectos, sobretudo sociais e económicos de que o país carece. Implicou obviamente a contenção de despesas, porque o país precisava deumComplexo Desportivodeste daquele calibre.
A população de Caxito, Bengo, onde o Complexo está implantado, a própria comunidade desportiva, o país no todo… exultou de júbilo com a contemplação do lugar, esta obra sem igual em Angola nos seus 50 anos de independência. Esta realização do Estado foi também, de modo especial uma resposta positiva à reclamação apresentada ao longo dos anos por distintas federações nacionais.
A infra-estrutura que compreende diversas componentes voltadas para o treino, competição e desenvolvimento integral dos atletas.
Então tudo também podem dar e fazer para que se tenha melhor gestão e se partido do que lá se vê: campo de futebol com relva sintética, pista de atletismo, piscina olímpica, quadras multiusos, pavilhão multidesportivo, ginásio, escola secundária, refeitório, cozinhas, balneários, enfermaria, sala de fisioterapia e áreas administrativas.?


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