A política externa dos Estados Unidos, sob a segunda administração de Donald Trump, ou Trump 2.0, abandonou definitivamente os trilhos da previsibilidade institucional para se converter num exercício permanente de disrupção/interrupção e “flick-flack” diplomático. O que analistas e o corpo diplomático europeu apelidaram de “Doutrina do Caos Transacional” não é apenas uma sucessão de decisões erráticas ou impulsos de retórica de campanha, ou seja, um “vai-vem” “ou snaking” hesitativo, incerto.
É uma reconfiguração radical e disruptiva do poder americano no século XXI. Neste novo paradigma, alianças históricas são tratadas como se fossem contratos de arrendamento revogáveis, fronteiras soberanas são vistas como activos imobiliários em dificuldades e crises geoeconómicas globais são meras variáveis de um mercado de curto-prazo orientado pelo interesse imediato do “Salão Oval”. Parece que só retornos financeiros valem para Trump…
De Kiev a Caracas, de Nuuk a Teerão, o mundo de 2026 assiste a uma redefinição do conceito de hegemonia. Washington, que durante oito décadas actuou como o garante da estabilidade das rotas comerciais e da integridade territorial dos seus aliados, parece agora abdicar desse papel para se tornar o principal factor de instabilidade sistémica. O “flick-flack” – essa pirueta diplomática que inverte posições de um dia para o outro – tornou-se a ferramenta de eleição de uma administração que acredita que a incerteza é a sua maior vantagem estratégica, ignorando que a confiança é a única moeda que mantém o sistema internacional a funcionar.
- A geopolítica da submissão: a Ucrânia como uma peça-de-troca no xadrez trumpista e a sombra da dívida.
A geopolítica da Europa de Leste foi subvertida por um movimento pendular que desafia toda a lógica de contenção ocidental pós-Guerra Fria. O “vai-vem” da Administração Trump em relação à invasão da Ucrânia pela Rússia não é uma simples hesitação logística; é, tudo assim o indica, uma subordinação estratégica ou subordinada, gritante aos interesses de Vladimir Putin. Ao oscilar violentamente entre o envio de armamento sofisticado e a ameaça de corte total de fundos em momentos críticos da linha da frente, Trump utiliza a sobrevivência do Estado ucraniano como uma alavanca de negociação transacional.
A sombra das ligações financeiras da era pré-presidencial de Trump com banqueiros russos – uma narrativa que nunca abandonou os círculos de inteligência de Washington e dos financeiros da Wall Street sobre a primeira falência de económica Trump – ganha agora contornos de política de Estado.
Críticos argumentam que a presumida bonomia de Trump para com o Kremlin é o pagamento de uma dívida histórica de gratidão ou dependência. Esta “simpatia” por Putin traduz-se numa política de asfixia intermitente: Trump ora elogia a bravura de Kiev para acalmar a ala moderada do Partido Republicano, ora suspende pacotes de munições vitais sob o pretexto de “auditorias”, precisamente quando a Rússia lança as suas ofensivas. Trump insiste que a Ucrânia aceite uma capitulação disfarçada de paz, cedendo territórios ocupados ilegalmente, o que facilita a hegemonia russa sobre a massa eurasiática e destrói a confiança dos aliados que outrora viam na “umbrella” (guarda-chuva) americano uma garantia de existência.
- A guerra das tarifas e a erosão do estado de direito
No plano interno e económico, a volatilidade de Trump colidiu frontalmente com os alicerces da democracia americana. A imposição de tarifas alfandegárias erráticas – elevadas contra a China ou a Europa, suspensas após um aperto de mão e reintroduzidas dias depois, mostrando quanto as atitudes de Trump são incoerentes ou instáveis, – mergulhou o comércio mundial num estado de anarquia.
Se na diplomacia o “vai-vem”, ou “snaking”, errático de Trump é uma tática de confusão, na política económica ele é uma ferramenta de proteccionismo radical que mergulhou os EUA numa crise constitucional. A obsessão de Trump com a taxação de produtos produzidos fora da América (a espinha dorsal da sua visão de “America First”) ultrapassou os limites da legalidade comercial e colidiu frontalmente com o Supremo Tribunal. A administração tentou, em meados de 2025, impor tarifas transversais de 10% a 20% sobre todas as importações e até 60% sobre produtos chineses, utilizando a International Emergency Economic Powers Act (IEEPA – uma lei federal EUA, promulgada em 1977, que concede amplos poderes económicos ao Presidente para bloquear activos, proibir transacções e regular o comércio com nações estrangeiras, indivíduos ou entidades, após a declaração de uma emergência nacional). O argumento era de que o défice comercial e a “deslocalização de empregos” constituíam uma emergência nacional que ameaçava a segurança interna.
Esta prática levou, em Fevereiro passado e após denúncia, o Supremo Tribunal dos EUA a uma intervenção sem precedentes. Num acórdão histórico, por 6 votos contra 3 – e nos votos contra as tarifas, estavam juízes conservadores/republicanos, o que demonstra que colocam a Justiça sobre interesses políticos –, o Supremo considerou que as tarifas decretadas por Trump eram, na sua essência, impostos, e que a Constituição americana delega exclusivamente ao Congresso o poder de as tributar. A crise do Estado de Direito instalou-se quando Trump tentou ignorar a decisão judicial, argumentando que a segurança económica nacional lhe conferia poderes de emergência permanentes. Geopoliticamente, esta instabilidade jurídica pode assinalar o fim do comércio baseado em regras. Ao tratar aliados como adversários económicos sujeitos a taxas flutuantes, Trump forçou o mundo a procurar uma autonomia estratégica que poderá acelerar o desmembramento da ordem económica liberal liderada pelo dólar.
III. Venezuela: do realismo bruto ao “rapto” do petróleo
Na América Latina, a intervenção na Venezuela seguiu uma lógica de um realismo bruto que evoca as épocas mais negras da “Doutrina Monroe”. Forças especiais americanas detiveram o presidente Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, mas o que parecia ser uma missão de restauração democrática, acabou por se relevar como uma operação de captura de recursos.
O “flick-flack” ideológico de Trump manifestou-se no tratamento dado à oposição. Apesar de ter utilizado a laureada Corina Machado para ganhar legitimidade, Trump demonstrou rapidamente um “despeito” pela activista, preferindo negociar com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez; e sectores remanescentes do regime para garantir o controle das refinarias. O que se pode descrever como o “rapto” do petróleo venezuelano é uma tentativa de Trump de dominar as maiores reservas de crude do mundo para manipular os preços domésticos nos EUA, tratando a soberania de um vizinho como um espólio de guerra mercantilista; é o que ironicamente, círculos diplomáticos denominam de “Doutrina Moneyroe”. Só que, como adiante veremos com a crise iraniana, o preço do crude nos EUA, segundo o índice WTI (só para os EUA e pouco mais) é muito superior $115,34/barril (em 07.Abril.2026) face ao índice Brent (actualmente mais usado pelos países importadores que, neste mesmo dia, era de $111,44 – segundo o site PetroAngola)…
- O obsessivo desejo pela Groenlândia e o primeiro choque com a OTAN/NATO
Um dos capítulos mais surreais, e ao mesmo tempo reveladores, da “snaking” política externa de Trump surgiu com força total neste ano de 2026: a obsessiva aquisição da Groenlândia. O que em 2019 foi visto como uma extravagância, evoluiu para uma crise diplomática de alta intensidade que (ainda) ameaça a estabilidade soberana no Ártico. Trump transpôs para a geopolítica global a sua mentalidade de promotor imobiliário de Nova Iorque, vendo territórios soberanos como activos, em dificuldades, passíveis de uma “aquisição hostil”.
Para a Trump, a Groenlândia não é um território autónomo com uma população indígena de direitos ancestrais e uma ligação histórica ao Reino da Dinamarca, mas uma “peça valiosa de imobiliário estratégico” que está a ser “desperdiçada” pelos dinamarqueses. O “vai-vem” nesta questão atingiu níveis de agressividade sem precedentes no início do ano. Trump mudou subitamente o tom da “negociação comercial” para uma “necessidade imperativa de segurança nacional”, citando a expansão russa nas rotas polares e o interesse da China em construir portos de águas profundas no Ártico.
Trump chegou ao ponto de sugerir uma “anexação administrativa” ou um “protectorado obrigatório” caso dinamarqueses não aceitassem sentar-se à mesa para negociar a venda ou um arrendamento de 99 anos de vastas porções do território. A resposta dinamarquesa, apoiada pela União Europeia, tem sido de absoluta rejeição, classificando as propostas de Trump como “insultuosas, anacrónicas e neo-coloniais”.
O “zig-zag” errático de Trump nesta crise é particularmente assolador: numa semana, ele ameaça retirar as tropas americanas da Europa e cancelar acordos de defesa com a Dinamarca, na outra, oferece pacotes bilionários de investimento infra-estrutural directamente ao governo autónomo de Nuuk (capital da Gronelândia), tentando subverter a autoridade central dinamarquesa. Esta tática de dividir para reinar entre uma metrópole europeia e o seu território autónomo criou uma fissura profunda na coesão do mundo ocidental. Pela primeira vez, desde 1945, um aliado da OTAN/NATO sugeriu que a soberania de outro membro da aliança é negociável, estabelecendo um precedente perigoso onde a força económica e militar de uma potência pode ser usada para redesenhar o mapa de um aliado próximo.
Este foi o primeiro grande confronto direto com a organização político-militar. Ao ameaçar um Estado-membro fundador, Trump quebrou o princípio da inviolabilidade das fronteiras aliadas. Este “snaking” diplomático forçou os países nórdicos a considerar o Ártico não como um espaço de cooperação, mas como uma zona de potencial conflito com o seu próprio aliado principal. Trump mostrou que a soberania de um qualquer país se tornou negociável se o valor estratégico for suficientemente alto para os interesses de Washington – leia-se, para os seus interesses.
- Irão: a geopolítica dos estreitos e estrangulamento eEnergético
O conflito com o Irão representa o zénite da perigosidade desta administração. O que começou como um apoio à estratégia israelita de “decapitação” do regime (resultando na morte de figuras como Ali Khamenei) transformou-se numa crise logística global. O Irão, além de responder com ataques de mísseis a Israel e a base norte-americanas na área, replicou com o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% a 25% do petróleo mundial e de gás (entre 20 e 21 milhões de barris/dia de petróleo bruto e derivados, além de cerca de 16 milhões de toneladas de fertilizantes, representando aproximadamente 1/3 de todo o comércio marítimo global destes).
A retórica de Trump entrou num ciclo de um claro “snaking”: ora a guerra era para derrubar o regime, ora para proteger o petróleo, ora os EUA “não precisavam” do petróleo do Golfo, porque as suas reservas e produção eram superiores às de todo o Mundo.
A situação agravou-se com os Houthis iemenitas, que ameaçam fechar o estreito de Bab el-Mandeb, por onde passam cerca de 5% a 12% do petróleo e cerca de 40% do comércio global de fertilizantes. Embora a presença militar, em Djibuti, de franceses, norte-americanos e chineses pudesse impedir um bloqueio físico, a ameaça de mísseis com que os Houtis têm visado Israel, já condicionou o Canal de Suez.
O “flick-flack” de Trump, que ora promete escolta militar, ora exige apoio militar dos aliados, nomeadamente dos da OTAN/NATO, o que está a deixar o comércio mundial à deriva, está a expor a incapacidade americana de garantir a antiga segurança das artérias vitais da economia global.
- A ruptura com os Aliados Europeus e o travão de Marco Rubio
O desdém de Trump pelos aliados agudizou a fragilização da OTAN/NATO, ao ponto do Presidente francês, Emmanuel Macron, ter apelidado a organização – que é defensiva e não ofensiva – de estar em “morte cerebral definitiva” funcional.
Neste cenário de crise existencial, a fragilização da OTAN/NATO tornou-se uma rutura aberta. Trump invocou o Artigo 5.º (defesa coletiva), mas de uma forma perversa: ele exigiu que os aliados europeus mobilizassem os seus recursos militares para uma missão de combate no Golfo que eles nunca aprovaram e que consideram ser fruto da agressividade unilateral de Washington. Quando potências como a Alemanha e a França se recusaram a enviar as suas marinhas para uma “guerra de escolha” provocada por Trump, a resposta da Casa Branca foi o ““snaking”” mais perigoso da história da Aliança: o presidente ameaçou retirar a “umbrella nuclear” americana da Europa
Trump parece ignorar – ou, desconhece, mesmo – que o Artigo 5.º é estritamente defensivo e não pode ser invocado para legitimar guerras ofensivas iniciadas por Washington. Trump ameaçou a saída dos EUA da OTAN/NATO, mas encontrou um obstáculo jurídico: a lei de 2023 liderada por Marco Rubio (o seu atual Secretário de Estado) e Tim Kaine, que exige 2/3 do Senado para qualquer retirada. Este cenário coloca Trump em rota de colisão com Rúbio – ainda que, ultimamente, este pareça um atleta em “flick-flack” talvez para ver se ganha apoio de Trump a uma sua candidatura à presidência norte-americana contra o vice-presidente JD Vance –, revelando uma administração onde a política externa é refém de lutas de poder internas e legislativas.
VII. O impacto global e a tragédia energética e humanitária em África
O impacto deste caos é sentido de forma dramática em África. O bloqueio de Ormuz interrompeu o fluxo de petróleo, gás e fertilizantes. Países africanos que dependem destas importações para a subsistência agrícola enfrentam u possível exponencial ciclo de fome em massa e colapso económico. As dádivas humanitárias foram suspensas devido aos constrangimentos logísticos de uma Casa Branca que já, há muito, não vê valor na diplomacia da ajuda. O bloqueio dos fertilizantes está a empurrar as nações africanas para a órbita da China e da Rússia, que se apresentam como parceiros mais estáveis perante o vácuo de liderança de Washington.
Toda esta política errática pode gerar que África consequências e crises politico-económicas que vão muito além do eixo euro-atlântico, porque o Continente assome-se como uma das regiões mais afectadas, dado que o bloqueio de rotas marítimas no Golfo e, eventualmente, no Mar Vermelho, compromete, a situação de muitos países africanos, dependentes daqueles recursos, cujas consequências são o aumento dos preços dos alimentos, a instabilidade económica e o agravamento de crises sociais.
Acresce que esta mais que previsível instabilidade global reduz o investimento externo no Continente e aumenta a competição entre potências, (re)transformando África num campo de disputa geopolítica e geomilitar.
VIII. Conclusão: retrocesso e desintegração do contrato global
A Administração Trump 2.0 não está apenas a reformular a política externa dos EUA. Está a presidir à desintegração acelerada do contrato social e político que mantinha o mundo minimamente ordenado, desde 1945. A disrupção provocada pelo “flick-flack” permanente de Donald Trump transcende a esfera diplomática para se tornar uma crise geo-social e geoeconómica de proporções históricas. Ao tratar a geopolítica como um jogo de soma zero, onde o lucro imediato de uma facção, em Washington, se sobrepõe à estabilidade de continentes inteiros, Trump inaugurou uma era a que se pode denominar de preocupante “anarquia hegemónica”.
Geopoliticamente, o dano mais profundo não é a agressividade contra os adversários, mas a erosão da confiança entre aliados (uma “Deterrence Erosion”). Quando um presidente americano parece desconhecer – ou finge desconhecer – a natureza defensiva da OTAN/NATO, ou quando ameaça anexar territórios de democracias aliadas como a Dinamarca, ele destrói o conceito de “Ocidente” como uma comunidade de valores. O que resta é um conjunto de nações isoladas, forçadas a um realismo cínico onde a “umbrela” americana é vista não como um compromisso sagrado, mas quase como um serviço venal sujeito a alterações de tarifário sem prévio aviso. Este vácuo de liderança moral e estratégica da potência global (“Hegemon” ou “Dominant State”) convida estados desafiadores revisionistas (“Challenger States”) a redesenharem as suas próprias esferas de influência, transformando o mundo num tabuleiro de conflitos regionais desgovernados.
Geoeconomicamente, o “flick-flack” tarifário e o desprezo pelas decisões do Supremo Tribunal sinalizam o fim dos EUA como o porto seguro do capital internacional. Ao transformar a moeda e o acesso ao mercado americano em armas de chantagem política errática, Trump está a acelerar a fragmentação financeira do mundo.
O bloqueio dos estreitos de Ormuz e, eventualmente, de Bab el-Mandeb, exacerbado pela indecisão de uma Washington que ora quer ser polícia mundial ora quer ser isolacionista, não é apenas um problema de afectação; é um ataque directo à infra-estrutura da globalização. O custo do frete marítimo e da energia tornou-se um imposto sobre a sobrevivência das nações mais pobres, revelando que a “America First” de Trump significa, na prática, um resto de “Mundo em Último”.
Geo-socialmente, as consequências são catastróficas. A crise dos fertilizantes e da ajuda humanitária em África e noutras regiões do Sul Global não é um detalhe estatístico, mas uma sentença de fome e instabilidade para milhões de pessoas. O “flick-flack” humanitário de Trump, que corta fundos e bloqueia rotas de abastecimento em nome de disputas no Golfo, gera ondas de choque que resultarão em migrações em massa, radicalização e colapsos estatais. Ao ignorar as repercussões sociais das suas “snakings” geopolíticas, Trump está a semear as sementes de conflitos que poderão durar décadas.
Em última análise, o legado desta administração será a substituição da ancestral “Pax Americana” por uma nova “Era do Medo Universal”. O mundo de pós-2026 está a se tornar num lugar onde a regra, é a excepção, e a estabilidade, é uma memória distante. Trump pode acreditar que a sua disrupção está a tornar a América mais forte, mas a realidade é que ele está a isolar os EUA de um mundo que já não os admira nem os teme com respeito, apenas os observa com o pavor de quem vê um piloto de um avião a galhofar com os controlos em pleno voo.
O eclipse da razão internacional deixa a “Nossa Casa” à mercê de uma lei da selva tecnológica, onde o progresso humano é sacrificado no altar do egocentrismo transacional de um qualquer “autoritarismo narcisista”. O tabuleiro internacional não está apenas a ser reorganizado; está a ser escaqueirado por quem deveria ser um dos seus principais arquitectos, movido por uma “autolatria messiânica” que confunde a estabilidade do mundo com o seu próprio reflexo, estilhaçando alianças seculares apenas para garantir que a luz dos holofotes incida, única e exclusivamente, sobre a sua figura auto-centrada.
E o Mundo gira, gira, face a esta dissociação trumpista e de uma profunda – e certa – alteração da política energética mundial…
COMO SOLICITADO INCLUÍ AS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Face aos desenvolvimentos de ontem (e parte de hoje) acrescentei uma nota complementar sobre o acordo de cessar-fogo de 2 semanas e aquilo que prevejo possa vir a acontecer: um “golpe de estado palaciano” e demissão (demitido ou auto-demitido) de Trump.
Veja, leia e decida. Depois dita de sua justiça.
*Pós-Doutorado; Investigador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL (CEI-IUL), Investigador-Sénior Associado do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Económico e Social de África (CEDESA/Angola Research Network) e Investigador-Associado do CINAMIL **
** Todos os textos por mim escritos só me responsabilizam a mim e não às entidades a que estou agregado.



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