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Trump impôe à venezuela corte de relações com China e Rússia

Escrito por figurasnegocios

A administração de Donald Trump informou à líder interina da Venezuela que o país deve cortar relações com China, Rússia, Irão e Cuba como pré-condição para a produção e venda de crude.
Segundo a cadeia televisiva ABC, que avançou a notícia, a Casa Branca quer que a Venezuela corte relações com esses países antes de permitir que volte a exportar o seu crude.
Até ao momento, o Governo provisório venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez.
Já o Governo chinês considerou a alegada exigência dos Estados Unidos à Venezuela como um acto de intimidação. Questionada em conferência de imprensa sobre a informação avançada pela cadeia de televisão norte-americana ABC News, Mao Ning declarou que a Venezuela “é um país soberano e goza de plena e permanente soberania sobre os seus recursos naturais e todas as actividades económicas no seu território”.
Mao qualificou a alegada pressão como “uso descarado da força” e afirmou que a tentativa de condicionar o acesso aos recursos energéticos venezuelanos a uma lógica de “Estados Unidos primeiro” constitui um “caso típico de intimidação” que “viola gravemente o direito internacional, infringe seriamente a soberania da Venezuela” e “prejudica os direitos do povo venezuelano”.
A porta-voz sublinhou ainda que os “direitos e interesses legítimos” da China e de outros países com relações económicas com a Venezuela “devem ser protegidos”.
Durante uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), países como Colômbia, Chile, México e Brasil condenaram a intervenção dos EUA em Caracas e advertiram que a ingerência norte americana representa uma ameaça à soberania regional.
A exigência de romper relações com Pequim, Moscovo, Teerão e Havana aprofundaria um realinhamento geopolítico de Caracas, que historicamente manteve laços estreitos com esses países, em particular na esfera energética e financeira.

Petróleo a caminho dos EUA?
Recentemente, Donald Trump fez saber, na sua rede social, que as “autoridades interinas” da Venezuela iriam vender entre 30 milhões a 50 milhões de barris de petróleo de “alta qualidade” aos EUA ao seu preço de mercado.
“Pedi ao secretário da Energia, Chris Wright, que execute o plano, imediatamente”.

Trump adiantou que o dinheiro vai ser controlado por ele, mas que seria usado “em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”.

A Casa Branca organizou uma reunião na Sala Oval, com executivos de empresas petrolíferas sobre a Venezuela, na qual participaram representantes de Exxon, Chevron e ConocoPhillips, gigantes operadores do sector a nível mundial.

 

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