Cultura

Dom Caetano FORMAÇÃO DA NOVA GERAÇÃO DO SEMBA

Escrito por figurasnegocios

O músico angolano Dom Caetano pretende dedicar-se ao ensino da música para a nova geração de fazedores e defensores do estilo Semba, no final da sua carreira musical.


Segundo o artista, a sua carreira musical entrou na fase final e, dentro de mais algum tempo, o melhor será dedicar-se ao ensino da música para a nova geração.
De acordo com o cantor, que falava sobre as suas perspectivas na carreira, a máxima segundo a qual “a música não tem reforma” aplica-se nos países onde se vive dos direitos autorais, mas em Angola a instituição vocacionada para esta questão está a dar os primeiros passos.
“A minha carreira está no princípio do fim. Naturalmente, vai ser melhor para mim, dentro de mais algum tempo, passar o meu legado à nova geração e ir dando subsídios para que eles façam um bom trabalho, obtenham boas informações sobre a nossa música, sobre os capítulos de interpretação e os capítulos de composição”, disse.
Dom Caetano avançou, sem revelar o título, que prevê lançar o seu próximo álbum no primeiro semestre de 2026, tendo afastado a possibilidade de ser o último a nível da carreira.
“Não considero ser o último. Talvez haja a possibilidade de produzir um outro. Vamos ver se podemos ainda deixar algumas produções e que o mercado se contente com elas”, referiu.
O álbum aponta problemas sociais, questões para todo mundo circundante, alguns apontamentos históricos de Luanda nos estilos que “teve como registo de marca”, como Semba, Rumba, Boleiro e Kilapanga.
Caetano Domingos António, ou simplesmente Dom Caetano, nasceu a 25 de Abril de 1958, no Bairro Popular, na província de Luanda.
Ao longo do percurso da vida profissional, entre 1983 a 1985, trabalhou, entre outros, como jornalista na Agência Angola Press (ANGOP).
Em 1987, depois de dois anos integrado no grupo “Jovens do Prenda”, abandonou o jornalismo e começou uma carreira musical até aos dias de hoje.
Dom Caetano subiu pela primeira vez ao palco em 1973, no Centro Cultural os Anjos, no Sambizanga, e foi acompanhado pelo Conjunto Astros. Nesse mesmo ano, em companhia de alguns amigos dos bairros Mota e Cabuite, formou o conjunto “Os sete amigos”.
Em 1987, sagrou-se vencedor do Prémio Welwitchia, atribuído pela Rádio Nacional de Angola, e passou para a carreira a solo. Em 1991, recebeu o prémio da União Nacional dos Camponeses de Angola com a canção “O meu chão tem tudo” e de 1985 a 1996, actuou como vocalista nos “Jovens do Prenda”, passando pelo “Instrumental 1º de Maio”.
Foi ainda vencedor do Prémio Sonangol da Canção, em 1996, com a música “O pecado carnal”.

Por: Venceslau Mateus

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