Economia & Negócios

Eleições no Brasil abrandam a economia

Escrito por figurasnegocios
por Vítor Norinha

Brasil vai ter eleições gerais em outubro próximo e aquilo que os analistas observam é um crescimento mais lento da economia. O PIB do Brasil desceu 3% em 2024, impulsionado em boa parte pela produção agrícola, mas no ano passado já só cresceu 2,3% e as projeções para 2026 são de um crescimento da economia da ordem dos 1,7%, segundo uma análise do segurador Crédito y Caución. Indicam estas fontes que a perda de dinamismo da economia está relacionada com o endurecimento das políticas monetárias, necessárias para controlar a inflação, e ainda pela incerteza antes das eleições gerais. Este receio está a travar o investimento e o consumo das famílias.

Aquilo que o Brasil vive é uma subida dos juros para travar a inflação, como referimos, e isso significa energia e alimentos com preços mais baixos, mas juros mais elevados significam custos maiores dos compromissos do Governo a nível de dívida. A expetativa em termos da dívida pública versus PIB é de um crescimento dos 77% do PIB em 2025, para 87% em 2027, um nível superior ao de Portugal esperado para o próximo ano. As eleições estão a introduzir maiores doses de incerteza na economia e levam à paralisia dos investimentos. Em contraste, o comércio externo do Brasil pouco ou nada será afetado pelas tarifas alfandegárias dos EUA, pois as exportações para este país não vão além dos 2% do PIB brasileiro, concluem os analistas do segurador.

 

 

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