África

Benim – no país mais democrático de áfrica: o balanço do golpe falhado

Escrito por figurasnegocios

No balanço da intentona falhada de domingo, o Governo do Benim reporta várias mortes e a detenção de 12 pessoas. A ONU condenou “qualquer tentativa de minar a governação democrática” e o povo pede o fim de golpes.

Após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o Governo do Benim anunciou que várias pessoas morreram durante a tentativa de golpe de Estado no país.

Segundo as autoridades, “confrontos violentos” entre os golpistas e a Guarda Republicana na residência do Presidente Patrice Talon resultaram em “vítimas de ambos os lados”.

Pelo menos 12 pessoas estão detidas na sequência da tentativa falhada de golpe, mas alguns envolvidos continuam a monte, incluindo o tenente-coronel Pascal Tigri, que liderou a operação.

O secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou “qualquer tentativa de minar a governação democrática no Benim”, que pode “ameaçar ainda mais a estabilidade da região”.

A posição foi transmitida pelo porta-voz, Stéphane Dujarric: “O nosso Representante Especial para a África Ocidental e o Sahel, Leonardo Santos Simão, está a colaborar activamente com as autoridades nacionais e outras partes interessadas, com parceiros regionais e internacionais, para apoiar os esforços de restauração da paz e da estabilidade no Benim”.

E Dujarric garantiu o compromisso da ONU “em apoiar as instituições nacionais e regionais na salvaguarda da ordem constitucional, no país e em toda a região” e conclui: “Para tal, está também a trabalhar em estreita colaboração com a CEDEAO e a União Africana para promover uma abordagem regional”.

Povo exige fim dos golpes

Apoiantes do Presidente Patrice Talon reuniram-se em Cotonou em protesto contra a tentativa de golpe de Estado. Os residentes seguravam cartazes com palavras de ordem como “Chega de golpes de Estado no Benim”.

“O Benim é conhecido pelo seu exemplo democrático, pela sua estabilidade. E, dado o nível de desenvolvimento do país hoje, quase voltámos para a escuridão”
lamenta um cidadão.

Outro descontente afirmou: “Nunca mais queremos um golpe de Estado no Benim. Nunca mais queremos que os nossos princípios fundamentais, as nossas conquistas democráticas, sejam novamente ameaçados. É por isso que nos mobilizámos em massa para dizer não ao inimigo, para mostrar o nosso apoio ao chefe de Estado, Patrice Talon, às forças armadas do Benim e a todo o povo”.

No comunicado do Conselho de Ministros, o secretário-geral do Governo, Edouard Ouin-Ouro, garantiu que está em curso uma investigação sobre a tentativa de golpe, que irá “identificar todos os perpetradores e os seus patrocinadores, sejam eles quem forem” e avaliar os danos causados.

DW | FNOnline com Agências

 

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