Soldados fardados, armados e usando máscaras apareceram na televisão no Burkina Faso na sexta-feira à noite para confirmar a remoção do Presidente Paul-Henri Damiba, o segundo golpe de Estado no conturbado país da África Ocidental este ano.
O anúncio encerrou um dia que começou com tiros perto de um campo militar na capital Ouagadougou, uma explosão perto do palácio presidencial, e interrupções na programação da televisão estatal.
É um padrão que se tornou cada vez mais familiar na África Ocidental e Central nos últimos dois anos, à medida que os insurgentes islâmicos causam estragos nas áridas extensões da região do Sahel, matando milhares e corroendo a fé em governos fracos que não encontraram uma forma de os derrotar.
O Mali, o Chade e a Guiné-Conacri assistiram todos a golpes de Estado desde 2020, suscitando o receio de um recuo em direcção ao domínio militar numa região que tinha feito progressos democráticos durante a última década.
Do seu lado, a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenou, “de forma enérgica”, o golpe de Estado no Burkina Faso, onde militares destituíram a Junta Militar que tinha assumido o poder há oito meses.
Em comunicado, divulgado pelo presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo, que preside actualmente a conferência de chefes de Estado da organização, a CEDEAO considera como “inoportuno este novo golpe de Estado” num momento em que se “registaram progressos” no Burkina Faso.
A CEDEAO destaca acções diplomáticas e esforços que estava a empreender naquele país, para o seu “regresso metódico à ordem constitucional, o mais tardar até Julho de 2024”, lê-se no comunicado datado de Abuja, Nigéria, sede da organização.
(Fonte: VOA)
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