Avaliada em 70 milhões de dólares norte-americanos, Angola conta, desde os finais de Outubro deste ano, com uma gigantesca infra-estrutura desportiva, denominado Centro Polidesportivo Olimpafrica José Sayovo, na vila do Dande, província de Caxito, para servir de centro de preparação, estágios e que envolverão atletas e equipas e de selecções nacionais e estrangeiras.
A infra-estrutura compreende diversas componentes voltadas também para o treino, competição e desenvolvimento integral dos atletas, nomeadamente campo de futebol com relva sintética, pista de atletismo, piscina olímpica, quadras multiusos, pavilhão multidesportivo, ginásio, escola secundária, refeitório, cozinhas, balneários, enfermaria, sala de fisioterapia e áreas administrativas.
O ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão, lembrou, no acto de inauguração, que a edificação e conclusão do local é o resultado de uma promessa feita a 4 de Julho de 2022, pelo Chefe de Estado, João Lourenço, que pretendia que o país tivesse um espaço moderno, digno e inclusivo, abrindo portas a milhares de jovens, particularmente e atletas paralímpicos.
Antes dessa aposta do Presidente da República, o Comité Paralímpico Angolano era a única instituição desportiva que, durante anos, trabalhava para concretização do projecto.
Na visão do Chefe de Estado, o objectivo não é apenas treinar e garantir estágios para os “nossos atletas paralímpicos e não só”, mas, também, procurar atrair competições internacionais para projectar ainda mais o nome de Angola no domínio do desporto.
“Estamos perante uma infra-estrutura de muito alta qualidade, com todas as valências e acreditamos que os nossos campeões (atletas paralímpicos) vão saber tirar o máximo de rendimento deste complexo”, apelou no dia na inauguração.
O ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão, acatou o desafio e comprometeu-se, em nome do seu pelouro, garantir uma boa gestão e sustentabilidade da infra-estrutura para que nunca se repitam as más experiências do passado com infra-estruturas similares.
O projecto foi lançado em 1992, com o propósito de incentivar a participação da comunidade vianense em actividades desportivas quepromovama inclusão social.
Antes afecto à Solidariedade Olímpica, ficou sem conhecer data para a conclusão das obras de construção, chegando mesmo a serem interrompidas, a ponto de as empresas Aurora e Pesaca e MJSU receberem intimação para responderem em Tribunal por até então terem recebido cerca de um milhão de dólares, mas as empreitadas atrasadas.
O velocista José Armando Sayovo, que é triplo recordista, nos 100, 200 e 400m para atletas deficientes visuais (classe T11), feitos obtidos na edição dos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004,considera que Angola possui talentos particularmente no desporto adaptado, mas que falta ainda melhor conhecimento a nível do treino se comparado a outras realidades que possuem centros de treinos de ponta.
Concluído e inaugurado, o complexo está equipado com um pavilhão multi-desportivo, um campo de futebol com relva sintética, uma piscina olímpica e uma pista de atletismo, para a prática das modalidades de futebol, atletismo, ténis, natação, futsal, andebol, basquetebol, voleibol, hóquei em patins, ténis de mesa, esgrima e mãoball.
Conta igualmente com zonas sociais e administrativas, dormitórios para atletas, equipas técnicas, áreas administrativas e uma componente de formação e lazer, entre outras infra-estruturas inerentes à inclusão e ao desenvolvimento do desporto paralímpico e de alto rendimento.
Vendo o nome a ser atribuído ao recinto espera, tal como defendeu o presidente e sublinhou o ministro, o local tenha boa manutenção no sentido de durante muitos anos a servir atletas nacionais e, também, de outros países já que a sua qualidade é atractiva para estágios e competições. “ É uma honra para mim o Estado angolano atribuir o meu nome ao Centro”, festejou.!
Por: António Félix



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