O Wiliete de Benguela continua à espera que a Federação Internacional de Futebol Associado ( FIFA) se pronuncie em relação à queixa que apresentou a este órgão, contra o Al-Ittihad Morata, clube da Líbia que já apresentou o avançado Kaporal como seu novo reforço, mesmo sem conseguir concluir o processo de inscrição, só possível concretizar mediante recepção de um Certificado Internacional de Transferência.
O Wiliete de Benguela até à altura em que decidiu recorrer à FIFA não tinha recebido notificação da Federação Angolana de Futebol (FAF) para a emissão do Certificado Internacional de Transferência de Kaporal.
Ovice-presidentedo Wiliete, Victorino Visele, já disse, publicamente, que o que a FIFA manda legalmente proceder é a Federação Líbia abordar a FAF e esta o clube do jogador, antes dela (FAF) a emitir o certificado.
Isto é, só se concretiza depois da FAF ter a certeza de que, mediante a sua intermediação, os dois clubes, Wiliete de Benguela e Al-Ittihad Morata chegaram a um entendimento.
Adecisão de paragem foi exclusivamente da direcção da Federação Angolana de Futebol que, para tal, não consultou a maioria das equipas envolvidas no Girabola, situação que as deixa ainda mais insatisfeitas, na medida em que, à pala de reforço da Selecção Nacional, o campeonato já fez disputar antes três jornadas incompletas.
A FAF, na verdade, já foi contactada pela sua congénere Líbia para facilitar o pedido de emissão do Certificado Internacional de Transferência de Kaporal, a fim de permitir a inscrição do jogador pelo Al-Ittihad Morata, mas hesita, uma vez que, enquanto simples federação, não tem direitos autorais sobre o atleta.
Caso haja entendimento, o Al-Ittihad Morata utilizará o chamado Transfer Matching System “ TMS” , que é um sistema da FIFA com que se faz o pedido de transferência.
Este pedido é automaticamente recepcionado pela Federação do novo clube, no caso a Federação de Futebol da Líbia, que, depois disto solicita, a emissão do Certificado Internacional de Transferência à Federação Angolana. Só assim pode concluir automaticamente o processo de inscrição.
Kaporal é (era) a grande referência do ataque do Wiliete, formação que considera, por isso, que a sua atitude do próprio jogador configura uma rescisão unilateral, porque os demais colegas de equipa nunca reivindicaram nada em termos de salários atrasados, conforme alega o avançado.
Victorino Visele, vice-presidente do Wiliete de Benguela, nega, deste modo, qualquer desvinculação amigável de Kaporal, motivo por que decidiu vai apresentar queixa junto da FIFA contra o atleta e a equipa do Al Ittihad Misurata da Líbia.
Por: António Félix



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