RECADO SOCIAL

 
17 de March 2021 - às 17:20

VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA!!

Depois do espectacularmente vergonhoso “assalto ao Capitólio” por parte de milhares de tresloucados incentivados por Trump, claro que nada mais havia a fazer do que “tirar o tapete” de quem foi capaz de revelar-se como o presidente que mais fez para ser destituído e , definitivamente, impedido de concorrer para mais um mandato.

 

Dos mais de setenta milhões de eleitores que apostaram em Donald Trump existe pelo menos uma dúzia de celebridades históricas republicanas que decidiu retirar todo o seu apoio político e consideração por ele. E,todos eles, são considerados até a uma certa altura, “homens de confiança”,”patrocinadores indefectíveis” ou “companheiros de partido” de destaque. De repente… pumbas! Esta forte muleta de suporte, que reforçou a campanha electrizante de Trump para que conseguisse atingir o patamar mais alto do poder da nação mais influente do planeta, não teve dúvidas: o antigo aliado foi mau demais como político, péssimo como gestor económico e terrivelmente prejudicial para a belíssima e exemplar imagem construída, século após século, pelo país.


George Bush Jr, ex-presidente dos Estados Unidos, o General Collin Powell, ex-Secretário de Defesa, Liz Cheney, a terceira republicana mais importante no Congresso, sobretudo o senador Mitch McConnell, líder da maioria do Senado que os republicanos lideraram, e mesmo Mike Pence, o seu “braço direito”, deram conta que, de facto estavam diante de um homem que fez tudo e mais alguma coisa para enlamear o país nos derradeiros dias como a mais alta figura de Estado.


Tarde e más horas, mas estes senhores engoliram o fel que eles próprios produziram no partido. Depois do espectacularmente vergonhoso “assalto ao Capitólio” por parte de milhares de tresloucados incentivados por Trump, claro que nada mais havia a fazer do que “tirar o tapete” de quem foi capaz de revelar-se como o presidente que mais fez para ser destituído e , definitivamente, impedido de concorrer para mais um mandato.


O mundo acabava de assistir a mais uma tentativa de um golpe de Estado violento.E justamente em sede do maior símbolo da democracia norte-americana:o Capitólio.Ela foi pisoteada; a factura do incitamento à turba pelo próprio líder republicano continuará a ser paga por longos e infelizes anos, pois não será fácil fazer desaparecer a brutalidade do “Trumpismo”.


Depois de Trump, é evidente que a América já não será a mesma, ainda que tenha passado a ser liderada por um homem de bem. Joe Biden há-de fazer tudo para juntar os “cacos” e partir para uma campanha de lavagem de imagem de um império politicamente caído em desgraça. O que Putin, Maduro, Ping ou Kim Jong Il terão pensado quando os apoiantes de Donald Trump invadiram o Capitólio? Quando viram os “representantes “ do povo americano a “entrincheirarem-se” como puderem, diante da violência dos cumpridores da ordem proveniente da Casa Branca? Fica registado para a história um momento dramático, sustentado por cenas de desordem, destruição e medo.; umas cenas reais que já serviram como argumento de dezenas de filmes premiados em Hollywood. Tais registos não serão inéditos nos Estados Unidos e já lá vão uns bons anitos...Pois bem! Semelhante vergonha aconteceu no longínquo 1812, quando os ingleses tentaram suprimir precisamente a liberdade dos norte-americanos à autodeterminação.


Quer George Busch, Collin Powell, como o senador Mitch McConnell, devem ter imaginado o pior cenário para o país, pois em plena era nuclear, tinham como presidente dos Estados Unidos um homem como Donald Trump. Sim, Trump, tal como os outros, sempre teve acesso à famosa mala de vinte kilos com os códigos e instruções para o lançamento de um ataque. Bom, hoje, já podem, todos, respirar de alívio. Tal como mandam as regras, no passado dia 20 de janeiro, pelas 12 horas , para Trump, os códigos nucleares tinham sido felizmente desactivados! Uf! E mais: neste dia, Joe Biden substituiu, com a autoridade e razão que lhe foi proposto pelos milhões de eleitores, um senhor que apressadamente deixou a Casa Branca para um competente desterro político.

 

Carlos aMiranda
carlosimparcial@gmail.com.

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