CULTURA

 
2 de abril 2016 - às 17:35

UNIDAS AS VÁRIAS PRONNÚNCIAS DO PORTUGUÊSAS

“Os escritores, a promoção da leitura e as bibliotecas escolares”; “Leitura – Aprender a gostar”; “Literatura ou escrita criativa”; “A imagem que ilustra a palavra e a palavra que ilustra a imagem”; “Novas realidades, novas famílias, novas temáticas”; “Hiperleitura – Do analógico ao digital” e a “Circulação do livro e do autor no espaço da Lusofonia”, foram os temas que estiveram em debate nas diferentes mesas redondas, durante o 2º Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia, que decorreu em Lisboa, de 22 a 27 de Fevereiro de 2016

 

Depois do sucesso que foi o primeiro encontro, também em Fevereiro do ano passado, as crianças mostraram-se bem receptivas ao segundo, e este ano, a fundação o Século inovou. Foi criado o projecto "Criar criadores” que se destina ao apoio à formação , à edição e à divulgação do trabalho de  jovens escritores dentro da plataforma cultural que engloba toda a lusofonia. Outra inovação assistiu-se nas mesas redondas; a criação destas foi propícia para que se ultrapassasse o simples encontro e troca de opiniões dos temas debatidos e os participantes ajudassem a consolidar o desejo de criar a tal plataforma de circulação e consolidação da literatura infanto-juvenil dentro do espaço lusófono.

Esteve também instalada no local a Happy Readers, da Fundação Roland McDonald. Trata-se de uma bibliotece móvel, desenvolvida a pensar nos mais novos, com o intuito de promover o interesse pela leitura e o convívio familiar, ao mesmo tempo que disponibiliza gratuitamente com o Menu Happy Meal, livros digitais interactivos.

O escritor e responsável pelo evento, José Fanha, garantiu que por ser um encontro de todos os países da Lusofonia, pretende levá-lo o mais rápido possível, um pouco para todos eles, de forma a criar mais participação dos Artistas naqueles lugares, “pretendemos vir a deslocar o Encontro  para outros países em conjunto com o projecto «Criar criadores», que esperemos venha a ser um passo em frente neste caminho”.

Fanha lamentou o facto desta iniciativa, ao contrário de outras “pseudo-festas” na Lusofonia, estar a ser muito pouco apoiada, a todos os níveis. “Os apoios têm escassiado da parte de quem mais esperávamos. Temos contado com algumas excepções de  pequenos mas generosos apoios que nos permitem pôr de pé este acontecimento, ainda com muitas dificuldades”, onde concluiu que efectivamente não se vê interesse por parte de quem devia estar mais interessado. “Parece-me que muitos dos dirigentes políticos e agentes económicos dos nossos países vêem muito  curto e ainda não entenderam a potencialidade e a riqueza que significa a partilha de uma língua falada por cerca de 300 milhões de falantes e que engloba uma diversidade de outras línguas e de imaginários culturais notáveis.”

Mas, por outro lado, a equipa  sente-se extremamente motivada, pois a ideia inicial de dignificar a literatura infanto-juvenil, tem já surtido efeitos bem notáveis. “Conseguimos que os média e alguns professores, pais e instituições olhem para a literatura infanto-juvenil como algo muito sério e merecedor de atenção e apoio. Este trabalho é lento e exige muita paciência e persistência. Queremos passar,  cada vez com mais força, a ideia de que ler é absolutamente indispensável para o crescimento saudável dos nossos meninos. Mais ainda: que ler é muito bom. E sobretudo ler os nossos autores que falam as nossas línguas e nos ajudam a consolidar as nossas identidades”, declarou Fanha.

Foram parte deste segundo encontro os ilustradores Ana Biscaia; André da Loba e  Mônica Cid e os narradores Benita Prieto, Cristina Taquelim e Jorge Serafim; os escritores Adelice Souza e Clóvis Levi, Afonso Cruz, António Mota, António Torrado, Carmelinda Gonçalves, Cristina Carvalho, José António Gomes, José Fanha, José Jorge Letria, Luísa Ducla Soares, Margarida Fonseca Santos, Maria João Lopo de Carvalho, Mário de Carvalho, Olinda Beja e Maria Celestina Fernandes. 

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