MUNDO

 
29 de julho 2017 - às 07:42

UNIÃO EUROPEIA DEIXA ABERTA A PORTA AO REINO UNIDO

As negociações para o Brexit começaram e a porta está aberta ao Reino Unido, caso pretenda recuar no objectivo de deixar a União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou essa possibilidade, tal como outros dirigentes do bloco. 

O resultado nas legislativas no Reino Unido, de 8 de Junho, veio complicar o processo e ditou um impasse para o começo das conversações. Todas as partes assumem que o divórcio será difícil, seja a bem ou a mal

 

O Partido Conservador saiu derrotado, apesar de ter sido a força mais votada, passando duma maioria absoluta (330 lugares) para uma relativa (318). Theresa May arriscou e perdeu. A primeira-ministra britânica quis eleições legislativas, antevendo um resultado que lhe seria positivo, dando força para as negociações do brexit.

A solução para uma maioria na Câmara dos Comuns passa pela aliança aos unionistas irlandeses. O Partido Democrático Unionista (DUP – sigla em inglês) obteve dez lugares em Westminster, mais dois do que tinha.

À coligação entre o Partido Conservador e o DUP até já foi classificada como um «pacto com o Diabo». Esta aliança pode ter consequências no processo de paz da Irlanda do Norte. O acordo foi assinado a 10 de Abril de 1998 – tendo, posteriormente, 71% dos norte-irlandeses votado a favor do tratado. Recorde-se que o DUP esteve contra o Acordo de Sexta-Feira Santa, que pôs termo a décadas de violência.

Para complicar, o Partido Democrático Unionista defendeu o brexit, mas a maioria dos habitantes (55,8%) do Ulster votou pela manutenção. O que se sabe, desde já, é que haverá dificuldades na fronteira entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda.

O sentimento europeísta da Escócia – 62% dos escoceses defenderam a manutenção na União Europeia – tem vindo a ser usado com argumento para a realização de novo referendo sobre a independência – na votação de 18 de Setembro de 2014, 55,3% quiseram pertencer ao Reino Unido.

Porém, o Partido Nacionalista Escocês também saiu enfraquecido, passando de 59 lugares em Westminster, para 35. Contudo, Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia, mantém vontade de convocar novo referendo, esperando que vença a separação.

A estratégia de convocar eleições esperando um reforço de posição – à época para ganhar privilégios no seio da União Europeia – já saíra cara a David Cameron, que convocou o referendo que ditou o brexit. 

 

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