MUNDO

 
5 de novembro 2016 - às 13:08

UCRÂNIA AMEAÇA DE NOVA GUERRA FRIA

O tratado para a redução do arsenal nuclear e de quantidades de plutónio, que seria utilizado em centrais de energia, relaciona-se com a continuação da redução de armamento, vontade assinalada desde o final da Guerra Fria. Este prolongamento de desarmamento remonta ao ano 2000, tendo sido reafirmado em 2010. O presidente russo acusa os EUA de não terem cumprido a sua parte do compromisso.

 

O mundo pode estar à beira duma nova Guerra Fria. Aumentou a tensão, entre a Rússia e os Estados Unidos e países europeus, com estacionamento de armamento nuclear e suspensão de acordo de desmantelamento de plutónio.

A Rússia suspendeu o acordo com os Estados Unidos para a eliminação dos excedentes de plutónio usado em armas nucleares. Washington considera hostil esta decisão de Vladimir Putin.

Por seu turno, Moscovo acusa também os EUA de hostilidade, que justificam medidas securitárias, classificadas de urgentes. A crise e guerra na Ucrânia são alguns dos factores responsáveis pela animosidade, além de divergências na Síria.

O tratado para a redução do arsenal nuclear e de quantidades de plutónio, que seria utilizado em centrais de energia, relaciona-se com a continuação da redução de armamento, vontade assinalada desde o final da Guerra Fria. Este prolongamento de desarmamento remonta ao ano 2000, tendo sido reafirmado em 2010. O presidente russo acusa os EUA de não terem cumprido a sua parte do compromisso.

A Rússia suspendeu também o acordo com os EUA, firmado em 2013, para a cooperação científica no campo do nuclear. Trata-se duma resposta às sanções norte-americanas devido à crise da Ucrânia.

Outro acontecimento significativo é a colocação de mísseis Iskander-M no enclave russo de Kaliningrado. Estas armas nucleares têm raio de acção capaz de alcançar Berlim. A Rússia tem já estacionados, no enclave, vasos da Armada do Báltico, bombardeiros, caças e helicópteros. 

Note-se que os países da NATO estacionaram 4.000 militares para bases junto ao Báltico, além de mísseis. Estas decisões do Ocidente relacionam-se com os receios acerca da possível invasão russa da Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia. Vários responsáveis da Aliança Atlântica defendem o reforço militar permanente junto ao Báltico.

Recorde-se que Kaliningrado resulta da divisão da Prússia Oriental, entre a União Soviética e a Polónia, em 1945. Este território foi constituído, como Estado, no século XIII, pela Ordem Teutónica, e foi parcialmente tomado pelo Reino da Polónia (1466-1656). Apesar de fazer fronteira com a Lituânia, foi integrado na República Socialista Soviética da Rússia.

MH17 Abatido Por Míssil Russo - Os peritos internacionais à queda do Boeing 777, da Malaysia Airlines, apuraram que a aeronave foi abatida na Ucrânia por um míssil russo.

«Com base na investigação criminal, concluímos que o voo MH17 foi abatido por um míssil BUK, da série 9M83, proveniente do território da Federação Russa» referiu o chefe da equipa, Wilbert Paulissen.

A investigação concluiu também que o sistema de lançamento foi retirado e levado para a Rússia. Cerca de 100 pessoas estão a ser investigadas.

O Boeing 777 foi abatido a 17 de Julho de 2014, sobre uma área sob o controlo dos separatistas pro-Rússia. No incidente morreram as 198 pessoas a bordo.

Pressão sobre a Ucrânia - A agência noticiosa russa Sputnik divulgou que o vice-presidente dos EUA reafirma a necessidade de reformas na Ucrânia. Joe Biden exige reformas políticas e económicas, sob pena de as sanções contra a Rússia serem levantadas. Este governante norte-americano afirma que cinco países da União Europeia têm o mesmo entendimento. A Sputnik não revelou quais são esses Estados.

O Fundo Monetário Internacional aprovou a concessão dum empréstimo de 1.000 milhões de dólares (USD) à Ucrânia. As transferências financeiras tinham sido suspensas devido à falta de acções contra a corrupção.

O plano do FMI, aprovado em Março de 2015, prevê a transferência de 17.500 milhões de USD, tendo sido já entregues 7.600 milhões de USD.

A Ucrânia instaurou um regime de vistos para os russos que pretendam entrar no país. O Governo da Rússia refere uma resposta idêntica, o que irá fazer com que ucranianos deixem o seu país e obtenham nova cidadania. 

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