LEITORES

 
2 de setembro 2016 - às 06:43

TRIENAL DE LUANDA: SUCESSO GARANTIDO!

Quando se lançou o projecto, registei que escolheram com nota alta o lema da III Trienal: “Da Utopia à Realidade” e logo perspectivei que ali sairia qualquer coisa de muito bom para a cultura angolana,  africana, a contemporânea, enfim o resgate dos nossos valores culturais fundamentalmente.

 

“No aproveitar é que está o ganho”- diz o ditado popular, mas neste contexto em que se fala sobre a exposição da Cultura nas suas mais variadas vertentes num espaço com a marca da nobreza adquirida ao longo dos últimos meses,  o lucro  necessariamente não resulta no vil metal. Trata-se da III Trienal de Luanda que, em pouco mais de oito meses, recebeu a visita de mais de quarenta e cinco mil pessoas.

Por este facto, aproveito este espaço da vossa revista, também nobre, para transmitir os meus votos de encorajamento à organização, direcção e a produção deste importante projecto de enriquecimento da nossa cultura, seus agentes e promotores.

Sinceramente, são dessas notícias que a malta da terra necessita, numa altura em que toda gente reclama um lugar ao sol, ainda que este não brilhe para todos. Todavia, cá está uma publicada no passado mês de Agosto, mas que, julgo eu, não mereceu o devido aplauso generalizado do sector da cultura.

Aliás, só pelo facto de ter acolhido na “sua” sala milhares de cidadãos de forma gratuita, a direcção da Trienal de Luanda merecia, sim, um diploma de mérito lavrado pelo Ministério da Cultura, pela Assembleia Nacional e aplaudido de pé por todos quantos tiveram conhecimento do trabalho árduo, mas muito bem feito pela organização de tão magno evento em Luanda.

Entretanto, peço encarecidamente ao vice-presidente da direcção, Fernando Alvim,o “rosto” da Trienal promovida pela Fundação “Sindica Dokolo”, para que envide esforços , no sentido de alargar o raio geográfico de acção da Trienal. Outros horizontes encaixam-se perfeitamente nos objectivos deste evento grandioso e magnânimo. A cultura e as artes não têm fronteiras e foi exactamente isto que ocorreu ao longo deste tempo da sua existência.

Li com bastante agrado a notícia veiculada pela Angop. Foram exactamente 47 mil visitantes que foram ao renovado Palácio de Ferro, entre os meses de Novembro do ano passado a Julho deste.É obra, sim senhor!

Pelo que depreendi, as actividades que se fizeram mais notar estiveram mais ligadas à música com espectáculos fantásticos abrilhantados pelos mais conceituados artistas da nossa praça. Aplausos muito excepcionais para os Gloriosos do Prenda, numa “roupagem” nova de alguns integrantes dos “Jovens do Prenda”. Foi fantástico assistir a ressurreição deste agrupamento que fica na história, reviveu-a com a mestria e vigor dos kotas que não desistiram nunca.

Quando se lançou o projecto, registei que escolheram com nota alta o lema da III Trienal: “Da Utopia à Realidade” e logo perspectivei que ali sairia qualquer coisa de muito bom para a cultura angolana,  africana, a contemporânea, enfim o resgate dos nossos valores culturais fundamentalmente.

O que virá depois? Mãos à obra! A verdade é que a III Trienal de Luanda já é um sucesso garantido.Parabéns!

Ricardo S. T. Guerra - Luanda

 

TIRADAS DA IMPRENSA

"Horrorizai-vos porque queremos abolir a propriedade privada. Mas na vossa sociedade a propriedade privada está abolida para nove décimos dos seus membros. E é precisamente porque não existe para estes nove décimos que ela existe para vós. Acusai-nos, portanto, de querer abolir uma forma de propriedade que só pode existir com a condição de privar de toda propriedade a imensa maioria da sociedade. Em resumo, acusam-nos de querer abolir a vossa propriedade. De facto, é isso que queremos."

KARL MARX E ENGELS, filósofos Alemães

 

“É melhor tentar e falhar, que preocupar-se a ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão, que sentir-se fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver”. (…) “Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vivam numa nação onde não sejam julgados pela cor da sua pele, mas pelo seu carácter”

MARTIN LUTHER KING, activista político estadunidense

 

 “Eu chamo de bravo aquele que ultrapassou os seus desejos, e não aquele que venceu os seus inimigos; pois a mais dura das vitórias é a vitória sobre si mesmo”.

ARISTÓTELES, filósofo grego

 

“Tolerância mútua é uma necessidade em todos os tempos e para todas as raças. Mas tolerância não significa aceitar o que se tolera”.

MAHATMA GHANDI, fundador do moderno Estado indiano

 

BOCAS SOLTAS

 

Já se sabe que a produção do leite anda pelas ruas da magreza, como também é de conhecimento de todos que a robustez financeira para que a matéria-prima chegue às fábricas, centros de produção rurais já era. Não há dinheiro e ponto. Uma empresa criada para  processar, empacotar e distribuir o leite em todo o país, importando o leite em pó, em sacos de 25 quilos, da África do Sul, da Nova Zelândia e de outros  países da Europa, chora para mamar as tetas do Estado. Não há divisas! Notícias que nos chegam da Matala, Huíla, os produtores de leite da região de Capelongo condicionam a retoma da indústria de lacticínios à aquisição de grandes quantidades de vacas leiteiras. Não há vacas holandesas!. Cada unidade custa entre 700 a 2000 dólares. Como “quem não chora, não mama”, fomos colher a opinião de alguns leitores, sob anonimato. Certamente não irão “mamar” tão cedo…

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“…Mas as vacas holandesas que importaram para a produção do leite e outros produtos morreram todas ou quê? Essa gente também! Querem aproveitar-se da situação para mamar a torto e a direito das tetas do Estado, sim senhor! Existem países produtores de leite que não dependem apenas das vacas holandesas. Estou em “modo” desconfiança quanto a este assunto…”.

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“ Esta crise arrasta toda a gente com capacidade produtiva para a falência em determinados sectores e o da produção leiteira ou dos lacticínios sempre foi sofrível. Por isso, não me admiro que alguns produtores estejam à rasca para se dedicarem a esta actividade complexa num país  com elevado défice de matérias - primas. O leite também não cai do céu…”

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“ Há tempos ouvi dizer que a Lactiangol esteve quase/quase a fechar as torneiras do… leite. Mas como estamos a falar em leite, logo lembramo-nos das nossas crianças. Para mim, será um crime se o  governo não facilitar a vida destes empreendedores valentes, principalmente os que se encontram fora dos circuitos dos bancos privados. Ser pecuário não é fácil. Ora porque não tem ração adequada para alimentar as vacas, ora porque não tem dinheiro para as vacinas e os veterinários. Falta o pão e agora reclama-se a produção de leite…Isto está feio!!!”.

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“Mas esta fábrica a que se referem foi criada em 1995, segundo o meu conhecimento. Então, no tempo das vacas gordas os seus donos não deviam pensar na produção de leite internamente? Aqui importa-se tudo, empacota-se e fazem-se negócios chorudos sem pensar no futuro.Por mim, eles deviam ganhar juízo, sacar a massa que sobrou e ter iniciativa própria. Importar leite em pó da África do Sul ou da Nova Zelândia? O que é isso?”  

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