MODA & BELEZA

 
23 de dezembro 2015 - às 08:00

TAMBORES DA LIBERDADE

Será que a moda não olha para a África de maneira condolescente, como alguém que precisa de ajuda, e não percebeu  que uma África mais forte em termos de impor a sua cultura fez pela moda nos últimos anos? 

 

Estamos em Dezembro, últimos dias do ano e sinal de que? Sim, peru, rabanada , cozido de bacalhau e amigo oculto, mas também chegou a hora de começar nossa tradicional RETROSPECTIVA 2015!

O ano passou tão rápido e tão sem carisma, que não vejo a hora de 2016 chegar cheio de esperança e muitas novidades! 

A tendência étnica que está incorporada no conceitos actuais de moda.

Muitos países do continente africano têm a sua riqueza cultural têxtil e cada região tem suas particularidades, cores, tecidos e técnicas, mas estamos  a considerar  aqui os padrões, geralmente geométricos, de cores contrastantes com preferência para tons quentes – independente da técnica – que foi o que a moda se apropriou como “étnico africano”.

Os padrões dessas novas estampas são inspirados em diversos povos que mantém sua cultura original, que agora começam a ganhar destaque e homenagem no mundo da moda. Cada desenho revela a identidade de uma civilização diferente, por isso eles são encontrados em diversos formatos e cores, podendo também ser bicolores.

As grandes “semanas de moda”, as chamadas Fashions Weeks, são de grande importância para os designers de moda, pois é uma forma de mostrar seu trabalho e trocar experiência, com visibilidade para o mundo todo. Vários países africanos (Nigéria, Moçambique, Angola, Quênia e, é claro, África do Sul) já têm suas semanas de moda e fazem delas palco para mostrar para o mundo a sua criatividade. No contexto do mercado Angolano , alguns designers romperam barreiras antes intransponíveis e chegaram num dos mais altos eventos de moda do planeta designers como a Nadir Tati, Fiu_Negru , Rosa Palhares têm sido relativamente influentes. 

Sex-appeal a preços acessíveis- assim se resume em poucas palavras o segredo do gigante americano de roupa interior. Através dos seus desfiles de moda transmitidos a nível mundial e vestindo as mais sensuais top models da actualidade,entre elas  as Angolanas Sharam Diniz e Maria Borges, que deixou bem evidente que a carapinha dura é símbolo de beleza.

A não esquecer o novo rosto da marca de cosméticos Yves Saint Laurent Miss Amilna Estêvão.

Mas, nos últimos anos, com a rápida globalização da indústria, as boutiques de luxo multiplicaram-se pelas ruas da cidade capital e por outras províncias  cada uma desempenhando um papel de relevo mercados que integram. 

Essas boutiques multimarcas tornaram-se entidades disruptivas nos respectivos mercados e importantes elos de ligação no sistema de moda global, conjugando o know-how local e as normas internacionais.

Os países da África Oriental – em particular a Etiópia e o Quénia – têm o potencial de tornar-se importantes players na indústria de vestuário e começam a atrair as atenções dos compradores. Mas o caminho tem ainda muitos obstáculos para contornar.

Os designers africanos em si, porém, ainda não encontram representatividade grande fora do continente.

A moda se mobiliza para salvar o continente Africano em iniciativas reais, que realmente beneficiam cidades e países, isso é inspirador. 

Mas e o lado da África que não precisa ser salvo, e quer se mostrar para o mundo de uma outra maneira.

E a classe média que mais cresce no mundo, valoriza  a sua cultura local sem deixar de ter os olhos no global.

Será que a moda não olha para a África de maneira condolescente, como alguém que precisa de ajuda, e não percebeu  que uma África mais forte em termos de impor a sua cultura fez pela moda nos últimos anos? 

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