RECADO SOCIAL

 
28 de julho 2016 - às 08:35

SUCESSÃO: QUEM REFILAR… SERÁ VARRIDO

Pode-se ou não concordar com esta minha ideia aparentemente estúpida,mas acho que , por enquanto, não existe NINGUÉM que os tenha no lugar para atrever-se a concorrer “mano a mano” com o senhor, embora a Constituição da República

 

Não sei ao certo o que de concreto  se vai passar no congresso do “Ême”, mas as atenções estarão obviamente viradas para a confirmação da disponibilidade firme e convicta de que o militante mais representativo da nação rubro-negra vai mesmo acenar e convencer todo o mundo para a necessidade, quase que obrigatória, da apresentação de mais uma candidatura à corrida às eleições presidenciais, como cabeça de lista. Pois é: mais uma vez teremos José Eduardo dos Santos a segurar a “pátria” dos camaradas, ainda que num cenário político e sócio-económico complicadíssimo. 

Como todos temos o direito de falar, sustentados no tal direito livre de expressão em liberdade garantida pela Constituição da República….eu também posso fazê-lo,sob minha própria conta e risco. Que se adiem as eleições, que se explique que não existem condições morais para que elas aconteçam em 2018. É melhor!

Que digam aos eleitores do costume e outros que virão que temos de arrumar a casa, encher a barriga do povo, recuperar o estado de espírito algo perdido devido à actual situação de crise; e que se façam algumas manobras de diversão para que o país dê um ar da sua graça nesse combate à corrupção que precisa de ser urgente e mais: há que se procurar alguns “bodes expiatórios” (se forem uns poucos cacussos magrinhos melhor) para verem o sol aos quadradinhos.Tudo para dizerem, com humildade e respeito, que não foi apenas a crise da baixa dos preços do barril de petróleo no mercado internacional  que provocou este verdadeiro caos na maioria dos lares angolanos. Tudo para dizer que “epa, a comunidade internacional há-de perceber que um povo com fome é bem capaz de inviabilizar quaisquer climas de paz e democracia, por mais que se queira seguir o que ficou plasmado na Constituição da República há dezasseis anos…”.

Portanto, Dos Santos vai servir como tábua de salvação para a “pátria rubro-negra” porque,aliás, na instituição político-partidária mais importante do país não existe quem lhe faça frente; olhos nos olhos, sem rabos de palha, sem compadrio, sem favores, enfim, não isto não existe!

Pode-se ou não concordar com esta minha ideia aparentemente estúpida,mas acho que , por enquanto, não existe NINGUÉM que os tenha no lugar para atrever-se a concorrer “mano a mano” com o senhor, embora a Constituição da República seja categórica e bem esclarecedora quanto à elegibilidade do Presidente (artigo 110º - o mais apetecível e ao mesmo tempo o mais intrigante quando se tem à frente dos destinos do país um homem como José Eduardo dos Santos. Tudo a preceito…

Não é fácil! Lá diz o artigo e, por favor, quem tiver vontade, que fale apenas aos filhos, netos e gatinhos lá de casa. Com o kota aí bem firme, embora politicamente fragilizado, não há muitas hipóteses. Vocês sabem. Vamos lá ao tal artigo “apetecível” para quem está com a corda toda: “são elegíveis ao cargo de Presidente da República os cidadãos angolanos de origem, com idade mínima de 35 anos , que residam habitualmente no país, há pelo menos dez anos e se encontrem em pleno gozo dos seus direitos civis, políticos e capacidade física e mental”. Tem mais: agora vamos ver quem são os “inelegíveis”, entre outras dicas relacionadas aos que não podem fazê-lo, nem devem,no meu triste ver. Haja paciência: “os magistrados judiciais e do Ministério Público no exercício das suas funções; os juízes do Tribunal Constitucional e Tribunal de Contas no activo; o Provedor de Justiça e  o seu adjuntinho; os membros dos órgãos de administração eleitoral; os militares e membros das forças militarizadas no activo” e por aí vai...Não podem, diz a Lei Constitucional e cumpra-se! Quem vos mandou aprová-la?!  

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