PONTO DE ORDEM

 
30 de janeiro 2016 - às 16:13

SOLUÇÕES COLECTIVAS

Ao País são hoje colocados novos e maiores desafios porque a incerta valoração das matérias primas no mercado mundial colocam novas questões e obrigam a outras abordagens.

 

Angola já perdeu 555 milhões de USD em 2016, em consequência da crise de petróleo que se vive internacionalmente o que corresponde a diferença entre a cotação actual do crude, abaixo dos USD 30, e a prevista no Orçamento Geral do Estado, de USD 45. Esta constatação foi tornada pública pelo economista Alves da Rocha, director do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica e é um caso eloquente para classificar o momento apertado que o País vive, uma situação que, se não controlada, pode originar algumas convulsões sociais.

Já muito se escreveu sobre a crise que Angola vive, as medidas que devem ser tomadas para a conter e eu alinho com João Melo quando refere que um trunfo essencial para a mobilização de todas as forças vivas do país para os desafios que se impõem requer o papel determinante que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos pode e deve jogar tendo em conta a sua importância relevante não só como o actual condutor dos destinos da governação mas também pelo peso histórico que granjeou ao longo do percurso que levou Angola ao alcance da paz.

Num alheamento cada vez mais evidente de sectores muito importantes da sociedade aos problemas da nação, se calhar na esteira de um certo descontentamento com a postura que os políticos da praça vão assumindo no exercício das suas actividades, é determinante que se eleja a gestão participativa como um modelo mobilizador para que todos se empenhem com iniciativas que possam minimizar os efeitos da crise, onde o trunfo tem de estar no saber definir as grandes prioridades da recuperação e melhor aproveitamento das potencialidades que o País possui, e nessa altura é determinante que o processo mobilizador conte com a orientação directa do Mais alto mandatário da Nação. Aliás, viu-se o impacto que teve o realismo da sua mensagem à Nação no final do ano de 2015, onde o Presidente da República reconheceu que os esforços encetados para a diversificação da economia estavam muito aquém do pretendido e isto porque, de uma forma geral, acreditou-se que bastava gritar-se aos quatro ventos que a hora é de diversificar e, qual canto do cisne, tudo se transformava para melhor. Passou a haver um pensamento mais realista, sobretudo dos poderes políticos e governamentais que, embora timidamente, começam a acreditar que a governação de costas viradas para o Todo da Sociedade não resolve, antes pelo contrário, encurta o caminho da solução.

Ao País são hoje colocados novos e maiores desafios porque a incerta valoração das matérias primas no mercado mundial colocam novas questões e obrigam a outras abordagens. Por exemplo, o trabalho de reajustamento dos programas e dos planos de ação é uma constante, sempre efectuado sob o signo da estabilidade e da proteção das condições de vida dos cidadãos angolanos, pelo que urge não adormecer nos muitos erros já cometidos onde se acreditou que o petróleo era o suficiente para a acomodação de todas as nossas desgraças.

A crise económica e financeira que atravessa, em diferentes níveis e com diferentes amplitudes, a economia mundial é agravada pelo preocupante pulular de conflitos de diferentes intensidades, de âmbito local, sub-regional e regional e geradores de graves crises humanitárias. No caso concreto de Angola, não se pode ignorar igualmente que o ambiente social não é dos mais positivos, a julgar até pelas constantes manifestações que vão surgindo questionando muitas das políticas dos poderes constituídos e que, em situações várias, poderiam ser evitadas se estivesse bem vincado a necessidade do diálogo permanente e abrangente entre governantes e governados. Mesmo a nível dos poderes instituídos, cada vez é mais evidente a falta de solidariedade institucional que reina, pelo que é imperiosa a necessidade de limar arestas para se criar ambientes sadios e reconciliadores, pelo que o papel do Presidente Eduardo dos Santos é determinante.

Olhando para esses desafios, vale dizer que estamos diante da necessidade de uma estratégia colectiva que tem de passar por um verdadeiro Pacto de Nação e para a sua materialização, urge apelar à orientação sempre sábia de quem, quer se goste ou não, quer se argumente que o tempo no poder já é excessivo, continua a ser o determinante para  a orientação de um caminho que leve os angolanos a enfrentar os desafios com tranquilidade, respeito pelas diferenças e trabalhando todos pela construção de uma Angola melhor. E este homem, hoje, chama-se José Eduardo dos Santos.  

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