ECONOMIA & NEGÓCIOS

 
1 de dezembro 2016 - às 19:18

SEGUNDO ESTUDO DA DELOITTE BANCA ANGOLANA RESILIENTE

Em 2015, o volume de activos agregado das instituições financeiras angolanas incluídas na 11ª edição do estudo1 Banca em Análise da Deloitte, lançada no início de Novembro, fixou-se nos 7.512 mil milhões de Kwanzas (AKZ). O resultado líquido total dos bancos em análise registou um crescimento de cerca de 19% no mesmo período, para os 116.512 milhões de AKZ2, valor que incorpora a valorização dos activos e passivos em moeda estrangeira ao câmbio oficial. Na posição relativa entre os cinco maiores bancos do mercado angolano1, o BPC continua a liderar a lista com um activo total de 1.339 mil milhões de AKZ, seguido pelo BFA, BAI, BIC e BPA. Os cinco maiores bancos representam 69% do total do activo dos bancos em estudo e o seu activo registou um aumento de 12% face ao ano anterior 

 

De acordo com a 11ª edição do estudo Banca em Análise, em 2015, o peso dos depósitos em moeda nacional mantém a tendência de crescimento em detrimento da moeda estrangeira, passando a representar 69% dos depósitos totais, o que significa uma variação positiva de 4 pontos percentuais face ao ano anterior. O valor total dos depósitos de clientes foi de 6.094 mil milhões de AKZ nesse ano, representando um crescimento de 12% face a 2014, valor que incorpora o efeito da valorização dos depósitos em moeda estrangeira ao câmbio oficial. 

O crédito líquido a clientes registou também um aumento em comparação com o ano anterior. Considerando os bancos analisados o total de crédito líquido ascendeu a 2.736 mil milhões de AKZ1, o que representa um crescimento de 6% face a 2014, com o BPC, o BAI e o BIC a liderarem na concessão de crédito. Esta variação incorpora o efeito da valorização dos créditos concedidos em moeda estrangeira ao câmbio oficial. O estudo demonstra ainda que a constituição anual de provisões para o crédito dos bancos aumentou 107%. No que se refere ao rácio de crédito vencido, este manteve-se nos 13%.

1Na data de encerramento do estudo, ainda não tinham publicado as suas demonstrações financeiras relativas ao exercício de 2015 o Banco Económico, S.A., o Banco BAI Micro Finanças S.A. e Banco Kwanza Invest S.A..

2O resultado não considera as instituições financeiras com início de actividade em 2015. 

 

FACTOS E NÚMEROS DA 

11ª EDIÇÃO DO BANCA EM ANÁLISE: 

Meios electrónicos de pagamento mantêm tendência crescente - O número de Cartões Multicaixa Vivos aumentou de 3.165.008, em 2014, para 3.420.826, em 2015, e os Cartões Válidos aumentaram para 4.736.245 comparativamente com os 4.687.951 em 2014. 

Reforço da rede de terminais de pagamentos - O número de Caixas Automáticas (ATM) e Terminais de Pagamento Automático (TPA) registou um crescimento de 6% e 31%, respectivamente. O número de ATM aumentou de 2.627, em 2014, para 2.776, em 2015, e o número de TPA cresceu para 61.496 terminais em 2015 face aos 47.076 em 2014. 

Número de transacções atinge novo recorde - Em 2015 registou-se um crescimento global de 25% no número de transacções face a 2014, tendo as transacções realizadas em ATM aumentado 20% (de 171,0 milhões em 2014 para 204,7 milhões em 2015) e as transacções efectuadas em TPA quase 45% (de 41,0 milhões em 2014 para 59,3 milhões em 2015).

Depósitos à ordem superiores aos depósitos a prazo – Analisando a composição dos depósitos por natureza para os bancos analisados, o valor dos depósitos à ordem representa cerca de 57% do total de depósitos. 

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