LEITORES

 
6 de março 2017 - às 11:58

SECA NA PROVÍNCIA DO HUAMBO

Há fortes razões para estarmos todos preocupados com a possível seca na Província do Huambo.

 

Ouvi que a seca na Província do Huambo pode afectar milhares de famílias e que as autoridades governamentais já estão a tomar medidas para se fazer face a eventuais problemas decorrentes da seca, o que me anima sobretudo numa altura em que tenho acompanhado com atenção o trabalho que o novo Governador, João Kussumua tem feito para que a Província renasça. O Huambo, por sinal minha Provincia do coração e nascimento, é das mais produtivas do País e o povo é trabalhador tendo na agricultura a sua principal ocupação e a acontecer uma seca generalizada, isso pode comprometer as perspectivas já traçadas para a Província no campo agrícola, para além de outras consequências económico sociais que surgirão.

Há fortes razões para estarmos todos preocupados com a possível seca na Província do Huambo.

Paulo Navalha, Luanda

Lixo no Rio Seco - Aumenta a concentração de lixo no chamado Rio Seco, um dos pontos críticos da cidade de Luanda. As pessoas continuam a depositar resíduos sólidos na vala de drenagem, o que, em tempo de chuvas, pode dificultar o fluxo das águas. Várias vezes se tem referido que é preciso um grande trabalho de educação cívica junto das populações de forma que contribuam para uma melhor limpeza e higiene dos locais onde habitamos. Paralelamente a isso, as autoridades da capital (aí que falta fazem as autarquias) deveriam tomar medidas imediatas para que o lixo seja removido para se acautelar contra consequências negativas e perigosas que podem advir com as chuvas que se adivinham.

Para além desses dois elementos que são fundamentais, deve-se accionar também os mecanismos das leis das transgressões administrativas, notadamente a aplicação de multas aos indivíduos que insistem em depositar lixo em locais impróprios. Muitos deles são os que depois mais reclamam pela falta de higiene e limpeza na cidade de Luanda.

Para a limpeza da cidade de Luanda, prevenir com educação cívica permanente é necessário mas é premente, também que a medida seja contemplada com alguma punição. As autoridades tudo têm feito para assegurar o bem-estar das populações e essas têm de colaborar.

Amélia Giovety, Samba

 

Ainda o Lixo em Luanda - Nos municípios do Cazenga, Camama e noutras partes de Luanda ainda continuamos a ver ruas cheias de lixo e alguma dessa situação negativa é provocada por comerciantes irresponsáveis. Por que eles, nos bairros mais populosos, não colaboram com as autoridades e trabalhem em conjunto para que os bairros onde têm os seus negócios se constituam em exemplos dignos de registo quanto a limpeza? Com isso, eles ganham, e muito, pelo que sou a favor de uma verdadeira coligação contra o lixo nos bairros de Luanda. Não é significante vermos montes de lixo perto de zonas do comércio, alguns deles das próprias lojas das redondezas.

Por outro lado, acho que os fiscais deveriam ser mais rigorosos para com os chamados Mamadus que vendem de tudo e na maior parte dos casos desrespeitando as regras mais elementares de higiene e saúde pública. Por exemplo, nas suas lojas estão sempre a coçar os pés e, depois, pegam nos produtos que nos vendem. Isso é perigoso e pode transmitir doenças às populações que, por diversos motivos acorrem aos seus estabelecimentos. Aí está um flagrante caso de atentado à saúde pública. E mais, a maior parte das lojas desses Mamadus quase nunca tem ar condicionado. Como é que conservam os produtos, sobretudo frescos, que comercializam?

Verónica Pedro - Cazenga

 

TIRADAS DA IMPRENSA

"A África é o meu continente e a minha casa. Sinto-me feliz de juntar-me a vocês, caros irmãos"- Mohammed VI, Rei de Marrocos ao assinalar a reentrada do seu País no seio da União Africana depois de trinta e três anos de ausência.

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"Em vez de nos darem lições, os ocidentais deveriam escutar atentamente os nossos pensamentos" - Idriss Déby Itno, Presidente do Tchad em entrevista ao Jeune Afrique.

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"É uma tentativa de desestabilização do País, eles pensam que a Argélia pode ser manipulada"- Abdelmalek Sellal, Primeiro Ministro da Argélia em reacção a algumas manifestações que ocorreram no Pais alimentadas por forças contestárias ao regime.

 

BOCAS SOLTAS

A Federação Angolana de Futebol (FAF) concluiu que houve falhas no plano de segurança, no estádio 4 de Fevereiro, na cidade do Uíge, que levaram ao incidente que provocou 17 mortos e 58 feridos no jogo de estreia do girabola 2017 e que fazemos referencia de forma detalhada, na página de Desporto desta edição.

Segundo o comunicado, "o cordão de segurança da área exterior do recinto de jogo não obedeceu aos parâmetros normais e não foram observadas as distâncias necessárias para garantir o acesso ao estádio, permitindo-se assim que populares com e sem bilhetes válidos para assistir ao jogo estivessem muito próximos do portão de entrada em referência", lê-se no comunicado da FAF que salienta ainda que houve uma deficiente avaliação dos riscos que o jogo acarretava, em que a população estava ávida em assistir a uma partida de futebol da equipa local que efectuava o seu primeiro jogo.... O estádio em causa contava com três portões de acesso geral mas apenas um foi aberto, o que terá propiciado a confusão.

Sobre o assunto, ouvimos a opinião de alguns dos nossos leitores:

 

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Ok,apuraram-se as causas e agora? A culpa não pode morrer solteira,até em função da preocupação manifestada, logo logo, pelo Presidente da República que mandou instaurar um inquérito. Desde logo, como se vende mais bilhetes de ingresso do que a lotação do estádio? Deixemo-nos de brincadeiras".

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Essa é daquelas situações em que existem todos os elementos para se punir os prevaricadores, porque com vidas humanas não se pode brincar. E esta brincadeira foi de muito mau gosto!

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E agora, o Santa Rita de Cássia vai realizar aonde as suas próximas partidas, sabendo que nem o Uíge nem as províncias vizinhas foram contempladas com bons estádios de futebol como aconteceu com o Huambo, Benguela, Cabinda e Huíla e que hoje estão mal conservados, e alguns mesmo sub-aproveitados? Onde anda a planificação neste País?

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Eu só posso dizer, e a gritar zangado que Brincadeira tem hora! 

 

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