ECONOMIA & NEGÓCIOS

 
30 de julho 2018 - às 11:31

REFINAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS EM LUANDA SONANGOL E ENI INVESTEM USD MILHÕES

Duzentos e vinte milhões de dólares (USD 220 MILHÕES) estão a  ser investidos  para manutenção geral e aumento da produção de gasolina na refinaria de Luanda , segundo acordo assinado a 13 de Junho passado entre a Sonangol e a ENI

 

PROJECTO DA REFINARIA DO LOBITO SERÁ RELANÇADO

Segundo o PCA da Sonangol, Carlos Saturnino,  o acordo contempla USD 60 milhões para o planeamento e organização da paragem, entre 40 a 60 dias, para manutenção geral da Refinaria de Luanda, além da elaboração e desenvolvimento de um modelo económico e operacional, com vista a melhorar toda a parte operacional e sustentabilidade da empresa, incluindo ainda a formação de quadros. 

Cento e vinte milhões de dólares (USD 120 milhões) destinam-se à instalação de uma unidade nova, que vai permitir o aumento substancial da produção de gasolina, das 280 toneladas para as 1.200 toneladas diárias, para consumo interno e possivelmente exportação, em pequenas quantidades, para alguns países africanos.

Entretanto, o PCA da Sonangol admite o aumento das reservas da companhia. Carlos Saturnino , à margem de assinatura de acordo com a ENI disse que as reservas podem subir um pouco mais dos oito biliões (mil milhões) de barris, salientando que a  empresa está a caminho de mais uma nova descoberta no bloco 15/06 e que "as perspectivas são extremamente boas em termos de relançamento da exploração em Angola e dos resultados dessa exploração petrolífera".

Por outro lado, até final de Agosto, um consórcio de accionistas  vai mesmo relançar a segunda fase da  construção da refinaria do Lobito, segundo revela o PCA da Sonangol, Carlos Saturnino, citado pelo África Monitor (A.M.), que adianta que  das 16 últimas propostas seleccionadas na primeira fase, ficaram apenas 7, que estão a ser analisadas com a Sonangol para concluir um acordo de confidencialidade. 

O projecto da Refinaria do Lobito, num investimento inicial de cerca de  USD 10 mil milhões , prevê o processamento diário de cerca de 200 mil barris de crude, e a criação de 10 mil postos de trabalho directos e indirectos.

Num outro desenvolvimento do sector dos petróleos angolano, sabe-se também que  várias propostas foram pedidas pela Sonangol às empresas operadoras do ramo para reforçar a produção petrolífera, segundo revela um comunicado recente da Sonangol, após encontro do seu Conselho de Administração com os representantes das operadoras petrolíferas em Angola,em que as empresas foram "incentivadas a apresentar projectos e ideias que possam concorrer para a quebra da tendência instalada e o consequente aumento da produção". 

"A reunião abordou ainda as futuras oportunidades e foi lançado um desafio às empresas operadoras no sentido de já no próximo encontro,(...) apresentarem propostas concretas  que a curto prazo auxiliem as acções já em curso para que a produção petrolífera no país, conheça outros níveis", revela o A.M. 

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