RECADO SOCIAL

 
31 de maio 2016 - às 07:45

QUEREMOS A TV “PARLAMENTO”, JÁ!!!

Faria toda a diferença, neste momento,  existência de uma TV parlamento, meu ilustre ministro, até porque a Assembleia Nacional “é o órgão de representação política de todos os angolanos e expressa a vontade soberana do povo”.

 

No meio de tanta trapalhada originada por uma gestão da crise financeira absolutamente ridícula, uma vez que nem se sabe com que velocidade a máquina comunicacional do executivo anda… temos um outro problema para resolver: a criação da TV Parlamento.Se no tempo dos abutres gordos, o Estado profundamente partidarizado andava pelas curvas desta vida aldrabona, a tentar explicar a sua ausência, hoje com a bolsa furada torna-se muito mais difícil apresentar argumentos sólidos. A tal TV não existe e ponto final.

Na mesa, temos assuntos muito mais importantes para discutir e o pacote é tão pesado que o melhor é nos esquecermos que temos mais de duzentos deputados “imbumbáveis”, na medida em que não existe qualquer caixa de ressonância forte que meça o nível de participação de cada um deles nos debates mais essenciais da vida da nação.Todos eles têm de passar no crivo da fiscalização popular. O que estão a fazer em todos esses anos legislativos? A fiscalizar o quê? A bater uma soneca permanente nas sessões parlamentares, enquanto o povo clama por melhores condições de vida? Temos de saber e um dos instrumentos mais eficazes para que possamos aferir, acompanhar e dar o benefício da dúvida em relação à sua actividade profissional bem paga, sustentada por benesses pagas pelo contribuinte pobre, seria a existência de uma estação televisiva do parlamento.

 m Janeiro de 2013, o nosso ilustre ministro da Comunicação Social, José Luís de Matos, até que transmitiu uma certa esperança, anunciando que a instalação da "TV Parlamento", meio multimédia de divulgação dos conteúdos da Assembleia Nacional, servirá para transmitir as actividades da casa das leis.

Citado pela Angop, o governante revelou que tal estação poderia tirar partido das condições técnicas e tecnológicas instaladas na (nova) sede da Assembleia Nacional para a concretização do projecto. “Vamos criar equipas especializadas na cobertura das acções do parlamento e dedicar um espaço maior à actividade do parlamento”, referiu. Ora viva, senhor ministro; mas há-de reparar que o calendário, a marcha inexorável do tempo não estagnou. Falou em Janeiro de 2013 e até hoje nada… Não há sinal.

Faria toda a diferença, neste momento,  existência de uma TV parlamento, meu ilustre ministro, até porque a Assembleia Nacional “é o órgão de representação política de todos os angolanos e expressa a vontade soberana do povo”. Para mim, seria oportuna a sua aparição nas nossas casas, ainda que se tenha de pagar mais uma taxa para ouvirmos os 220 deputados, alguns dos quais a maioria que os votou desconhece o seu paradeiro como fiscalizadores da actividade do Estado, Executivo e do próprio parlamento. E que bom seria vermos ao vivo e a cores alguns “bilos” entre si! Vontade não lhes falta…

Confesso que nem sequer imagino o quanto custará ao Estado, logo aos contribuintes, a instalação e funcionamento da TV “Parlamento”, mas creio que seria de uma utilidade pública relevante. O prometido é devido e já que o majestoso e pomposo edifício da Assembleia Nacional reúne mesmo condições óptimas para a sua instalação, que tal diminuirmos as dores de crescimento em termos comunicacionais, que , aliás, é permanentemente reconhecida pelos nossos dignos representantes? Ora, esta situação de incumprimento de mais uma meta de aproximação entre o povo e os deputados (todos eles, os mais antigos e os mais novos) começa a tornar-se tão incompreensível quanto ridícula, uma vez que somos obrigados a engolir a eterna cruzada de informações veiculadas por alguns canais comunicacionais pouco sérios na análise do trabalho parlamentar em sede própria. 

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