LEITORES

 
1 de fevereiro 2017 - às 18:16

QUEM NÃO TIVER DINHEIRO PERDE AS ELEIÇÕES….

Raramente  os meios  de comunicação sociais públicos noticiam que alguns militantes do MPLA saltaram a cerca para se juntarem à Unita, mas ainda assim, e por outras janelas , surgem denúncias muito graves, segundo as quais o MPLA estaria a utilizar os dinheiros públicos para “recrutar” militantes da UNITA.

 

Cresce claramente o número de queixumes, denunciando as manobras do adversário nesta história de “aliciamento”, “compra” ou “empréstimo” de uma meia centena de indivíduos que, de repente, acordaram e chegaram à conclusão que “afinal, o MPLA é que é bom”.

Raramente  os meios  de comunicação sociais públicos noticiam que alguns militantes do MPLA saltaram a cerca para se juntarem à Unita, mas ainda assim, e por outras janelas , surgem denúncias muito graves, segundo as quais o MPLA estaria a utilizar os dinheiros públicos para “recrutar” militantes da UNITA.

Ora, esta é daquelas questões ridículas que há mais de quarenta anos  continua na cabeça dos nossos mais-velhos. Não mudam! Nos anos 60 era o Savimbi a dar uma beijoca no MPLA e, ao mesmo tempo, um abraço à UPA. Camaradas bandearam-se para outros movimentos independentistas. Chipenda criou a sua própria facção. Enfim, esta dança de camas sem colchão (esta gente na maior parte das vezes nem sabe sequer aonde vai cai cair morto…) têm sempre um final infeliz, indo para as tumbas com o rótulo de traidor.

Falta pouco tempo para a realização das eleições gerais de 2017 e a malta mais velha espertalhona continua com estas cenas do século passado.Falo de todos os partidos políticos. Deviam é começar por exigir que as instituições do Ministério da Educação “aliciassem” pelo menos mais de dois milhões de pessoas para serem alfabetizadas. Deviam pedir ao senhor da Saúde para que nos apresentasse os “militantes” da direcção que passaram o tempo todo a arrombar os cofres do ministério. Quais são os resultados de um tal inquérito que se sucedeu àquela situação vergonhosa do país e que originou a exoneração do ministro anterior?. Então, isto é assim: a exoneração pressupõe um prémio: a desresponsabilização.

Há dias, quem atacou forte e feio foi o secretário-geral da UNITA. Denunciou as supostas tentativas de fragilização das suas hostes ao acusar destacados dirigentes do governo de usarem o dinheiro público para aliciar os seus militantes a filiarem-se no MPLA.

Nhany Marcolino disse ainda que o MPLA institucionalizou a corrupção para empobrecer os angolanos, tirar proveito político da sua desgraça e depois utilizar a mesma corrupção para exibir a pobreza material e espiritual de alguns cidadãos.

Em minha opinião, penso que, apesar destas supostas jogadas algo sorrateiras do MPLA, o partido no poder vai preservá-lo. Melhor preparado, com uma enorme máquina financeira onde as parcerias junto do sector bancário e empresarial são uma realidade, será muito difícil derrotá-lo…

Por um saco de peixe seco, umas chapas de zinco, uns blocos, panelas,  bicicleta ou penicos há gente a passar-se para o lado do MPLA. Quem não tem estes “bens duradouros” é melhor desistir da corrida…

 

Artur Guilherme Santiago

Saurimo, Lunda-Sul

 

TIRADAS DA IMPRENSA

“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem”.

-EPICURO

“Nenhum prazer é em si um mal, porém certas coisas capazes de engendrar prazeres trazem consigo maior número de males que de prazeres”.

-EPICURO

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”.

-PLATÃO

 

BOCAS SOLTAS

Nos últimos anos, existem nas grelhas de programação uns debates interessantes. Às segunda e Terça-feiras, quer a TPA como a Zimbo abrem os seus estúdios para gente boa e maldosa. O objectivo é ganhar a audiência não importa como e a espécie escolhida de protagonistas que geralmente têm um ponto em comum: são doutores! Assim, segunda e terça não há novela, nem National Geografic, mas sim Odisseia em versão angolana. E porquê? Se formos a fazer um balanço, pode-se chegar à conclusão que no fim de cada um dos debates livres, os telespectadores  arrependem-se ou batem uma soneca logo no primeiro quarto de hora de jogo. Alguns dos nossos leitores anónimos são “clientes assíduos” destas noites de debates considerados como de utilidade pública mas com alguma carga anedótica. 

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“Muitos “aterram” nos estúdios tipo vieram de Marte e bem equipados com ifhone, tablet, livros bem grossos e até vi um que levou uma máquina fotográfica bem comprida. Para quê? Para dizerem nada”.

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“Olha, há dias apareceu um reverendo. Foi o fim da picada e o início de uma nova era do departamento de pesquisa e produção da TV ZIMBO. A maka é saber escolher bem quem vai falar. Um autêntico charlatão, o reverendo desbocou, disse mais ou menos que transmite a palavra do M nas suas homilias e influencia a decisão de voto do cidadão. Não sei se ele conseguiu entrar no bairro”.

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“Bom, também não podem aparecer sempre os mesmos protagonistas porque assim não só impede a presença de outros como o debate torna-se uma espécie de conversa de quintal sem a presença da sogra. Daquele reverendo prefiro não comentar. Apenas sei que a estação emissora acabou por ganhar mais audiência. É com estes malucos que se fazem bons filmes do género Donald Trump”.

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“Será muito difícil passar na peneira todos os convidados aos painéis. Até porque o convidado pode ser bom professor universitário antes do jantar. Depois deste e já bem inspirado, só Deus saberá. Eu acho que o tal reverendo estava chuchado…”

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