POLÍTICA

 
6 de abril 2017 - às 15:39

PRS DAR UM, DA SUA GRAÇA

Afinal, já em ritmo de atraso, o PRS (Partido de RenovaçÃo Social) resolveu dar um ar da sua graça e promete arrancar para o próximo pleito eleitoral de cara lavada, ou seja com uma nova liderança.Para já, sabe-se que Eduardo Kuangana, actual Presidente e que há muito desapareceu da média, fala-se que por doença, não será candidato à sua própria sucessão. Ele vai apoiar a ascensão do seu Secretário Geral, Benedito Daniel que para o efeito, apresentou no final de Março, a sua candidatura a presidente do partido, assente em seis objectivos fundamentais

 

Rui Malabo Miguel, actual secretário do PRS em Benguela é o mandatário da candidatura de Benedito Daniel e em conferência de imprensa definiu os objectivos da campanha cujo lema é "Coesos fortaleçamos o Partido" e assenta em seis objectivos fundamentais, nomeadamente a injecção de sangue novo em todos os órgãos e estruturas contribuindo desse modo para a continuidade do projecto político; o aumento da visibilidade do Partido; o reforço dos mecanismos e estratégias de mobilização de novos membros para as fileiras do Partido. O candidato defende também uma maior atenção à dinamização dos quadros, congregar os militantes e a sociedade civil para os ideais do Partido e trabalhar para o sucesso nos vários desafios.

O processo de candidaturas à presidência do PRS ficou aberto até o dia 31 de Março, e para além de Benedito Daniel, outros militantes manifestaram interesse em disputar a liderança, nomeadamente o Secretário para a Economia e Finanças, Sapalo António e o ex-Secretário Geral João Baptista Ngandagina, incompatibilizado nos últimos tempos com Eduardo Kuangana.

O Congresso está marcado para os dias 29, 30 e 31 de Maio, altura em que se dará a conhecer o programa de governação do PRS, a nova liderança e a lista dos candidatos ao parlamento. 

Quanto ao programa de governação do Partido de Renovação Social PRS, o único partido que defende para Angola o modelo federalista, o mandatário de Benedito Daniel disse que ele será "inovador e único", com assento tónico na mudança do modelo de desenvolvimento do País através da implementação das autarquias.

Nos últimos tempos o PRS perdeu muito da sua influência que o havia colocado como a terceira força política no parlamento nacional, reduziu para apenas dois o seu número de deputados e perdeu rostos mais visíveis que foram para outras correntes políticas. Eduardo Kuangana, como dissemos, ausente por doença, deixou de dirigir o Partido, que, desde 2012 tem sido coordenado por Benedito Daniel, o Secretário Geral que agora aspira à liderança de jure e de facto do Partido conotado ao leste de Angola onde se diz ter a sua principal base eleitoral. 

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