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5 de novembro 2016 - às 12:18

PRODUTORAS E MÚSICOS RESISTEM…

Actualmente, vê-se as produtoras como um factor-chave para emancipação dos artistas. O exemplo mais recente é o surgimento do  projecto da B-26, com  o álbum intitulado “O legado da lenda”, em que se destaca  um trio fantástico composto por Lil Sant, Young Double  e Cef, este último acabado de ser notabilizado  com a conquista do terceiro classificado no  Top dos Mais Queridos, promovido pela Rádio Nacional de Angola, edição 2016. 

 

A notoriedade dos artistas pertencentes a uma produtora passa pela  divulgação das suas obras discográficas, viabilização da sua  imagem, tanto no mercado nacional como internacional, de forma a potencializar as receitas a arrecadar, quer pelas produtoras, grosso modo pelo Estado. Desde há alguns anos, muitos produtores nacionais têm apostado em artistas, quer sejam novos talentos ou conceituados, em show's e na divulgação das suas obras nos  órgãos de comunicação massiva por forma a dar ao público uma visibilidade melhor relativamente à pujança da própria produtora.    

Segundo reconhecem alguns artistas, a emancipação e viabilização da imagem do  trabalho e, até, do seu sucesso, deve-se antes a um factor sistémico: às produtoras. No entanto, no entendimento destas sensibilidades ligadas  fundamentalmente à música,trata-se de uma tarefa difícil  devido a escassez de investidores (mecenas) no mercado nacional que apostem nos produtos culturais feitos no País, tal como  acontece noutros contextos internacionais, com vista a estimular  a qualidade e a  competitividade. 

Actualmente, vê-se as produtoras como um factor-chave para emancipação dos artistas. O exemplo mais recente é o surgimento do  projecto da B-26, com  o álbum intitulado “O legado da lenda”, em que se destaca  um trio fantástico composto por Lil Sant, Young Double  e Cef, este último acabado de ser notabilizado  com a conquista do terceiro classificado no  Top dos Mais Queridos, promovido pela Rádio Nacional de Angola, edição 2016. 

Portanto, está assegurada a notoriedade do trio após integrarem a produtora B-26, onde já emergiram vários artistas destacados do mercado nacional e mesmo no exterior do país, com foco em Portugal.

Nessa senda, importa ressaltar que a música angolana continua dar passos rumo à  sua  internacionalização. Existe um núcleo forte composto por vários artistas, com destaque para C4 Pedro, Pérola, Yuri da Cunha, Anselmo Ralph, que também serve de vector para um salto mais seguro na emancipação da sua produtora “Bom Som”. Esta já integra músicos com notoriedade alcançada a nível nacional, nomeadamente os Dream Boys, Landrick,  Anna Joyce,  bem como Bass, que esteve entre os dez mais queridos da RNA deste ano e  distinguido Artista Revelação nos prémios Angola Music Award (AMA) 2016. 

Ainda no que toca às imagens dos artistas nacionais além-fronteiras,  existe pela frente trabalho árduo das produtoras onde os mesmos pertencem, uma vez que não se deve atribuir responsabilidade somente aos artistas.O  Estado também é chamado a desempenhar o seu papel neste cenário,  uma vez que abre brecha no que tange a promoção da cultura do país, até mesmo com vista a atrair investidores estrangeiros com bons “olhos” na procura de talentos locais.

Entretanto, algumas  produtoras nacionais resistem  às contingências actuais do panorama music- hall nacional, nomeadamente a “Arca velha”, “GLX”, “Quebra Galho”, “Xicote Produções”, “Bué de Bit”, “Gueto Pro duções”, “Med Taps” e “Dabanda”.

Eduardo Ebo - Benguela

 

TIRADAS DA IMPRENSA

 

“Eu chamo de bravo aquele que ultrapassou os seus desejos, e não aquele que venceu os seus inimigos; pois a mais dura das vitórias é a vitória sobre si mesmo”.

ARISTÓTELES

 

“A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento”.

STANISLAW PONTE PRETA

 

“Se as cidades forem destruídas e os campos forem conservados, as cidades ressurgirão, mas se queimarem os campos e conservarem as cidades, estas não sobreviverão”.

BENJAMIN FRANKLIN

 

“O sábio teme o céu sereno; em compensação, quando vem a tempestade ele caminha sobre as ondas e desafia o vento”.

CONFÚCIO

 

BOCAS SOLTAS

A parte final e a mais decisiva do “Top dos Mais Queridos”, promovido pela Rádio Nacional de Angola há trinta e quatro anos, foi rodeada de muita polémica. Depois da eleição da cantora Ary, começou a circular na internet um cartaz que indicava o músico CEF como o vencedor. A organização do evento, reconheceria que, de facto, “houve uma falha da empresa que foi contratada para escrever o nome do vencedor na hora do show”. Ainda assim, os internautas reagiram e os cidadãos apreciadores  compulsivos da boa música angolana conformaram-se com o resultado da nomeação ou torceram, desconfiados, o nariz. Ainda assim, fica na história do “Top dos Mais Queridos” que Ary foi a vencedora, arrecadou um milhão de kwanzas para o seu pecúlio… num percurso de dez anos de participações consecutivas no concurso musical mais emblemático do país.

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“Como todos os concursos, nem sempre existe unanimidade quanto ao vencedor. Desta vez, a “gralha” partiu da própria organização daquele é que considerado por muitos um evento para a consagração da carreira de qualquer artista de valor… Foi a justa vencedora, sim senhor.”

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“Acho que não se tem dúvida alguma sobre a grande popularidade da Ary, uma vez que ela tem trabalhado bastante para  que seja realmente uma das melhores artistas em variados géneros. A sua versatilidade em palco é estonteante; fora outros atributos como a facilidade de saber lidar com o público”.

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“Não sou muito fã das suas obras, mas só o facto dela ter sido nomeada dez vezes consecutivas já é obra. É sinal que sabe escolher a produtora, uma boa equipa de marketing, as músicas que mexem com a juventude internauta e mais: sabe meter de “rastos” as suas concorrentes”.

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“A falha esteve mesmo na organização que timbrou o galhardão de forma errada, mas deve-se notar que ela venceu com muitos votos de diferença. Quanto ao segundo e terceiro classificado, não me estranharia que o “Elenco da Paz” ou o Cef também saíssem vencedores do concurso.Mas ela é, sem dúvida, mais popular que os demais. Ganhou bem!!!”

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“O que se passou, passou. Eu já vi sorteios da FIFA ou da UEFA com piores “bandeiras”… Por mim, nada me leva a acreditar que tenha havido “batota”. Considero uma “falha técnica” que poderia ocorrer em qualquer parte do mundo. Mas como nós, angolanos, passamos a vida inteira a desconfiar de tudo  e todos, houve reacções até de certo modo incompreensíveis”.  

 

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