POLÍTICA

 
17 de June 2019 - às 14:35

P.R. NO FÓRUM EMPRESARIAL RÚSSIA-ANGOLA "COOPERAÇÃO ECONÓMICA ESTÁ MUITO AQUÉM DO DESEJÁVEL"

O Presidente João Lourenço disse que  apesar de se registar um certo dinamismo ao longo dos anos, a cooperação económica entre Angola e a Rússia "ainda está muito aquém do desejável". "Se excluirmos os sectores petrolífero e diamantífero, o investimento directo russo em Angola é bastante incipiente, o que torna mais premente a necessidade de uma cooperação alargada a outros domínios", alertou o Chefe de Estado angolano ao discursar  no Fórum Empresarial Rússia-Angola, na presença de Dmitry Kobylkin, Ministro dos Recursos Naturais e Ecologia da Federação da Rússia, de Serguei Ivanov, Responsável do Conselho Empresarial Rússia-Angola, bem como de   empresários e investidores russos e angolanos

 

Todavia, João Lourenço mostrou-se optimista quanto ao futuro das relações comerciais, salientando mesmo a influência da sua estadia em terras russas."A minha visita se vai afirmar como um importante marco no fortalecimento da cooperação estratégica entre os nossos dois países, não só no domínio político e diplomático, mas também no domínio económico e social, conscientes de que a Rússia tem uma das economias mais dinâmicas e sólidas da Europa e do mundo e pode, por essa razão, investir em Angola em áreas de interesse e com vantagens recíprocas", assegurou.

Para si, a sua visita representou também "uma boa ocasião para aprofundarmos o diálogo e para identificarmos quais poderão ser esses domínios, num momento em que Angola entrou num novo ciclo político e de abertura ao exterior, e possui uma nova visão sobre o papel e a importância do sector empresarial privado e do investimento estrangeiro na economia nacional".

Garantiu que, na medida das suas possibilidades, o Governo angolano tem estado a investir bastantes recursos em infra-estruturas e obras sociais, mas reconheceu que  em domínios tão básicos como água, energia, educação e saúde ainda existe um enorme potencial para a desejada intervenção dos investidores russos.

Entretanto, o líder angolano revelou aos potenciais investidores russos que Angola tem vindo a melhorar o ambiente de negócios e a criar as condições para apoiar o empresariado nacional privado e para atrair o investimento estrangeiro, através de um combate consequente contra a corrupção e a impunidade, da adopção de reformas económicas e financeiras e de medidas tendentes a facilitar os processos burocráticos e a circulação de pessoas.

"A nova legislação sobre o investimento estrangeiro e sobre a concorrência e combate aos monopólios, designadamente a Lei do Investimento Privado e a Lei da Concorrência, assim como a nova política cambial, reduzem drasticamente os entraves ao investimento e garantem maior protecção legal aos investidores estrangeiros", garantiu.  

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