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23 de agosto 2019 - às 09:03

PGR GARANTE: NÃO HÁ PROCESSOS- -CRIME CONTRA JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS

Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola nega qualquer instauração de um processo-crime contra José Eduardo dos Santos, depois de rumores de que o ex-Presidente teria sido notificado pelo DNIAP. A PGR reconheceu recentemente que a notificação enviada ao ex-Presidente do país José Eduardo dos Santos não teve em conta a imunidade de que este goza.

 

Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola nega qualquer instauração de um processo-crime contra José Eduardo dos Santos, depois de rumores de que o ex-Presidente teria sido notificado pelo DNIAP. A PGR reconheceu recentemente que a notificação enviada ao ex-Presidente do país José Eduardo dos Santos não teve em conta a imunidade de que este goza.

Uma nota a que a agência Lusa teve acesso refere que a notificação a José Eduardo dos Santos para comparecer naquele órgão foi emitida por um funcionário da Direção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP). 

O mesmo documento adianta que durante a investigação e instrução processual dos vários processos-crime que correm os trâmites legais contra alguns gestores públicos "poderá ser preciso que o Presidente cessante preste algum esclarecimento para o bem da pessoa notificada".

A PGR salienta que "não foi instaurado e nem sequer existe algum processo-crime contra o ex-Presidente da República, o engenheiro José Eduardo dos Santos". 

Ex-Presidente ainda poderá ser ouvido - Segundo a nota, o funcionário da DNIAP, ao notificar José Eduardo dos Santos, que foi Presidente de Angola 38 anos, "não teve em conta a qualidade da pessoa notificada".

Em declarações à Lusa, o porta-voz da PGR, Álvaro João, explicou que, tendo em conta a imunidade de que o ex chefe de Estado angolano goza por ser igualmente membro do Conselho da República, a notificação deveria ter sido enviada e assinada pelo Procurador-Geral da República ou pelo vice-procurador.

"Quando são essas entidades pode pedir-se a elas que marquem a hora, o local e o oficial desloca-se para a sua audição", esclareceu Álvaro João.

De acordo com o porta-voz, há necessidade de se ouvir o ex-chefe de Estado angolano "por conta dos vários processos em curso, em que muitos dos arguidos para a sua defesa dizem ter recebido ordens" do antigo Presidente. "É muito importante que se faça isso (ouvi-lo) porque muitos mesmo tendo recebido ordens, podem ter extravasado e agora atiram culpas", acrescentou Álvaro João.

Agência Lusa | Deutsche Welle

 

TIRADAS DA IMPRENSA

"Por mais sentimental que possa parecer, os êxtases da natureza são os maiores êxtases do mundo, as estrelas, as montanhas, crianças, bebês sorrindo são mágicos"

-Michael Jackson 

 

"A verdade não é, de modo algum, aquilo que se demonstra, mas aquilo que se simplifica..."

-Antoine de Saint-Exupéry

 

"Nós aprendemos, palavras duras, como dizer perdi, perdi, palavras tontas, essas palavras, quem falou não está mais aqui".

-Chico Buarque

 

"O costume português é deixar-se tudo em palavras mas palavras que são bolas de sabão deitadas ao ar para distrair pequeninos de seis anos"

- Florbela Espanca

 

 

BOCAS SOLTAS

"Tristeza, muitos monólogos, conversas inacabadas e perguntas sem respostas marcaram o dia de ontem, dos Palancas Negras, no Hotel Tolip Al Forsan Resort, a “República das Selecções” em Ismailia, que deixou de contar com a presença de Angola na disputa da 32ª edição da Taça de África das Nações em futebol, cujo título será decidido no dia 19, no Estádio Internacional do Cairo. O dia a seguir “day after” à eliminação dos Palancas Negras, frente às Águias do Mali, face à derrota (0-1), na conclusão do Grupo E, foi de lamentos e acusações. Nas conversas, à mesa do pequeno-almoço e no hall do hotel, questionou-se a falha da estratégia virada para a vitória, porque o empate apurava os dois países para os oitavos-de-final, enquanto outros defendiam que o ambiente criado à volta da Selecção Nacional, antes do jogo com a Mauritânia, fez ruir o que restava da estrutura do grupo"-  Foi assim que o correspondente do Jornal de Angola,no Egipto, Honorato Carlos Silva,descreveu o estado d'alma dos Palancas Negras, acabados de ser eliminados do CAN. Por cá, o desalento da maioria dos cidadãos não foi diferente e desabaram, cada um à sua maneira:

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" Com tanta  desorganização dos dirigentes do nosso futebol não se esperava outro resultado. Infelizmente, os culpados de mais um descalabro da nossa selecção nacional de futebol não irão reconhecer os erros. Vão deixar de fazer o que, por exemplo, se faz noutras partes do mundo: demitir-se dos cargos e assumir as suas responsabilidades"

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"O que me afigura mais constrangedor é o facto de  os atletas continuarem a acreditar em algumas promessas, pois várias vezes acontece a mesma coisa. É que  os que detêm a liderança dos processos administrativos e financeiros pecam por um defeito:não cumprem e, pior ainda, não há ninguém neste país que os faça desaparecer do mundo do futebol de alta competição"

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"A imprensa sempre avisou que com uma competição interna tão pobre e mal organizada, as nossas representações nacionais raramente irão longe. E quando se alcança algum feito extraordinário ou é por acaso ou é porque Deus ainda sente pena de nós.Depois de mais esta eliminação, mais umas conversas e tudo voltará à normalidade: temos um futebol deorganizado!"

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"Eu prefiro esquecer o que se passou fora do campo, nos bastidores das discórdias,  dos boatos e da irresponsabilidade . Não me interessa recordar o que se passou fora das quatro linhas, porque dentro delas, vimos uns rapazes a dar tudo pela nossa bandeira nacional e penso mesmo que, mais do que ninguém, eles queriam chegar o mais longe possível. Mas , como sempre, há quem lidera estas coisas do futebol com olho no dinheiro e esquecem-se que para obtê-lo é preciso trabalhar bem, com honestidade intelectual!"

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"Bom, eu não vou nesta conversa que a Federação ou o Ministério da Juventude e Desportos não tenham assumido as suas responsabilidades a tempo e horas, no que diz respeito aos pagamentos devidos aos atletas, quer na fase da preparação como competitiva. Porquê? Porque , para mim, os culpados foram os jogadores e a equipa técnica, pois se  não viajassem para o estágio ou para a competição, nada disto aconteceria... E matavam logo o problema pela raiz". 

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