MUNDO

 
6 de maio 2017 - às 06:37

PERSISTE A TENSÃO NA PENÍNSULA COREANA

Dos dois lados despontam líderes imprevisíveis. Kim Jong-un, desde a Coreia do Norte alertou os Estados Unidos de que não aceitará provocações na região, dizendo que o seu país está pronto para responder a qualquer ataque. Já Donald Trump, dos Estados Unidos da América, avisa que o problema da Coreia do Norte “será resolvido”

 

Coreia do Norte cmemorou em Abril o 105º aniversário do nascimento de seu Presidente fundador, Kim Il-Sung com um desfile militar em Pyongyang, numa demostração de força em que ressaltou a possibilidade daquele país ter novos mísseis intercontinentais, que podem ser lançados de submarinos. É que foram mostrados, pela primeira vez, o que pareciam ser mísseis balísticos Pukkuksong, que são lançados de submarinos e podem viajar mais de mil quilómetros.

Especialistas em armas, citados pela BBC, dizem ter visto também dois novos tipos de mísseis balísticos intercontinentais, mas ainda não está claro se foram testados. 

É público que a Coreia do Norte pretende colocar uma ogiva nuclear em um míssil balístico intercontinental, que consiga atingir alvos ao redor do mundo. Até agora, cinco testes nucleares já foram realizados. 

Donald Trump não demorou em responder. O presidente americano disse que "o problema da Coreia do Norte" seria "resolvido". "Se a China decidir ajudar, seria óptimo. Se não, resolveremos o problema sem eles", afirmou. É que até aqui não está clara qual é a posição da China sobre o comportamento provocador de Kim Jong-un tendo em conta que os chineses são velhos aliados dos norte coreanos. 

Para deixar bem claro de que lado está os Estados Unidos da América enviou para a Coreia do Sul o seu vice-Presidente, Mike Pence que fez um périplo de 10 dias à Ásia. O navio porta-aviões USS Carl Vinson e um grupo táctico também foram enviados para a península coreana. "Estamos enviando uma armada muito poderosa", disse Trump à rede de TV Fox Business. "Ele (Kim Jong-un) está fazendo a coisa errada. Está cometendo um grande erro", acrescentou.

Com os últimos desenvolvimentos persiste a tensão da península coreana apesar da maior parte dos analistas ouvidos serem unânimes em acreditar que dificilmente os Estados Unidos vão afectivar um ataque militar à Coreia do Norte, porque tal desencadearia certamente uma guerra nuclear de efeitos devastadores, tendo em conta o arsenal bélico do país de Kim Jong-un. 

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