PAÍS

 
22 de junho 2018 - às 06:28

P.R. REFORÇA LAÇOS ECONÓMICOS E ACENA À FRANCOFONIA

A França acolheu no passado mês de Maio o  Presidente da República de Angola, constituindo-se no primeiro país europeu a ser visitado oficialmente por João Lourenço que já lá tinha estado, mas na qualidade  de candidato às eleições presidenciais registadas em 2017. "Não muitos tiveram este privilégio, portanto, eu considero isso um grande sinal de confiança e, em jeito de retribuição, nós decidimos escolher a França como o primeiro país da União Europeia a visitar oficialmente", disse o Chefe de Estado angolano, que  ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, manifestou o  desejo de Angola estabelecer "uma verdadeira parceria estratégica" com aquele gigante político e económico da União Europeia

 

FRANÇA RECEBE PRIMEIRA VISITA OFICIAL DO CHEFE DE ESTADO A UM PAÍS EUROPEU 

Emmanuel Macron declarou-se "muito sensível" por João Lourenço "ter escolhido França para primeiro destino na Europa desde a sua eleição". Manifestou-se "muito empenhado no reforço das relações entre França e Angola" e disse que se trata de uma "etapa suplementar para reforçar a cooperação em todos os domínios", incluindo o militar e de segurança marítima.

O objectivo da estadia do Chefe de Estado angolano foi claramente para reforçar os laços de amizade e de cooperação em todos os domínios e João Lourenço destacou neste contexto  a educação, a cultura, a política, defesa e a segurança. Uma vez mais, a comitiva presidencial, à semelhança do que aconteceu com as anteriores visitas oficiais aos países africanos, foi integrada por dezenas de empresários de diversos ramos da  economia. A iniciativa presidencialista começa a ser notada à luz dos esforços  que o governo está a empreender na diversificação da economia, no sentido de não mais depender  fortemente das receitas provenientes do petróleo.

Os referidos empresários, grande parte dos quais membros de diferentes associações nacionais, desdobraram-se em contactos  com os seus parceiros, no quadro do "recado" dado pelo próprio presidente da República em diversos encontros registados no país. João Lourenço esteve em França e lá não só  desejou que as relações económicas inter-estatais saíssem mais fortes com a sua visita, como deixou expressa a sua vontade de ver o empresariado privado francês e angolano a fazer investimentos em ambos os países.

"Agradecemos o facto de ter criado a oportunidade para que os membros do meu Governo e a delegação empresarial que trazemos – não muito grande mas expressiva – possa ter esta tarde a ocasião de se encontrar e de trabalhar com pelo menos 80 das principais empresas públicas e privadas da França.

Agradecemos igualmente a oportunidade que nos criou em incluir no programa a visita a algumas importantes instituições, começando pela UNESCO, que tivemos a possibilidade de visitar esta manhã; o Liceu Politécnico que nos deixou bastante impressionados pelo nível de investigação científica ali realizado e as empresas quer no campo da aeronáutica mas sobretudo no campo da agropecuária que teremos a oportunidade de visitar na cidade de Toulouse", disse, no momento em que participava numa conferência de imprensa  ao lado do seu homólogo francês.

Entretanto, soube-se que Angola poderá pedir a adesão à Commonwealth - a comunidade que junta os países de língua inglesa. Esta decisão foi anunciada pelo ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, poucos dias depois do Chefe de Estado angolano ter visitado a República francesa.Na sua conta de Twitter, Johnson assinalou que seria esplêndido que Angola se queira juntar à família da Commonwealth."Saudamos o empenho do Presidente Lourenço em fazer reformas, no combate à corrupção e na melhoria dos direitos humanos. Esperamos saudá-lo brevemente no Reino Unido", escreveu. 

Copyright © Figuras & Negócios - Todos os direitos reservados strong>

Contato
Home
Acervo Digital