PONTO DE ORDEM

 
26 de July 2021 - às 09:08

OS "RECADOS" DO PRESIDENTE

"No que concerne ao combate à corrupção e à impunidade, o país vem dando passos corajosos desde os finais de 2017, investigando, julgando e condenando servidores ou ex-servidores públicos de todos os escalões, desde os níveis de município, província e do próprio Executivo central, da Assembleia Nacional e de empresas públicas de grande dimensão, com a imparcialidade necessária para o sucesso desta causa", disse o Presidente.

 

São raros os discursos do Presidente da República em que não se alerta para a necessidade de se dar continuidade ao combate à corrupção. São permanentes os seus apelos, os seus "recados"( para dentro e para fora) que este combate é de todos e para cada um dos angolanos conscientes dos estragos que se fez ao longo de mais de três décadas às suas vidas, ao curso normal que a economia do país devia tomar; uma economia deixada de rastos, um mar de dificuldades sociais em que as populações foram mergullhadas por culpa de muitos "chicos espertos"; um presente de felicidade adiado, sem perspectivas de um futuro melhor.


A verdade é que o Presidente jamais baixou a guarda, embora no poder muitos ainda tentem à todo o custo sobreviver à estratégia delineada por si desde a sua tomada de posse em 2017.


Em Março deste ano voltou à carga, transmitindo a esperança de que a batalha será dura e é para durar...No discurso de abertura do ano judicial, João Lourenço reiterou mais um "recado" aos que teimam em levar a cabo os estratagemas de sempre: enriquecer-se à custa dos cofres do Estado porque que ainda se acham protegidos pela impunidade. Eles estão escondidos dentro das instituições do Estado, continuam a desfrutar dos sucessivos saques, do roubo, da constituição de autênticas associações criminosas.
Diante dos magistrados judiciais defensores de um novo paradigma de vida que todos querem,que a maioria quer , reafirmou que continuará este combate duro em direcção à prevenção e combate à corrupção e à impunidade, contra o tráfico de drogas e de seres humanos, a imigração ilegal, o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo e armas de destruição em massa.


Apesar de um certo cepticismo em alguns sectores políticos fundamentalmente, a sua mensagem continua a ser encorajadora.Devia-se levar tudo isto mais à sério por todos, indiscriminadamente.Sobretudo por quem ainda ande sentado no "muro da vergonha" e não são poucos os que não acataram que a justiça demora, mas chega...Sempre!


"No que concerne ao combate à corrupção e à impunidade, o país vem dando passos corajosos desde os finais de 2017, investigando, julgando e condenando servidores ou ex-servidores públicos de todos os escalões, desde os níveis de município, província e do próprio Executivo central, da Assembleia Nacional e de empresas públicas de grande dimensão, com a imparcialidade necessária para o sucesso desta causa", disse o Presidente.


Os "recados" são constantes.João Lourenço, diga-se o que se disser dele...não baixou a guarda e sabe que não pode fazê-lo.Nunca.Conhece as "armadilhas" e com quem deve contar. "Forças internas e externas ligadas aos que mais delapidaram o erário público, organizam campanhas com vista a denegrir e desacreditar a Justiça angolana e o Estado angolano no geral, mesmo com tantos exemplos concretos de indiciados, arguidos e alguns já condenados, numa demonstração real do comprometimento das instituições do Estado e da Justiça angolana na luta contra a corrupção",salientou no referido discurso de março.


Para os mais atentos, para os conhecedores da verdadeira "teia" montada durante muitos anos para que se continuasse a delapidar os bens públicos,a tarefa do Presidente não tem sido fácil.É demasiado complexa, vai durar o que durar, mas a verdade é que não desistiu de levar avante os seus propósitos nobres.


Desde já, foram elucidativos os seus "recados" aos barricados, aos que se consideram ainda "influentes", com força e dinheiro suficiente para circularem impunemente pelos salões do saque."Na defesa dos interesses dos que vêm o seu castelo a se desmoronar de forma inexorável, procuram reverter a situação fora dos tribunais, como se isso ainda fosse possível.Pretendem ser eles a comandar a acção da Justiça angolana envolvendo o Chefe de Estado, a ponto de determinarem quem deve ser indiciado. É evidente que isto está, à partida, condenado ao fracasso".
A luta, esta vai continuar ainda por um longo tempo. O sistema de justiça tem de ser aprimorado, modernizado, bem apetrechado, pois os ditos impunes e imunes têm reforçado as suas estratégias; não vão desistir de levantar barreiras, movimentar mundos e fundos para que a luta contra os seus "apetites" se torne cada vez mais duradoura.

 

Victor Aleixo
victoraleixo12@gmail.com

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