MODA & BELEZA

 
26 de novembro 2015 - às 19:36

OS OLHOS POSTOS NA MODA MADE IN ÁFRICA

Já temos padrões, mas para que a moda a nível do continente evolua, é preciso que haja um investimento na formação e na industrialização a nível do continente.

 

Quando se pensa em África os primeiros pensamentos que ocorrem são os da pobreza e de todos os problemas que assolam o nosso continente.

A moda pode ser considerada como uma forma de comunicação do ser humano à sociedade ela é intrínseca a vida de toda a sociedade. Mesmo aqueles que dizem não se importar com o que vestem acabam,  de alguma forma, sujeitos às variações dos modismos. Afinal de contas, moda não é apenas vestir, é um conjunto de informações que orientam costumes, comportamentos e variam no tempo e na sociedade,

Aí estão incluídos, além da roupa e adornos , a música, a literatura, hábitos, enfim, tudo com o tempo e que a cada época é ditado por determinada tendência.

Sem abandonarem as suas raízes, os designers africanos há muito abraçaram novas ideias e continuam a expandir-se, espalhando a sua influência por todo o mundo, ao mesmo tempo que se mantêm em sintonia com a evolução dos gostos em África. Têm normalmente propensão a aliar uma estética tribal inspirada na natureza às tendências ocidentais.

Estão  a fazer um trabalho mais contemporâneo, com um toque mais mundial. Influenciados pelas tradicionais longas saias envolvidas à volta do corpo, blusas a combinar e a espécie de turbante usado pelas mulheres, os designers estão a criar tailleures justos ao corpo ou saias lápis mini nos muito adorados tecidos ankara, estampados com cores ousadas e designs enérgicos, anteriormente conhecidos como tecidos Dutch Wax. A sua mensagem é direcionada para aqueles cuja única percepção do continente está ultrapassada: o estilo e criatividade africanos vão bem além do que é muitas vezes mostrado nas televisões ocidentais.

África é um novo centro emergente de moda. A Europa e a América estão bastante saturadas em termos de moda. Se pensar em Prada e Gucci, há quase uma em cada esquina .

À medida que o interesse nos  designers africanos cresce, muito ainda terá de ser restruturado  em África, eles têm  de lidar diariamente com difíceis condições de trabalho que levam  outros a transferirem o seu negócio para bases no estrangeiro. Problemas de infraestruturas, como a falta de eletricidade consistente, a falta da industria têxtil, etc.  persegue os designers em países como Angola.  Outros têm de lidar com problemas de direitos de autor, uma vez que muitos países africanos não têm leis que abranjam a indústria da moda.

Mas a moda africana está a crescer e a ficar mais ousada em casa  e a começar a estar no radar das casas de moda e revistas de estilo nos outros continentes.

 

“Não é o talento que não existe. Mas o próximo passo é aumentar a produção”. 

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