ECONOMIA & NEGÓCIOS

 
6 de setembro 2017 - às 08:10

OS GANHOS DA FILDA 2017

Com uma área estimada de 16 mil metros quadrados, a Feira Internacional de Luanda (FILDA) realizou-se na Baía de Luanda com o lema “Diversificar a economia e potenciar a produção nacional, visando uma Angola auto-suficiente e exportadora"

 

Criado com o propósito de contribuir para o desenvolvimento da economia e aporte à indústria nacional, o evento assume já uma grande notoriedade internacional, a contar pelo interesse crescente de importantes agentes estrangeiros, que todos os anos reiteram e reforçam a sua participação no evento. 

A edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA) 2016 inicialmente marcada para os dias 19 e 24 de Julho, não se realizou devido a conjuntura económica do país. A situação económica, dificuldades de importação de materiais e o acesso às divisas foram apontadas como sendo os constrangimentos para a não realização do evento.

Entretanto, alguns expositores defenderam que a falta de divisas poderia criar sérios problemas na manutenção dos técnicos e outros quadros provenientes do exterior que iriam participar na maior bolsa de negócios angolana.

Muitos países demonstraram o interesse em participar na referida edição de 2016, como a Argentina e o Uruguai, outros manifestaram que tinham encontrado sérias dificuldades para estarem em Luanda. 

As empresas do sector petrolífero foram as que demonstraram maior preocupação, pelo facto de ainda vivermos em situação da crise do ramo dos petróleos. Outras empresas angolanas do sector petrolífero ou que prestam serviços ao Estado encontravam-se também condicionadas devido aos atrasos que ainda se verificam em alguns pagamentos de serviços.

De referir que a Feira Internacional de Luanda é uma empresa privada com capitais privados constituída em 2007 com a missão de promover as potencialidades do mercado angolano como forma de angariar investimento directo. Com impacto da sua acção, a FIL gerou um volume de negócios superior a USD 400 milhões/ano. Já em 2015, a feira atingiu uma facturação de cerca de USD 11 milhões.

Apesar do referido evento não ter sido realizado em 2016, a feira tem se afirmado, ao longo destes anos, como um espaço catalisador de oportunidades de negócio, sendo sem sobra de dúvidas o mais importante trade show do país.

Este ano a realização do evento foi uma iniciativa do Ministério da Economia, e a promoção do evento esteve a cargo do grupo Arena, entidade escolhida para o efeito. 

O evento contou com a participação de 15 países convidados com destaque para África do Sul, Turquia, Espanha, Portugal e Alemanha. Um aspecto digno de realce nos últimos anos, centra-se na aposta da organização no sentido de atrair um público muito ligado ao negócio, o que levou a uma especialização por sectores, a forma encontrada para tornar mais eficaz os acordos de parceria e negócio estabelecidos no recinto. Por outro lado, e tendo em conta a captação de um público jovem e em particular os estudantes universitários, a administração tem optado por uma ligeira redução do preço dos ingressos, o que obviamente estimula o referido público.

A FILDA é a oportunidade concreta de países como Portugal, Brasil, Alemanha, Espanha, África do Sul, entre outros, internacionalizarem as suas empresas e garantirem a exportação de seus produtos e serviços.

O tema escolhido para 33ª edição (FILDA) 2017 é sugestivo, numa altura em que o crescimento económico tende para o abrandamento, em que o país carece de reformas estruturais com vista à consolidação do mercado interno, bem como, o reforço da diversificação da económia, para que se operem maiores taxas de crescimento. Nesta perspectiva, os períodos de crise são interessantes para repensar e implementar novos modelos de crescimento, com um enfoque no sector agricultura, de referir, que este sector, juntamente com o das pescas são responsáveis por cerca de 11% do PIB nacional.

A última edição do evento realizado em 2015 contou com centenas de empresas de cerca de 35 países de África, Ásia, América e Europa que actuam em diversos sectores de actividade. Dentre as várias actividades realizadas destacaram-se os “Fóruns Angola/Itália no sector da Agricultura e da Indústria Alimentar”, “Luanda Investment fórum 2015”, “Fórum económico Alemanha/Angola”, “Encontro técnico Italo-angolano no sector das pescas”, “Apresentação da Carta de Milão” e “Lançamento da Plataforma multicanais/Home banking BPC”.

A Feira de Negócios é uma plataforma presencial; é a maior e mais diversificada montra do sector produtivo; as feiras geram negócios para grandes, médias, pequenas e microempresas; além de que num mesmo lugar, indústria, empresários empreendedores, podem negociar e criar parcerias. 

Para participar de uma feira de negócios a empresa deve actuar com pesquisa, planeamento e trabalho em equipa. E é uma oportunidade de negócios para expositores eficientes e bem preparados, venderem seus produtos.

A promoção comercial é uma actividade viva e dinâmica em constante mutação. Desde que esses eventos ofereçam propostas de valor alinhadas às características da economia angolana, será sempre uma mais-valia quer para os negócios em concreto, quer para a economia da cidade. Luanda tem vindo a realizar vários eventos multissectoriais de cariz internacional, que exigem uma capacidade de resposta do sector hoteleiro, porque a cadeia produtiva do sector de Feiras de Negócios é havida as opções de gastronomia, hotelaria e lazer existentes na capital. 

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