MUNDO

 
27 de November 2020 - às 17:31

O SARS-COV 2 DE “A” a “Z”

A peça que se segue retrata o que se passa em termos globais o que vai pelo mundo; um planeta que terá acordado assustado, despreparado e com um futuro imprevisível , desde que em finais do ano passado os chineses anunciaram a existência do Covid 19, a doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que rapidamente se propagou e transformou os biliões de habitantes da Terra reféns

da provavelmente mais desejada vacina do século, capaz de imunizá-los desta pandemia.

De A a Z, vamos ver como o nosso mundo se comportou, até Setembro, diante deste “inimigo invisível, traiçoeiro e letal” que colocou de sentido todos os líderes políticos mundiais, religiosos, imensas figuras renomadas das ciências, enfim, a inteligência humana juntou-se para que, em diferentes trincheiras, se munisse de todas as estratégias possíveis e imaginárias e, finalmente pudesse lutar contra este novo corona vírus que já matou mais de 1 milhão de pessoas.

 

A HUMANIDADE TORNA-SE REFÉM E VERGA-SE DIANTE DO CORONAVÍRUS MAIS LETAL DE SEMPRE

ANGOLA - Numa altura em que o continente afrIcano alcançou a cifra de mais de 1.4 milhões de infecções confirmadas em todas as suas regiões, e infelizmente registadas mais de 35 000 mortes, Angola acaba de se revelar como o sexto país da SADC com maior número de casos de Covid 19 ( mais de cinco mil), posicionando-se na trigéssima sétima posição em África.

Recorde-se que foi exactamente no dia 21 de marco de 2020, que foram anunciados os primeiros dois casos de Covid-19 em Angola.

O país venceu barreiras enormes, tem recebido o aplauso da comunidade internacional médica pela forma como soube travar a pandemia. Os primeiros dois casos importados surgiram e rapidamente o Governo decretou, pela primeira vez na sua história, o Estado de Emergência, sinalizando deste modo que o quadro epidemiológico, mais tarde ou mais cedo, mereceria a tomada de medidas enérgicas,algumas das quais claramente impopulares, no sentido de conter o máximo possível a propagação da doença, quer em Luanda como nas restantes províncias. E, sempre nesse sentido, o Estado fê-lo também com a instauração do Estado de Clamidade Pública, que, por seu turno, foi sendo reforçado com medidas excepcionais, umas mais ou menos rígidas que outras, sempre com o intuito de se evitar os estragos nefastos da doença.

Ao longo destes últimos sete meses, o Estado foi obrigado a investir tudo o que tem e não tem para que se munisse de meios financeiros, recursos humanos e materiais capazes de acompanhar a evolução do quadro que, em definitivo, colocou o país inteiro numa situação económica e social deplorável, principalmente a nível das populações mais vulneráveis. Tudo isto aconteceu num ambiente económico muito frágil à escala mundial, principalmente no que diz respeito ao continente africano que era apontado como o território mais fragilizado à escala planetária, já que os seus sistemas nacionais de saúde sempre exibiram sinais de ineficácia gritantes.

Aliás,a primeira leitura pouco optimista da OMS, considerada “desastrosa” por muitos especialistas, previa, para o caso de Angola, a existência de números de casos infectados a raiar os 45 mil. Ora, até Setembro, foram registados apenas cerca de cinco mil infectados. Segundo o África CDC, a África Austral é a região do continente que continuou a registar o maior número de casos de infecção e de mortos. Só na África do Sul, o país mais afectado,foram nesta altura registados 674.339 casos e 16.734 mortos.

 

B.- BRASIL- Continua preocupante o número de casos registados no país irmão sul-americano, pois desde o início da pandemia, em Dezembro do ano passado, morreram mais de 150 mil pessoas.O total acumulado de casos confirmados no país, até 30 de Outubro, estava quase a atingir a cifra dos cinco milhões.Dados divulgados pelas autoridades da Saúde, revelavam que São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados que concentram o maior número de casos positivos da doença, com amostras de mais de 200 mil de pessoas afectadas pela doença em cada um deles.

 

C- CORONAVÍRUS - A doença transmite-se através de gotículas produzidas nas vias respiratórias das pessoas infectadas. Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dificuldade em respirar. Foi em Wuhan,cidade localizada no centro da China, que o novo coronavírus terá sido detectado no final de dezembro do ano passado. De lá para cá, transformou-se numa pandemia que já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 35 milhões de casos de infecção em todo o mundo. Wuhan é a capital e maior cidade da província de Hubei na China e a cidade mais populosa da China Central, com uma população de mais de 10 milhões, a sétima cidade mais populosa do país. De acordo com a Wikipédia, actualmente, Wuhan é considerada o centro político, económico, financeiro, comercial, cultural e educacional da China Central. Devido ao seu papel fundamental no transporte doméstico, Wuhan é às vezes chamado de "Chicago da China" por fontes estrangeiras.

 

D.- DONALD TRUMP - Acaba de bater o record infeliz de cerca de 1 milhão de mortos. E apesar destes números dramáticos, prosseguia com um Presidente que, inicialmente, transformou numa piada o surgimento de mais e mais casos da doença.

Um Presidente que acabou por anunciar que ele mesmo estava infectado. Entretanto, para trás ficava uma atitude absolutamente “ irresponsável e egoísta” face às leituras que o Chefe de Estado mais poderoso do mundo fazia sobre a situação epidemiológica do seu país e dos concidadãos.

E.- ESTADOS UNIDOS – As Nações Unidas adiantam que na questão de casos da doença, os EUA lideram o ranking, com mais de 7 milhões, seguidos pela Índia ( mais de 6 milhões), Brasil ( mais de 4 milhões ) e a Rússia ( mais de 1 milhão). Rezam as estatísticas que, apesar de Nova Iorque não ser mais o estado com maior número de infecções, a verdade é que este centro de negócios mais importante do mundo, ainda é o que mais tem sofrido com as estatísticas das mortes nos Estados Unidos, com mais de 30 mil, muitas mais que países como o Peru, França, Portugal ou Espanha.

O Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington estimou, em Setembro, que nas eleições presidenciais agendadas para 3 de Novembro, os Estados Unidos vão chegar às 240 mil mortes e a 31 de dezembro às 370 mil.

 

F. F.M.I. - Nem todos os gráficos enumeram tragédias. Provavelmente com um sorriso nos lábios, vários economistas angolanos terão recebido esta notícia: “FMI sobe ajuda a Angola para 4,5 mil milhões de dólares”. Parte deste “bolo” será para dar continuidade aos planos de contenção da propagação do coronavírus no país, como é evidente.

Revelada no mês de Setembro, o país sentiu um certo alívio, pois as suas provisões financeiras eram já preocupantes e foram gravemente afectadas pela chegada da pandemia que “limpou” praticamente os seus recursos no tesouro terrivelmente desfalcado pelo anterior regime.

A instituição financeira internacional levou em consideração o facto de "a economia de Angola ter sido duramente atingida por um choque multifacetado com origem na pandemia de covid-19 e no declínio dos preços do petróleo", reconhecendo que as autoridades adoptaram medidas atempadas para lidar com os desafios co-relacionados.

 

G.- GUERRA- Poder-se-ia colocar em duas grandes aspas esta palavra, mas o facto é que se começa a assistir uma guerra autêntica entre os estados quanto à descoberta, distribuição e/ou comercialização da substância milagrosa que vai tirar do susto global todas as nações do mundo inteiro, sem distinção de raças, religião, tribos ou etnias. A vacina já terá sido descoberta, dizem alguns; outros dizem ser detentoras da mais eficaz e rápida; surgem as indústrias farmacéuticas com o olho posto no lucro …

Enfim, as guerras se acentuam de Norte ao Sul, do Oriente ao Ocidente. Mas, pela primeira vez na história das ciências médicas, quase todas as academias terão chegado a uma conclusão: é uma boa guerra!.

 

H.- HOSPITAIS- Trata-se de uma aposta colocada por cima da mesa logo no início da instalação do novo coronavírus no país e que, pelos vistos, terá sido bem sucedida, pois o governo não poupou recursos para levar adiante o seu programa multisectorial de prevenção e combate do Covid 19. Muitos hospitais de campanha e unidades consideradas de referência continuam a ser erguidas para tratamento dos milhares de casos positivos que foram diagnosticados nas comunidades.

As unidades hospitalares erguidas neste período, apresenta a sua “qualidade” bem localizada em Luanda - o “epicentro” da doença em Angola- logo, o que absorve o maior número de hospitais especializados para o tratamento do novo coronavírus (mais de 5), destacando-se o que está plantado na Zona Económica Especial (ZEE), no município de Viana, numa área de oito mil metros quadrados.

De acordo com o único jornal diário do país, este hospital conta com mais de 30 ventiladores e 140 camas para os cuidados intensivos, um laboratório de análises, monitores, bombas de perfusão e infusão, máquinas de hemodiálise e para raio x, bloco operatório, área de esterilização, entre outros compartimentos e serviços.

 

I.-ÍNDIA - É uma das dezenas potèncias nucleares, mas, tal como todas as outras, como o vizinho Paquistão, por exemplo, com quem tem mantido uma guerra secular, por vezes bastante sangrenta, não consegue safar-se da estatísticas elevadas de mortes em consequência dos ataques do SarS CoV 2. Nos últimos dias, a segunda vaga de ataques ultrapassou a fasquia das 550 mortes.As vítimas fatais ultrapassam as 110 mil. Este enorme país superou os 7,5 milhões de contágios desde o início da pandemia, mantendo-se como o segundo país no mundo mais afectado, atrás dos Estados Unidos.

 

J.- JOÃO LOURENÇO- É uma figura central que determinou imediatamente a adopção de medidas para minimizar os estragos do novo coronavírus, facto que inclusive a comunidade internacional reconheceu e apelou para que vários estados do mundo, em dado momento, seguisse o exemplo do país africano.As estatísticas imaginadas pela OMS apontavam que até setembro Angola estaria a registar mais de quarenta e cinco mil infecções. Todavia, foi possível conter estes números, fruto da declaração do Estado de Emergência e posteriormente o Estado de Calamidade Pública, decretadas pelo Presidente João Lourenço, e todas as medidas envolventes de prevenção e combate da doença, a par da instalação de unidades laboratoriais,de tratamento,centros de quarentena e a importação de equipamentos, bem como a ajuda internacional em recursos humanos, materiais e técnicos desde Março passado. “ Logo depois de a OMS ter declarado o surgimento do SARS-COV2 como Emergência de Saúde Pública Global, o Executivo angolano mobilizou-se rapidamente, tendo criado a Comissão Multissectorial para a Prevenção e Combate à Covid-19 e elaborado um Plano de Contingência com orientações precisas sobre a resposta à pandemia, a fim de se planificar, de modo eficiente, a mobilização de recursos humanos, materiais e financeiros adequados”, disse o Chefe de Estado angolano.

L.- LUANDA - É o centro de todos os males, pecados, privilégios; é o centro de negócios, enfim, para o mal e para o bem a capital do país tem o estatuto de, a apartir dela, se sentir o “coração” onde pulsam todas as sensações, boas e más, de um país que gira à volta dela.Foi aqui que o vírus começou a atacar…Embora tivesse sido contido em cerca de três meses através de uma apertada cerca sanitária, o SarsCov 2 acabou por se escapar, tomando conta do país. Neste momento, Luanda sente-se de certo modo “culpada” por ter estado a registar mais de cem infecções diárias e é a que mais enegrece as estatísticas.

 

M- MUNDO – O mundo superou nos finais de Setembro a marca de 1 milhão de mortes provocadas pelo novo coronavírus, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Esta academia revela que “em nove meses de pandemia, o mundo demorou seis meses para atingir os primeiros 500 mil óbitos e apenas outros três para contabilizar a mesma quantidade, o que mostra que a doença ainda está longe de ser controlada”. Na Europa, regista-se uma nova onda de ataque quase generalizado do vírus e existem populações que se enontram à beira do desespero por verem as suas economias completamente arrasadas, sem que se preveja a sua recuperação num curto espaço de tempo.

 

N.- NÚMEROS - Tudo indica que até finais de Outubro, teremos o alarmante número de pessoas inectadas:40 milhões!E mais de 1 milhão e 500 mil óbitos…Da maneira como estes são díspares, em constante evolução para um negativismo atroz,quer para a vida das pessoas como para as economias dos estados, os números continuam a assustar-nos.

Os países com maior número de casos no nosso continente são a África do Sul, Egipto, Nigéria, Gana, Argélia, Camarões, Marrocos, Côte d´Ivoire, Sudão e República Democrática do Congo, representando 81 por cento dos casos continentais.

Os últimos dados chegados às redacções, até Setembro, dão conta que quanto aos mais de 7,24 milhões de testes realizados no continente, a Região Sul conta 39,3 por cento (2.845.048), Norte 24,0 por cento (1.733.948), Leste 19,6 por cento (1.415.991), Oeste 13,8 por cento (1.000.473) e Centro 3,3 por cento (243.885).

 

O.- ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS - "O mundo atingiu uma marca

angustiante, a perda de um milhão de vidas por causa do coronavírus. É um número desconcertante, mas não devemos nunca perder de vista uma única vida sequer. Eram pais e mães, esposas e maridos, irmãos e irmãs, amigos e colegas. A dor foi multiplicada pela ferocidade dessa doença", afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. ONU, que terá de exercer um papel mais acutilante na distribuição das vacinas, tendente a frenar as tentativas das indústrias farmacéuticas monopolizarem um negócio que se espera tremendamente lucrativo.

Aliás, os países que se encontram na linha da frente do “negócio” das descobertas já se preparam para entrar no mercado em força e geralmente estabelecem as próprias regras, visando unicamente o lucro ou a defesa intransigente da hegemonia das marcas domésticas dos medicamentos, com cada um tentando declarar-se o “salvador” da raça humana.

Guterres não tem dúvidas: diante das expectativas de uma vacina, é preciso deixar claro que “não há panaceia numa pandemia”. Para ele, somente essa alternativa não poderia, por si só, resolver a crise no curto prazo.Para si, qualquer futura vacina tem de ser vista como “um bem público global, disponível e acessível para todos, porque a Covid-19 não respeita fronteiras.”

 

P.- PRESIDENTE- Há que assinalar, uma vez mais, o esforço pessoal evidenciado pelo Presidente da República e o executivo que lidera o combate à Covid 19, num momento em que o Sistema Nacional de Saúde dava sinais claros de absoluta decadência;as suas fragilidades foram destapadas com a chegada deste pandemia que não poupou sequer outros sistemas nacionais de saúde muito melhor apetrechados quer em meios humanos como materiais. O Presidente e sua equipa chamaram à si a responsabilidade de construir , de raiz, várias infra-estruturas sanitárias em diversas.O Hospital localizado nos arredores de Luanda, na ZEE, dispõe de nove naves para mil camas é um bom exemplo. A infra-estrutura sanitária, orçada em mais de mil milhões de Kwanzas, conta com serviços de cuidados intensivos, intermédio e atendimento geral, com médicos e paramédicos, e está preparada para eventuais surtos, como cólera, febre amarela e marburg”.

De acordo com o J.A., este hospital conta com mais de 30 ventiladores e 140 camas para os cuidados intensivos, um laboratório de análises, monitores, bombas de perfusão e infusão, máquinas de hemodiálise e para raio x, bloco operatório, área de esterilização, entre outros compartimentos e serviços.

 

Q.- QUANTIDADE- Há quem comece já a fazer um enorme estardalhaço noticioso para que tome a dianteira da liderança global do ataque ao tratamento do coronavírus.Anunciam quantidades astronómicas de meios e equipamentos fabricados ou não internamente, como é o caso da possibilidade de se utilizar cerca de 10 mil aviões para entregar vacinas por todo o mundo.As estimativas da indústria aeronáutica são animadoras.Pretende-se que naquela que é considerada a “maior ponte aérea jamais realizada no mundo”, se utilize o equivalente a 8.000 Boeing 747, disse, por exemplo, a International Air Transport Association (IATA), organização que representa as companhias aéreas.Para tal, serão utilizados centenas de aeroportos de grande ou pequeno porte no mundo inteiro e em diferentes condições climatéricas.

Por diversos fontes noticiosas sabe-se que esta, sim, será “a maior missão do século para a indústria aérea de carga”, tal é a quantidade de doses da vacina que cada pessoa deverá levar para que seja imunizada, a partir de 2021.

O transporte exigirá “precisão quase militar” e instalações refrigeradas numa rede de locais onde a vacina será armazenada. Cerca de 140 vacinas estão em desenvolvimento e cerca de duas dúzias estão agora a ser testadas em pessoas, destacam as fontes.

 

R.- RÚSSIA- O país liderado por Putin é um dos que detém o mais elevado índice de contágio do Covid 19 na Europa, mas também é aquele que , segundo os seus dirigentes, está mais adiantado em termos de pesquisas e descobertas científicas, numa altura em que todas as potências industriais estão em competição feroz para garantir a hegemonia geo-política e económica. A Rússia nada fica a dever às outras nesta corrida e tudo indica que, apesar da desconfiança dos seus “inimigos”, a sua vacina está a ser levada muito à serio em todos os pontos do mundo, incluindo em países distantes da sua esfera de “domínio” como a Índia ou o Brasil, que já encomendaram milhares de doses e colocaram à disposição um número acentuado de nacionais para que sejam submetidos a testes com a “Sputnik V”.

 

S.- SOLIDAREDADE ou a falta dela é o “problema que estamos com ele”; parece estar sempre a dizer o Director-Geral da Organização Mundial da Saúde, Adhanom Ghebreyesus. “O que me preocupa mais (nesta altura) é o que tenho sempre dito: a falta de solidariedade. Quando falta solidariedade e estamos divididos é uma boa oportunidade para o vírus e, por isso, continua a espalhar-se. Precisamos de solidariedade e liderança global, sobretudo das maiores potências”, explicou recentemente numa videoconferência de imprensa. O Director-Geral da agência revela haver demanda excessiva e competição para fornecimento de futura vacina; mas exige que os países mais ricos metam mãos à bolsa para se conseguir juntar cerca de US$ 31,3 bilhões. O objectivo é fortalecer a aliança internacional que possa garantir uma vacina da Covid-19 para todos.

 

T.- TESTES- A urgência da feitura de testes rápidos continua na ordem do dia em todo o mundo e os estados africanos são os que mais necessitam deste instrumento imprescindível para a prossecussão da luta contra o novo coronavírus; uma luta que tem absorvido grande parte dos orçamentos de estados com reservas financeiras hoje mais do que nunca afectadas.Enquanto isso, noutro mundo, Donald Trump recentemente anunciou um plano de distribuição de 150 milhões de testes rápidos da Covid-19 no país, onde há mais de sete milhões de casos e de 200 mil mortes devido à pandemia.Outros mundos, mesmo. Em África, todos os líderes africanos juntos, não são capazes de garantir uma coisa dessas…

De acordo com a imprensa estadunidense, no final de Agosto, a Casa Branca já tinha anunciado a aquisição de 150 milhões de unidades de testes rápidos de detecção do novo coronavírus ao grupo farmacêutico Abbott, com o propósito de apoiar a recuperação económica do país.Nota: nesta altura, o Presidente Dinald Trump nem sequer pensava que poderia ser também ele infectado pelo Covid 19…

 

U.-UNIÃO AFRICANA- A organização continental africana peca por estar geralmente ausente no centro da tomada de decisões fundamentais relacionadas com o estado da evolução da pandemia do Covid 19. A sua liderança tem tido, no mínimo, uma posição discreta diante das graves adversidades derivadas do estado económico e social degradante de África. Por isso, vozes se levantam pelo continente adentro pedindo que a União Africana seja mais proactiva nestes problemas ligados ao novo coronavírus que piorou as economias dos estados do continente-berço da humanidade e colocou a vida de milhões de pessoas em situação muito pior do que estava antes deste ataque sistemático do novo coronavírus e mais: que os serviços de saúde sejam urgentemente socorridos face a uma ameaça de ruptura total que, aliás, já mostrou as suas fraquezas mesmo em certos países industrializados.

Entretanto, recentemente a organização “acordou” e mereceu o aplauso do continente. pois ela foi capaz de pôr em marcha a operacionalização do Fundo de Resposta à Covid-19, criada com o objectivo de obter recursos para fortalecer as defesas face à pandemia.

Angola reconhece este mecanismo e considera até que parte deste Fundo seja direccionada fundamentalmente para reforçar as medidas adoptadas pelos estados - membros.

 

V.- VACINA- No momento em que escrevíamos estas linhas,a produção industrial da "Sputnik V", estaria a dar os primeiros passos na Rússia, depois de Vladimir Putin, o Presidente, a ter anunciado dois meses antes e tida como eficaz para o tratamento.Segundo o Kremlin, a vacina estará disponível em Janeiro de 2021.

"Mais de um milhão de doses" já foram pré-encomendadas por "20 países estrangeiros" disse Kirill Dmitriev, presidente do conselho de administração do Russian Direct Investment, o fundo soberano russo envolvido na investigação científica e no financiamento das pesquisas, revela-se na imprensa internacional.

A vacina contra o SARS CoV-2 desenvolvida pelos cientistas russos chama-se "Sputnik V", sendo que o "V"; significa "vacina", em referência ao satélite soviético, o primeiro aparelho espacial a ser lançado para a órbita do planeta Terra. Entretanto, outros países já anunciaram a entrada em cena de outras vacinas, nomeadamente a Alemanha, os EUA, o Reino Unido ou mesmo Cuba, Brasil ou a Índia. Muitos anunciaram o início de testes a milhares de pessoas, com vista a garantir a maior campanha de vacinação da história, maioritariamente a partir do próximo ano.

 

X.- XI JIPING- Ao contrário do seu homólogo estadunidense, o Presidente da  República da China parece continuar a dormir descansado e tem repetido a mesma fórmula de sempre: apenas faz pronunciamentos públicos para anunciar os sucessos atrás de sucessos da sua liderança face à pandemia do momento, assegurando que não quer nenhuma guerra com os Estados Unidos.

Recentemente, o Chefe de Estado chinês alertou : “a politização da pandemia deve ser recusada e temos o imperativo de criar uma visão aberta e inclusiva, contra o proteccionismo e contra o unilateralismo”, observou, salientando que se deve também “repudiar as disputas ideológicas, ultrapassar as armadilhas do choque das civilizações e respeitar mutuamente o caminho de cada país”.

Em relação ao novo coronavírus, Xi Jinping lembrou ainda que a resposta à doença deve ser “guiada pela ciência” e que deve ser dado um “papel-chave” à Organização Mundial de Saúde, deu conta o “ O Observador”.

 

Z.- ZARAGATOA - Na medicina, provavelmente deve ser o instrumento de que mais se fala, mas interessa saber o que e realmente: Pois é: trata-se de um “objecto que consistenuma esponja ou numa porção de outro material absorvente na extremidade de uma haste, usado para aplicar medicamentos ou recolher amostras para análise, geralmente na zona da garganta e das fossas nasais”. A definição é da Wikipédia, que destaca quepara o diagnóstico da COVID-19 está indicada a colheita de amostras do nariz e garganta (trato respiratório superior), Para o efeito, usa-se uma “espécie de cotonete”- a zaragatoa. 

 

 

 

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