RECADO SOCIAL

 
2 de abril 2016 - às 17:59

O POVO ESTÁ ASSUSTADO!

O povo está mesmo assustado.Conversa nas ruas, nos becos e nas sanzalas e a frustração é geral. O país não confia nos seus políticos, que a escassos 15 meses das eleições gerais continuam a “bungular” numa farra de milhões que nem sequer sabem de onde continuam a cair em tempos de crise.

 

O país está à espera de um SOS, depois de ter sido embrulhado num pacote de esperanças, alguma confiança nos seus gestores e, agora, pimbas: mais uma bofetada que arde, queima e é tão violenta que até os mais radicais colocados ao serviço da veia bajuladora rendem-se à evidência dos factos.

Os cadáveres dos pobres de sempre estão aí à vista de todos; as crianças que jamais  reclamaram mais nada que não sobreviver a mais uma crise “inventada” pelos mesmos de sempre, foram enterradas: algumas em valas comuns desconhecidas; outros na calada da noite, nos quintais e becos anónimos. Outras sem epitáfios  e cânticos de dor porque sem honra nem glória em vida.

O povo está assustado. Nem sequer percebe o que por aí virá, se todos e cada um por si que finge gerir o país começar a desresponsabilizar-se depois de muitos anos a sugar os cofres do Estado. O país está mesmo magoado porque sabe que tem riqueza suficiente para dar de comer a quem tem fome; dar saúde, educação e bom salário a quem nunca os teve, apesar de saber que existe uma mão cheia de milionários que, diante  do cortejo de funerais com culpa no cartório, prefere refugiar-se em orações ditadas pela falta e humanismo.

O povo está assustado. Não tem pão, nem calças e sapatos! E o país, visto de fora,transformou-se num saco de pancada,uma vez que alguns dos seus dignos representantes passam a vida a fazer contínuas borradas.Nem estão aí… Que se lixe!! Não lhes interessa limpar o nome das famílias, muito menos da “corte” que, pelos vistos, prepara as “bicuatas” para dar a cacetada final.

O povo está mesmo assustado.Conversa nas ruas, nos becos e nas sanzalas e a frustração é geral. O país não confia nos seus políticos, que a escassos 15 meses das eleições gerais continuam a “bungular” numa farra de milhões que nem sequer sabem de onde continuam a cair em tempos de crise.

Enquanto isso, o povo está assustado; mas sabe ler os sinais das consequências da crise financeira sem responsáveis bem identificados. O país, esse continua, a sua marcha e, no tempo certo, saberá mostrar ao mundo que,uma vez escancaradas totalmente as portas da democracia, do bom saber conviver na diferença de raças, etnias, religiões e, sobretudo, reconciliado consigo próprio, saberá dar uma galheta àqueles que mais fazem sofrer os seus filhos sem escolas porque… não há dinheiro para os livros e merendas; não há dinheiro para pagar as propinas e os “candongueiros” que cruzam a cidade desde as primeiras horas das manhãs nascidas de noites martirizantes.

Pois, o povo anda mesmo assustado! Porque também desconfia que, em 2017, não haverá condições morais, técnicas e materiais para que se realizem as eleições gerais. E o país parece que anda de mãos atadas. 

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