MUNDO REAL

 
3 de abril 2018 - às 06:53

O DIREITO DE INFORMAR E A COBERTURA JORNALÍSTICA

 

O direito de informar é um direito consagrado constitucionalmente e que está aliado ao direito de ser informado. É com base nestes direitos que os jornalistas exercem o seu trabalho, buscando informar a sociedade tendo em conta as normas da profissão e os valores éticos e deontológicos.

Os jornalistas angolanos têm se empenhado continuamente nesta missão para servir a sociedade, apesar de muitas dificuldades e constrangimentos que enfrentam. Questões centrais para o país têm sido tornadas públicas e debatidas, fruto do trabalho dos profissionais da comunicação social.

As sessões parlamentares são de grande interesse para o público dada a relevância para o país do que se discute e, por este motivo, há muito que se cobra a transmissão em directo das sessões como forma de garantir que os debates sejam acompanhados pela sociedade para que cada um possa fazer a sua avaliação dos temas e da prestação de cada um dos deputados. Ao mesmo tempo, é importante o trabalho dos jornalistas que reportam o que acontece nas sessões parlamentares e permitir a análise dos acontecimentos.

No quadro do seu trabalho, os jornalistas têm reclamado das restrições impostas na cobertura das sessões parlamentares em que ficam confinados a uma sala e têm que reportar os factos com base em imagens e som captados pelos mecanismos da Assembleia Nacional. Há muito que os profissionais da classe têm pedido que o seu acesso  às sessões parlamentares seja livre (desde que não coloque em causa o curso das sessões parlamentares) para que possam detalhar melhor o que se passa no Parlamento.

Numa era em que o Governo assume uma postura de maior abertura em relação ao trabalho da comunicação social é importante que se reflicta sobre os entraves que persistem em relação ao trabalho da comunicação social e que precisam ser ultrapassados para que possamos cumprir com o dever de informar.

A tendência que por vezes existe de limitar o exercício do trabalho do jornalista precisa de ser ultrapassada; as fontes de informação, especialmente as oficiais, precisam  de ter uma postura de constante abertura para a comunicação social. Melhorar o quadro passa também por uma maior formação dos membros do Governo e titulares de cargos públicos para que possam estar melhor capacitados para responder a demanda de comunicação decorrente do seu trabalho.

O acesso aos locais onde ocorrem eventos de carácter público é importante para o exercício do trabalho dos jornalistas. Daí a importância de se garantir a criação de todas as condições para o trabalho dos jornalistas e é necessário que se oiçam as reivindicações feitas pelos profissionais da classe como forma de garantir que o que está legislado vai ser cumprido.

Tenho dito várias vezes que o nosso problema maior não é a falta da lei, mas o incumprimento que existe em relação ao que está plasmado.É inaceitável que tenhamos leis e diplomas que são ignorados de forma reiterada e velada.

Diante destas situações é preciso debater e encontrar soluções que possam permitir ultrapassar definitivamente os problemas que persistem e que resultam em constrangimentos em relação ao trabalho dos profissionais da comunicação social.

Reivindicar, reclamar, exigir o cumprimento do que está plasmado na lei não é estar contra ninguém ou contra nenhuma instituição, é simplesmente procurar encontrar soluções para garantir um melhor serviço ao país.

Finalmente, o que importa é servir a sociedade da melhor maneira. 

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