SOCIEDADE

 
27 de November 2020 - às 17:57

O COVID NA SAÚDE ESTUDO REVELA IMPLICAÇÕES DA COVID 19 NA SAÚDE MENTAL

Ao Guardian, Máxime Taquet, um dos autores da pesquisa,considerou as descobertas “inesperadas” sublinhou a necessidade de mais investigação mas não deixou de concluir que “ter uma doença psiquiátrica deve ser acrescentado a lista de factores de risco da COVID-19”.

 

Um em cada cinco doentes com Covid foram depois diagnosticados com ansiedade,  depressao ou insônia, revela um estudo da Universidade de Oxford. Um dos autores defende que a doença psiquiátrica devia ser considerada factor de risco.

Investigadores da Universidade de Oxford e do Centro de Investigação de Saúde Biomédica NIHR concluíram, com base em dados recolhidos nos Estados Unidos, que um quinto dos pacientes que sofreram de COVID-19 foram mais tarde diagnosticados com um problema de saúde mental.

Os pacientes sofreram de ansiedade  depressao ou insônia, num período de três meses após terem testado positivo ao novo coronavírus. Outra das descobertas do estudo publicado na revista científica Lancet Psychiatry é que pessoas com um diagnóstico prévio na área da saúde mental tem 65% mais probabilidade de serem diagnosticados com Covid -19. Isto mesmo descontando o efeito de factores como a idade, o sexo, a raça, entre outros.

Estas conclusões foram tiradas com base em cerca de 70 milhões de registos de saúde  dos Estados Unidos, entre os quais mais de 62000 casos de pacientes que testaram positivo a COVID-19 mas que não necessitaram de hospitalização. A taxa de incidência de diagnósticos de doença mental nos 14 a 90 dias depois do diagnóstico de COVID-19 foi 18,1%, dos quais corresponderam a um primeiro diagnóstico deste tipo.

Os investigadores fizeram ainda uma análise comparativa com outras doenças, durante o mesmo período, como a gripe e outras doenças respiratórias, infecções na pele, cálculo biliar e no trato urinário e fracturas de um osso grande. A comparação mostrou que há o dobro do risco no caso dos pacientes que tinham contraído  o novo coronavírus.

Ainda se descobriu neste mesmo estudo que três meses após a testagem positiva a COVID-19, os casos de demência  são o dobro do que quando se revelam outras doenças.

Ao Guardian, Máxime Taquet, um dos autores da pesquisa,considerou as descobertas “inesperadas” sublinhou a necessidade de mais investigação mas não deixou de concluir que “ter uma doença psiquiátrica deve ser acrescentado a lista de factores de risco da COVID-19”.

Por sua vez, Paul Harrison, também desta equipa, sublinhou que será precisa mais investigação para saber se um diagnóstico de perturbação psiquiátrica pode estar directamente ligado a ser contagiado ou se o ambiente estressante da pandemia está a ter influência, bem como factores  como o uso de drogas, de tabaco e o estado social. 

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