ECONOMIA & NEGÓCIOS

 
23 de August 2019 - às 10:07

NO SEGUNDO TRIMESTRE VENDA DE DIAMANTES RENDE USD 200 MILHÕES

O responsável recordou ainda que o volume de diamantes comercializados no primeiro semestre de 2019 representou uma redução de 4,2 por cento em comparação a igual semestre de 2018 e um incremento da receita de 3,9 por cento em relação a similar período no ano anterior.Angola produz anualmente cerca de nove milhões de quilates de diamantes e as autoridades pretendem alargar a produção anual para 14 milhões.

 

O país arrecadou 232,8 milhões de dólares pela comercialização de 1,5 milhões de quilates de diamantes, no segundo trimestre de 2019, anunciou recentemente, em Luanda, a Sociedade Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola .O volume de vendas, segundo a SODIAM, corresponde a uma redução de 35,3 por cento em relação a igual período de 2018.

“Este decréscimo resulta, particularmente, da não-concretização das vendas dos lotes da Sociedade Mineira de Catoca, no mês de Abril, que representam geralmente cerca de 80 por cento do volume de produção do trimestre”, explicou o chefe do Departamento de Planeamento da SODIAM, Sendji Vieira Dias, citado pelo "Jornal de Angola".

De acordo  com o diário, além das realizações do mercado de diamantes em Angola durante o segundo trimestre de 2019, a SODIAM apresentou as perspectivas para o terceiro trimestre.

Sendji Vieira Dias, que procedeu à apresentação do balanço num enocntro com jornalistas, deu conta, também, que a receita bruta proveniente da actividade de comercialização registou uma redução de 87,3 milhões de dólares em relação a igual período do ano passado.

“Esta redução é fundamentada pelo decréscimo de diamantes vendidos em cerca de 35 por cento”, justificou, revelando-se no encontro que o preço médio total do período cifrou-se em 155,37 dólares por quilate e que as províncias da Lunda-Sul, com 89 por cento, e Lunda-Norte, com 11 por cento, lideram o volume da produção comercializada entre Abril e Junho de 2019, sendo 1.332.939,05 quilates de origem kimberlítica e 165.289,15 quilates de origem aluvionar.

Segundo o J.A., agregando toda a produção e comercialização do primeiro semestre de 2019, o responsável disse que durante o mesmo período foram comercializados um volume total de 4,1 milhões de quilates, o que permitiu a arrecadação de uma receita de 601,4 milhões de dólares.

O responsável recordou ainda que o volume de diamantes comercializados no primeiro semestre de 2019 representou uma redução de 4,2 por cento em comparação a igual semestre de 2018 e um incremento da receita de 3,9 por cento em relação a similar período no ano anterior.Angola produz anualmente cerca de nove milhões de quilates de diamantes e as autoridades pretendem alargar a produção anual para 14 milhões.

Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado para Geologia e Minas do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, Jânio Correia Victor, disse que o incremento de 3,9 por cento nas receitas se deveu à implementação de uma nova política de comercialização dos diamantes e à conjuntura internacional, marcada pela subida dos preços no mercado.

Jânio Correia Victor anunciou, para breve, a realização de um concurso público para concessão de cinco minas para exploração de diamantes, ferro e fosfato. “Com o concurso, queremos maior transparência e atrair investidores nacionais e internacionais neste sector e, desta forma, a relançar a produção de ferro e de fosfato no país”, concluiu. 

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