PONTO DE ORDEM

 
22 de julho 2019 - às 07:25

NÃO AO TERRORISMO!!

Ao discursar na  73ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, realizada em Nova Iorque (EUA), a 26 de Setembro de 2018, o Presidente da República de Angola chamou atenção à ONU para que assuma o seu dever da promoção da paz, numa altura em que existe uma configuração política do mundo contemporâneo, no qual os conflitos locais, regionais e intra-estatais representam os principais focos de tensão internacional e de ameaça à paz.

 

Já não são raras as notícias que dão conta que existem planos lúgubres do  terrorismo islâmico em tentar estender os seus tentáculos a mais alguns países africanos, desta feita à região austral do continente. Moçambique terá sido de algum modo alertado com maior incidência para este facto, mas existem mais estados africanos que já sentiram as consequências macabras destes planos de terror, que visam, sobretudo, desestabilizar, matar e mutilar quem não siga as suas doutrinas; actos que, aliás, nada têm a ver  com os princípios plasmados pelos maiores criadores e defensores do Islamismo.

 Mas a verdade é que este terrorismo já manchou  de sangue, luto e dor a vida de vários países africanos acima da linha do Equador. Estamos tristemente lembrados dos massacres perpetrados pelos terroristas no Quênia e numa grande parte dos países do Sahel, sem nos esquecermos de uma Somália terrivelmente mergulhada no caos, e da Nigéria, onde o dia a dia de milhares de seres humanos tem sido fustigado com bombas, raptos e mutilações violentas por parte de um grupo denominado Boko Haram.

Faz todo o sentido de os governantes angolanos "porem as barbas de molho", pois o país estabelece uma faixa fronteiriça terrestre e fluvial de milhares de quilómetros com um dos maiores estados de África - a República Democrática do Congo - assolado há dezenas de anos por um conflito armado instigado por fundamentalistas de todo o género, entre os quais  alguns grupos armados com uma forte vontade  de aliar-se e sustentar no terrorismo islâmico.

Ao discursar na  73ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, realizada em Nova Iorque (EUA), a 26 de Setembro de 2018, o Presidente da República de Angola chamou atenção à ONU para que assuma o seu dever da promoção da paz, numa altura em que existe uma configuração política do mundo contemporâneo, no qual os conflitos locais, regionais e intra-estatais representam os principais focos de tensão internacional e de ameaça à paz.

João Lourenço mostrou-se preocupado com as proporções atingidas pelo terrorismo internacional, pelo crime organizado transnacional, pela imigração ilegal, pela xenofobia, pelo tráfico de pessoas humanas e de drogas, e muitos outros males, que  afectam a qualidade de vida dos habitantes do planeta.  

É evidente que, neste alerta, fica subjacente um recado para dentro do continente, sobretudo para a sua região austral , que de forma organizada e fortemente integrada, pode e deve garantir que os apetites dos terroristas não façam dos nossos estados mais um palco de intrigas, de ameaças à estabilidade conquistada graças aos esforços conjuntos dos seus povos, hoje com todas as razões e mais algumas para prevenir certas "vagas migratórias" susceptíveis de inviabilizar a criação e consolidação de  sociedades pacíficas, equitativas e sustentáveis.

O papel do nosso país tem sido exemplar,pois no seu território não há sinais  de manifestações contra quem professe outras religiões, que não as tradicionais, existentes há séculos. Aliás, é preciso lembrar que em Angola não existe qualquer espécie de sentimento anti-religioso pautado no Islamismo. Longe disso. Tanto mais que, por exemplo, esta religião é professada livremente na maior parte das províncias do país.

Melhor do que ninguém, têm as autoridades angolanas  razões de sobra para acolher no seu espaço territorial quem professe a religião, desde que seja feita em nome da paz e da harmonia entre os povos; desde  que apele à tolerância e a liberdade de expressão, princípios consagrados na Constituição da República.  

Neste contexto, aqui apela-se igualmente ao papel das organizações regionais, quer sejam de âmbito político, económico, científico ou cultural. Temos de admitir que a SADC continua empenhada em garantir que os seus estados-membros  priorizem, sempre,  a promoção  dos direitos dos homens e mulheres, por forma a que se possa fazer desta região um belo exemplo de convivência entre todas as crenças religiosas , na base do respeito e da igualdades entre todos os povos. 

 

Victor Aleixo
victoraleixo12@gmail.com

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