PAÍS

 
26 de novembro 2019 - às 08:56

NA BIENAL DE LUANDA P.R. PEDE DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIAS PARA A CULTURA DA PAZ EM ÁFRICA

João Lourenço achou necessário ao certame dar especial ênfase à promoção da cultura, da educação e da investigação científica e ao papel que podem desempenhar as organizações da juventude e de mulheres e os meios de comunicação tradicionais e digitais, na prevenção de conflitos e na promoção de uma cultura de paz.

 

O Chefe de Estado angolano considerou a Bienal de Luanda como um espaço privilegiado para se promover a diversidade cultural e a unidade africana e para um intercâmbio fecundo entre todos os que se dedicam a cultivar uma cultura de paz e não-violência.João lourenço que falava na abertura do evento que trouxe ao capital do país,  Hage Geingob, Presidente da República da Namíbia, Ibrahim Boubacar Keita, Presidente da República do Mali, Moussa Faki Mahamat, Presidente da Comissão da União Africana, e  Audrey Azoulay, Directora Geral da UNESCO  afirmou que a bienal serviu como uma plataforma única para os governos, a sociedade civil, a comunidade artística e científica, o sector privado e as organizações internacionais, debaterem e definirem estratégias sobre a prevenção da violência e dos conflitos em África e sobre a construção de uma paz duradoura.

O Presidente de Angola, como país anfitrião, mostrou-se encantado com a presença de jovens angolanos e de jovens provenientes de todos os cantos de África e das várias diásporas africanas,pois constituiu-se numa garantia de que muitas ideias inovadoras surgirão dos vários debates e das trocas culturais e desportivas programadas.

"Importa encontrar soluções sustentáveis para muitos dos graves problemas que a África ainda vive, como a fome, a miséria, as doenças, o analfabetismo, as desigualdades sociais, o desemprego galopante, que fomentam o tribalismo e a xenofobia dividindo os africanos, o que atrasa o harmonioso desenvolvimento dos nossos países e o bem-estar das suas populações", aconselhou o chefe do Executivo angolano, considerando que um fórum dedicado à cultura da paz implica a reflexão e o intercâmbio de ideias das cabeças pensantes e criativas do  continente africanos, responsáveis por acções de empreendedorismo e de inovação.

De recordar que a Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz,  foi promovida pelo Governo angolano em estreita colaboração com a União Africana e a UNESCO. 

 

PR CRITICA A MÁ UTILIZAÇÃO DAS  REDES SOCIAIS

O Presidente da República garantiu que os meios de comunicação tradicionais e digitais têm um papel de grande importância na difusão e valorização das nossas realizações,mas também destacou que  as redes sociais no seio da juventude, desde que bem  aproveitadas,  reforçam da cultura da paz e da não-violência.

Neste contexto, João Lourenço chamou atenção ao  perigo que as redes sociais representam."Exemplos recentes em vários países têm demonstrado o perigo que essas mesmas redes sociais representam, quando utilizadas para desinformar e adulterar a realidade dos factos, com o objetivo de criar convulsões sociais como meio de pressão para a remoção do poder de governos legítima e democraticamente eleitos pela maioria dos cidadãos eleitores", afirmou.

Para o Chefe de Estado angolano, neste mundo globalizado em que  se deve tirar o maior proveito do que melhor se produz e pratica no campo da cultura, da educação, da ciência, da tecnologia e da investigação, deve-se " preservar e ter a capacidade de fazer coabitar a nossa história, a nossa cultura e tradições africanas, com aquilo que todos os dias recebemos da cultura de outros continentes e povos, por intermédio dos diferentes medias".

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