LEITORES

 
5 de novembro 2017 - às 06:12

MUITO OBRIGADO, POVO ANGOLANO!

Compilei estas ideias em nome de centenas de milhares de estrangeiros que fazem aqui a sua vida, com crise ou sem crise financeira, sempre unidos ao bom povo angolano. 

 

 

Se me permitem e com os meus mais sinceros respeitos a este grande povo angolano, que me recebeu de braços abertos há mais de sessenta anos, vou tentar escrever umas linhas de agradecimento e reconhecimento por, uma vez mais, demonstrar ao mundo o quão forte é a sua história de luta pela  democracia, depois de ter conquistado a liberdade.

Sou um cidadão cabo-verdiano que jamais abdicou da sua cultura, mas abraçou desde os primeiros momentos de estadia nestas terras africanas quanto as nossas, o desejo de seguir os exemplos  de vida dos meus vizinhos e amigos que me acolheram: o  primeiro exemplo foi o de bem acolher; o segundo, o respeito; o terceiro, a grande capacidade de conviver em irmandade com os estrangeiros, sem olhar para a cor da pele, as religiões, as culturas, os hábitos e costumes, enfim, o modo de estar e ser de cada um. O quarto é o desejo de ajudar todos quantos por aqui aportaram, ora fugidos dos regimes coloniais e de declarada vigência esclavagista, ora à procura de novas condições para que legalmente abrissem os seus negócios, sejam eles de grande ou pequena monta.

Hoje, escrevo sublinhando um outro exemplo dado pelos angolanos: o facto de terem realizado e participado ordeiramente nas suas quartas eleições para escolherem quem lhes vai dirigir nos próximos cinco anos.

Não podia votar, mas senti como se estivesse também a fazê-lo, tal foi a importância decisiva do acto democrático, o ambiente criado no dia da votação, onde alguns que me abraçaram há mais de seis décadas também foram às assembleias de voto, já algo cansados pela idade, alguns mesmo doentes, mas votaram sem antes me dizerem orgulhosos: “temos mesmo de ir cumprir o nosso dever,  mano Severino!”. 

Eu também senti-me orgulhoso como africano que sou, pois, afinal, a terra que me acolheu foi capaz de organizar um processo muito complicado noutras paragens do continente e mesmo nos ditos países considerados “mais civilizados”, mais “ricos”, mais “poderosos”.

Tão orgulhoso fiquei que hoje, atrevo-me a escrever estas linhas para agradecer ao povo angolano pela lição que deu ao mundo. Disse que está unido e forte como o imbondeiro ou o coqueiro que verga mas não parte.

Por mim,  talvez leve estes exemplos de vida ao meu país, lá longe mas unido  à Angola pelo vasto oceano Atlântico. Afinal, ambos fazemos parte de um todo que se torna cada vez mais forte, à medida que se vão consolidando as instituições democráticas criadas  depois de termos conquistado as nossas respectivas independências.

Posto isto,um bem haja aos meus amigos, seus familiares e conterrâneos que conseguiram fazer do dia 23 de Agosto uma data inesquecível para o continente-berço da humanidade.

Muito obrigado, povo angolano!

Severino Tavares Mendes Semedo

Benguela

 

 

BOCAS SOLTAS

Em princípio, são estas as equipas que provavelmente vão baixar para o escalão inferior do futebol nacional: a Académica do Lobito, o JGM do Huambo,o Progresso da Lunda Sul, o “Santa Rita de Cássia”. Elas sempre tiveram o sonho de permanecerem no Girabola, ainda que andem permanentemente de mãos estendidas para fazer face às despesas milionárias. 

Neste campeonato, surgiram casos mais caricatos que se possa imaginar no mundo futebolístico mais civilizado. Equipas perderam em casa por falta de comparência; árbitros continuam a apitar com a matrícula registada da corrupção; a direcção da Federação sobrevive sob o espetro da pobreza extrema, enfim, temos um Girabola (aqui não há dúvidas) fraudulento. Os nossos leitores, atentos a estes “fenómenos” vergonhosos têm cá umas ideias… 

 

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“O actual elenco federativo herdou uma instituição com muitos buracos. Desde o solo até ao telhado, passando por um cofre quase falido.Sobraram algumas notas para dizer que existe um departamento financeiro e nada mais. Ora, sem  a “massa” necessária, os actuais mandatários estão com as mãos amarradas e quem paga é a maior competição desportiva do país”.

 

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“Custa-me acreditar que algumas equipas possam chegar até ao fim do Girabola, mas a cada jornada que passa nota-se que se vão aguentando numa só perna, certamente porque têm surgido algumas esmolas de última hora. Todavia, mais cedo do que tarde, alguns clubes vão mesmo ser extíntos. A crise financeira vai se acentuar.

 

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“O que se passou na Lunda Sul foi uma vergonha. Inacreditável! Uma equipa perder em casa própria por falta de comparência? Toda a gente sabe que o Progresso da Lunda Sul “respirava” boa condição financeira nas duas últimas épocas. Mas, de repente, alguém se zangou e deixou a colectividade à mercê de um quadro desastroso, onde impera o desemprego, dívidas e um futuro incerto.”

 

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“Acredito que muita gente queira ver imediatamente o fim deste martírio por que passam centenas de jogadores nas  equipas financeiramente falidas. Ouvi dizer que uma tem cerca de nove meses de salários em atraso e os problemas já vêm da época passada”. 

 

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“A maior maka no nosso futebol é a corrupção, mas poucos têm coragem de provar o que for. Existem muitas reclamações como resultados fabricados por baixo da mesa e nas bombas de combustível. Houve multas e suspensões pesadas, mas, pelos vistos, grande parte dos adeptos avisados descredibiliza a organização do nosso Girabola”. 

 

TIRADAS DA IMPRENSA

“É melhor ter um epitáfio ruim do que a maledicência durante a vida (…)”. “As queixas venenosas de uma esposa ciumenta são de efeito mais nocivo do que dentada de cachorro louco.”

– William Shakespeare

 

“Chorar velhos amigos que perdemos não é tão proveitoso e saudável como nos alegrarmos pelas novas aquisições de amigos.”

– William Shakespeare

 

“Eu não sou apenas um pacifista, mas um pacifista militante. Estou disposto a lutar pela paz. Nada vai acabar com a guerra a menos que as pessoas se recusem a ir para a guerra.”

– Albert Einstein

 

“Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.”

– Abraham Lincoln

 

 

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