MUNDO

 
5 de novembro 2016 - às 13:05

MORREU UM FALCÃO DA PAZ

Com a morte de Shimon Peres, a 28 de Setembro, fechou-se o ciclo dos fundadores do Estado de Israel. Apesar de ter sido considerado um falcão israelita, Shimon Peres foi um dos arquitectos do Acordo de Oslo, em 1993

 

O trabalho em prol da pacificação acabou recompensado com a atribuição do Prémio Nobel da Paz, em 1994. Com ele, foram também distinguidos outros dois parceiros do tratado, Isaac Rabin, primeiro-mistro israelita, e Yasser Arafat, líder da Organização de Libertação da Palestina.

O funeral, em Jerusalém, contou com a presença do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahamud Abbas, e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Nas cerimónias fúnebres estiveram presentes 34 chefes de Estado e de Governo.

Em sete décadas de política, participou em dez Governos. Entre os cargos que desempenhou, Shimon Peres foi titular das pastas da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, e primeiro-ministro, entre 1984 e 1986. Entre 2007 a 2014 esteve na presidência do país.

Shimon Peres tinha 93 anos e encontrava-se hospitalizado, após o acidente vascular cerebral de 13 de Setembro, nos cuidados intensivos e com respiração assistida.

Nasceu Szymon Perski, a 2 de Agosto de 1923, em Wiszniewo, na época integrante da Polónia e actualmente na Bielorrússia. Aos 11 anos mudou-se, com os pais, para a Palestina, na época sob administração britânica, fixando-se em Telavive.

Socialista e sionista, cedo ingressou no Partido Trabalhista, do qual foi líder. Inscreveu-se também na Haganah, organização armada, chefiada por David Ben-Gurion, que lutou pela constituição do Estado de Israel. Em 2005, devido a divergências, transitou para o Kadima, partido centrista, formado por antigos trabalhistas e conservadores (Likud). 

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