CULTURA

 
6 de setembro 2017 - às 08:07

MBANZA KONGO RECONHECIDA COMO PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

Após vários anos de espera, o centro histórico da cidade de Mbanza Kongo foi reconhecido por unanimidade Património Mundial da Humanidade. A classificação ganhou corpo na 41ª Sessão da Comissão de Património Mundial da UNESCO, que aconteceu em Cracóvia, Polónia, no passado dia 09 de Julho 

 

escolha, entendida como “um justo reconhecimento, que enche de satisfação o país", pelo Embaixador de Angola na sede da Unesco, em Paris, Sita José, presente no acto; dá conta de um lugar abrangente por grande tesouro museológico e arqueológico.

A cidade angolana de Mbanza Kongo foi a antiga capital do antigo Reino do Kongo, que englobava, Angola, a República Democrática do Congo, a República do Congo e o Gabão; Reino que se encontrava organizado aquando da chegada dos portugueses, no século XV, ficando conhecida como uma das mais avançadas em África, conforme destacou a candidatura apresentada em 2007, sob o projecto “Mbanza Kongo, cidade a desenterrar para preservar”.

Com uma colina a 570 metros de altitude e que se estende por seis corredores. Esta área, é ainda composta por ruínas e espaços alvo de escavações e estudos arqueológicos, que envolveram especialistas nacionais e estrangeiros.

Os trabalhos arqueológicos realizados no local envolveram a medição da fundação de pedras descobertas no local denominado "Tadi dia Bukukua", supostamente o antigo palácio real.

Passaram igualmente pelo levantamento da missão católica, nomeadamente a primeira igreja católica construída em Angola (Kulumbimbi), da casa do secretário do rei, do túmulo da Dona Mpolo e do cemitério dos reis do antigo Reino do Kongo.

A 10 de Junho de 2013, Mbanza Kongo era classificada como património cultural nacional, o que desde a altura patenteou um pressuposto indispensável para a sua inscrição na lista de património mundial; em 2016, foi entregue ao Comité do Património Mundial com sede em Paris, o dossier definitivo de candidatura ao Comité do Património Mundial.

De referir que, um dia antes da Comissão de Património Cultural da UNESCO ter anunciado os resultados que classificavam a cidade angolana património mundial, Maria da Piedade de Jesus, Directora do Instituto Nacional do Património, já afirmava que “Mbanza Kongo tem atributos suficientes que lhe dão o valor universal exponencial, o único a nível nacional e internacional, justificado com o poder político, económico, a vida religiosa e a riqueza imaterial do antigo Reino do Kongo, assim como a expansão desta cultura para lá do Atlântico”.

Caso para se dizer que a delegação que se encontrou em terras polonesas a acompanhar o processo, chefiada pela titular da pasta da Cultura, Carolina Serqueira, já se encontrava certa da grande escolha.

A Comissão, reunida em Cracóvia, na Polónia, declarou igualmente como Patrimónios da Humanidade Asmara, a capital da Eritreia; a paisagem cultural dos Khomani, na África do Sul; o Templo de Sambor Prei Kuk, no Camboja; o casario histórico da ilha de Kulangsu, na China, e a cidade de Ahmadabad, na Índia.

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