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22 de janeiro 2013 - às 21:19

LEITURA DO DIA DO FIM

O ano que ainda está nos seus primeiros dias, não começou da melhor maneira para muitas famílias angolanas. Depois do país ouvir do Presidente da República e do vice Presidente mensagens encorajadoras para o ano que agora inicia, um acontecimento macabro marcou negativamente a quadra festiva de alguns lares.

 

O ano que ainda está nos seus primeiros dias, não começou da melhor maneira para muitas famílias angolanas.

Depois do país ouvir do Presidente da República e do vice Presidente mensagens encorajadoras para o ano que agora inicia, um acontecimento macabro marcou negativamente a quadra festiva de alguns lares.

Estamos a falar do Dia Do FIM, a vigília realizada pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que este ano apostou forte numa comunicação publicitária que muitos consideram infractora à ética deontológica da publicidade. 

Já havia mencionado aqui nesta tribuna que publicidade e o marketing têm uma forte componente psicológica que, bem estruturada e aprofundada, conseguem atrair um numero infinito de clientes ou seguidores.

No caso da IURD, é inegável a existência, na sua prole, de bons marketeers, tendo como referência a adesão de seguidores que se fazem ouvir nos seus programas de rádio e de televisão, sem esquecer a enchente nos seus cultos semanais.

Contudo, o meu espanto com este suposto dia do fim começou quando observei em flayers e  posters por toda cidade de Luanda, com fraca qualidade de designer, a anunciar o derradeiro dia, de quê? ainda estou para descobrir!

 Passando pela Cidadela Desportiva, no dia 31 de Dezembro, constatei a enchente, o fervor e a vontade de milhares que partiam em busca de um fim que, afinal, não era um ponto mas o início de uma epopeia que ceifaria 16 almas e tantos feridos. 

Independentemente dos resultados da comissão de inquérito solicitada pelo Presidente da República, para apurar os verdadeiros culpados, acredito que a géneses desta questão reside  no facto de uma mensagem publicitária forte e desleal, que anunciava a resolução das aflições por que passam muitos cidadãos, ser divulgada sem a devida responsabilidade.

Considerando que toda mensagem publicitária deve ser respeitadora e conformar-se às leis do país, ser honesta e verdadeira, então começamos a observar que a mensagem da vigília da I.U.R.D. fere este preceito.

A oferta de valor deste "O DIA DO FIM" é impossível de se concretizar, a não ser que tenha sido o fim das 16 almas que naquele dia partiram sem hipótese de ver a viragem do ano.

Uma vez que a publicidade exerce forte influência de ordem cultural e social sobre grandes massas, é importante que saibamos a dimensão e a consequência daquilo que estamos a anunciar, para evitar como aquela tragédias vivida na Cidadela desportiva, em pleno reveillon. 

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