POLÍTICA

 
30 de julho 2018 - às 11:26

JOÃO LOURENÇO ACHA QUE É PRECISO REDEFINIR PRIORIDADES NA REGIÃO

O Presidente da República, João Lourenço, considerou que a região austral do continente  deve ser chamada a fazer uma introspecção sobre as razões reais que fazem com que a sua agenda de desenvolvimento e integração não caminhe no ritmo que todos  os estados-membros desejam, lembrando que só a região da SADC, contribui com 72% do grupo de metais de platina do mundo, 55% de diamantes, 41% de cromita, 26% de ouro e 21% de zinco

 

P.R. LAMENTA ATRASO DA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO DA SADC

Nossos países são sobretudo exportadores de matéria-prima bruta, não lhes acrescentamos valor, o que representa um entrave às perspectivas de desenvolvimento económico e à criação de empregos. Como consequência disso, temos um sério défice comercial, uma vez que vendemos a nossa matéria por preços irrisórios no mercado internacional e importamos produtos acabados a preços exorbitantes”, afirmou o Chefe de Estado angolano durante o 43ª Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC, que decorreu recentemente em Luanda. 

 João Lourenço considera que o momento que a região vive é de redefinição  de prioridades e que se deve  acrescentar valor aos seus recursos preciosos através da industrialização, bem como maximizar os benefícios que se pode obter da exportação de produtos acabados.

Para si, faz por isso sentido que a SADC tivesse revisto e reorientado seu Plano Estratégico Indicativo Regional de Desenvolvimento (RISDP) complementado pela Estratégia de longo prazo de Industrialização da SADC. “Esperamos que a referida Estratégia e Roteiro de Industrialização resulte, para que a Região e nossos respectivos países beneficiem de maior oferta de bens e de emprego, reduzindo a pobreza e a fome”, augurou o Presidente angolano.

No encontro, João Lourenço lembrou aos participantes que o Fórum Parlamentar da SADC trabalha na promoção do diálogo e da cooperação entre os Estados Membros em matéria de desenvolvimento socioeconómico, com a finalidade de aumentar a prosperidade económica, o que só poderá ser alcançado se a SADC enquanto espaço comunitário, for capaz de manter permanentemente a estabilidade política e social que a caracteriza.Neste contexto, destacou a relevância e a importância da industrialização imediata da região SADC e a África em geral, pois, apesar de ser constituída por estados exportadores de importantes matérias-primas, paradoxalmente, são pouco desenvolvidos. 

Aliás, este assunto foi amplamente discutido  no Fórum Parlamentar da SADC, que teve como lema central: «Aprofundar a Integração Económica da SADC através da Industrialização – O Papel dos Parlamentos».

Na ocasião, o chefe do Executivo angolano apelou aos estados-membros que tivessem em devida consideração, os objectivos que, nos termos do Tratado da SADC, motivaram a criação desta Organização Regional, nomeadamente a promoção do crescimento económico sustentável, da cooperação e integração económica, da boa governação, da paz e segurança duradouras, e torná-la deste modo cada vez mais competitiva à escala mundial.

João Lourenço assumiu igualmente o compromisso de Angola em apoiar uma Região da SADC unida, é incontestável, pois, Angola foi, com o Botswana, Moçambique, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe, um dos Estados da Linha da Frente na luta contra o apartheid e o domínio da minoria branca na África do Sul e na Namíbia, tendo igualmente recordado que Angola esteve também presente em Lusaka na Zâmbia em 1980, quando foi constituída a Conferência de Coordenação para o Desenvolvimento da África Austral (SADCC), iniciativa que se destinava  a consolidar a luta pela total emancipação política desta Região, e, mais tarde, em Agosto de 1992, também Angola constituir-se num dos Estados precursores da criação da actual SADC, na Cimeira de Windhoek, na Namíbia.

“Não podemos igualmente deixar de reconhecer a importante contribuição da SADC, na procura de uma paz duradoura para o nosso País. A história de Angola e a da Região da SADC, estão intimamente ligadas. Por essa razão, devo assegurar-vos que o nosso país continuará firmemente comprometido com uma SADC desenvolvida e verdadeiramente integrada”, afirmou. 

 

OCORRIDOS NO ZIMBABWE E NA ETIÓPIA

SADC CONDENA ATENTADOS

O Chefe de Estado  condenou o atentado à bomba contra a vida e integridade física do Presidente e candidato Emerson Mnangângua num acto de massas em Bulawaio. “Enquanto nos congratulamos com a convocação e preparação em curso das eleições gerais no Zimbabwe para a legitimação do poder nas urnas, previstas para 30 de Julho do ano em curso, somos surpreendidos com um atentado à bomba contra a vida e integridade física do Presidente e candidato Emerson Mnangângua”, lamentou durante o seu discurso de abertura da 43ª Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC. 

“Condenamos veementemente este acto cobarde, criminoso e anti democrático, e exortamos a todos os actores políticos a pautarem sua conduta pelo respeito à Lei e à Constituição, aproveitando a única possibilidade legítima que essa mesma Lei lhes confere de poderem chegar ao poder, desde que convençam os cidadãos eleitores a votar neles e no seu programa”, declarou, exortando as autoridades zimbabweanas “a se manterem firmes na vontade e determinação de realizar as eleições nas datas previstas, e ao povo zimbabweano a comparecer em massa nas urnas”.

Na oportunidade, João Lourenço  condenou igualmente um atentado idêntico ocorrido em Addis Abeba, na Etiópia, contra o recém nomeado 10 Ministro.

 

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